O Partido da Imprensa Golpista não dá tréguas. Sua visão crítica e da costumeira má vontade com o governo LULA, agora foi herdada por Dilma. Primeiro por que mudou o cabelo e a roupa ? Uma hora acusa a Dilma de tramar o dossiê contra tucanos, outra de bisbilhotar o imposto de renda da filha do seu adversário, especula que ela fará um ajuste fiscal, ou de fulano ou beltrano será ministro.
Esquece que roupa, cabelo de qualquer candidato tem que ser bem produzida e de boa qualidade, pois o eleitor repudia quem não sabe cuidar de si, principalmente se for mulher.
A questão do dossiê é bem velha, e o PSDB/Demo são campeões em violação do painel do congresso, grampo do BNDES, pasta rosa e votação da emenda da reeleição de FHC.
A violação do sigilo que se discute nesta campanha, foi realizada em setembro, quando Dilma não era candidata e a denúncia foi convenientemente guardada para estourar na campanha. Há trinta dias mais ou menos morreu o ator que deu a bengalada no Zé Dirceu. Mas até agora a campanha do PSDB não acusa a Dilma de nada.
O ajuste fiscal foi muita bem rebatida por Dilma. A inflação está sob controle, as reservas com mais de 200 bilhões de dólares, a dívida caindo em relação ao PIB. Tá tudo certo, não, precisamos gastar melhor, precisamos de projetos menos onerosos.
Quanto aos ministros é uma piada, jogo de especulação. A imprensa chutou dezenas de nomes, claro que um ou outro será confirmado no governo Dilma, e aí na maior cara de pau, o jornalista dirá: conforme adiantamos em agosto do ano passado, fulano será ministro.
A imprensa que gosta do Serra, o está prejudicando com o clima de campanha decidida e de colocar na cabeça do eleitor que já estamos em 20011, pois todo o noticiário gira de forma a prever o que vai acontecer daqui há 120 dias, levando o leitor a discutir ou pensar em favas contadas. O COPON, decidiu manter a taxa de juros, claro que foi devido a campanha eleitoral não D. Mirian ?
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
RESUMO DAS NOTICIAS DO DIA
RESUMO DAS NOTICIAS DO DIA
setembro 1st, 2010 | Autor: Carlos Honorato
Nacionais:
- Indústrias se preparam para um Natal ‘forte’. Pesquisa da FGV revela que 57,1% esperam que a situação dos negócios, em seis meses, seja melhor que a registrada nos mesmos meses de 2009; (2)
- Grupo fura poço e acha gás no São Francisco. Consórcio liderado pela Orteng informou ter encontrado o combustível na Bacia do São Francisco, em Morada Nova de Minas, na Região Central. O volume localizado ainda está em análise. (1)
- Para mais de 70% das famílias, orçamento atual é melhor do que há um ano; (3)
Política
- Lula diz que se dedicará ao debate sobre reforma política após mandato; (3)
- Lula agora prioriza eleição de bancada forte; (4)
- Lula reitera intenção de trabalhar pela A.Latina e África a partir de 2011; (6)
- Na TV, Dilma enfatiza geração de emprego. No horário eleitoral gratuito de hoje (31) à noite, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, destacou a geração de emprego e a distribuição de renda propiciadas pelo governo do PT à frente do Palácio do Planalto; (2)
- Dilma: país está chegando quase no pleno emprego; (2)
- Dilma diz que, se eleita, vai discutir mínimo com centrais sindicais; (2)
- Dilma – ProUni muda a realidade do ensino superior; (2)
- Dilma acusa oposição de ‘uso eleitoral’ do vazamento de dados da Receita. Em entrevista ao Jornal da Globo, a petista disse que rivais têm histórico de vazamentos e grampos; (2)
- Mercadante confirma Lula e Dilma no final da campanha; (2)
- Vitória de Dilma abre discussão sobre sucessão de Michel Temer no PMDB. (2)
Esportes:
- Lula recebe título de Torcedor Símbolo do Centenário; (2)
- Detalhes do projeto do novo estádio do Corinthians são revelados. Capacidade para 48 mil lugares é mantida; abertura da Copa na cidade de São Paulo depende da Fifa; (2)
- Milan acerta a contratação de Robinho por 15 milhões de euros. (2)
Internacionais:
- Obama põe fim à guerra no Iraque. Presidente anuncia que as missões de combate dos EUA naquele país estão encerradas. Cerca de 4,4 mil militares americanos morreram em combate desde 2003; (1)
Brasília/DF:
- TSE também nega registro a Roriz. Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a inelegibilidade de Joaquim Roriz, candidato a governador do Distrito Federal pelo PSC. Os ministros rejeitaram o recurso apresentado pelos advogados de defesa e reiteraram a decisão do TRE de enquadrar Roriz com base na Lei da Ficha Limpa. Com o veredicto de ontem, a Justiça Eleitoral concluiu seu entendimento acerca do ex-governador, que renunciou em 2007 para fugir de um processo de cassação no Senado; (1)
- O tempo em Brasília ficará hoje entre 13° e 30°. Sol com algumas nuvens. Não chove. (3)
Dilma Presidente
O BRASIL UNIDO POR DEFINIÇÃO EM PRIMEIRO TURNO
Editor:
Carlos Honorato
karlos.honorato2@yahoo.com.br
setembro 1st, 2010 | Autor: Carlos Honorato
Nacionais:
- Indústrias se preparam para um Natal ‘forte’. Pesquisa da FGV revela que 57,1% esperam que a situação dos negócios, em seis meses, seja melhor que a registrada nos mesmos meses de 2009; (2)
- Grupo fura poço e acha gás no São Francisco. Consórcio liderado pela Orteng informou ter encontrado o combustível na Bacia do São Francisco, em Morada Nova de Minas, na Região Central. O volume localizado ainda está em análise. (1)
- Para mais de 70% das famílias, orçamento atual é melhor do que há um ano; (3)
Política
- Lula diz que se dedicará ao debate sobre reforma política após mandato; (3)
- Lula agora prioriza eleição de bancada forte; (4)
- Lula reitera intenção de trabalhar pela A.Latina e África a partir de 2011; (6)
- Na TV, Dilma enfatiza geração de emprego. No horário eleitoral gratuito de hoje (31) à noite, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, destacou a geração de emprego e a distribuição de renda propiciadas pelo governo do PT à frente do Palácio do Planalto; (2)
- Dilma: país está chegando quase no pleno emprego; (2)
- Dilma diz que, se eleita, vai discutir mínimo com centrais sindicais; (2)
- Dilma – ProUni muda a realidade do ensino superior; (2)
- Dilma acusa oposição de ‘uso eleitoral’ do vazamento de dados da Receita. Em entrevista ao Jornal da Globo, a petista disse que rivais têm histórico de vazamentos e grampos; (2)
- Mercadante confirma Lula e Dilma no final da campanha; (2)
- Vitória de Dilma abre discussão sobre sucessão de Michel Temer no PMDB. (2)
Esportes:
- Lula recebe título de Torcedor Símbolo do Centenário; (2)
- Detalhes do projeto do novo estádio do Corinthians são revelados. Capacidade para 48 mil lugares é mantida; abertura da Copa na cidade de São Paulo depende da Fifa; (2)
- Milan acerta a contratação de Robinho por 15 milhões de euros. (2)
Internacionais:
- Obama põe fim à guerra no Iraque. Presidente anuncia que as missões de combate dos EUA naquele país estão encerradas. Cerca de 4,4 mil militares americanos morreram em combate desde 2003; (1)
Brasília/DF:
- TSE também nega registro a Roriz. Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a inelegibilidade de Joaquim Roriz, candidato a governador do Distrito Federal pelo PSC. Os ministros rejeitaram o recurso apresentado pelos advogados de defesa e reiteraram a decisão do TRE de enquadrar Roriz com base na Lei da Ficha Limpa. Com o veredicto de ontem, a Justiça Eleitoral concluiu seu entendimento acerca do ex-governador, que renunciou em 2007 para fugir de um processo de cassação no Senado; (1)
- O tempo em Brasília ficará hoje entre 13° e 30°. Sol com algumas nuvens. Não chove. (3)
Dilma Presidente
O BRASIL UNIDO POR DEFINIÇÃO EM PRIMEIRO TURNO
Editor:
Carlos Honorato
karlos.honorato2@yahoo.com.br
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Eleições
Dilma: FHC acabou com os Cavaleiros do Zodíaco
Dilma: FHC acabou com os Cavaleiros do Zodíaco
Sensacional: descobrimos que FHC acabou com os Cavaleiros do Zodíaco
E não é que a bugiganga publicada pela Folha, querendo desmoralizar Dilma Rousseff por ela ter sido sócia, nos anos 90 e fora do Governo, de uma lojinha que comprava e revendia pequenos atigos importados, como brinquedos da série “Cavaleiros do Zodíaco,” acabou servindo para uma coisa boa?
É que hoje, ao falar de sua experiência como microempresária, após uma visita à Confederação Nacional da Indústria, Dilma acabou fazendo o feitiço da Folha se voltar contra os feiticeiros.
Não é preciso mais que transcrever o relato dos repórteres da Folha Online para mostrar como:
Entre 1995 e 1996, Dilma foi sócia gerente da Pão & Circo, empresa que importava bugigangas do Panamá para revender a lojistas de Porto Alegre (RS). Artigos de bazar e brinquedos, em especial os dos Cavaleiros do Zodíaco –animação japonesa sobre jovens guerreiros– eram o forte do negócio.”Quando o dólar está 1 por 1 e passa para 2 ou 3 por 1, ele [o microempresário] quebra. É isso que acontece com o microempresário, ele fecha. A minha experiência é essa e de muitos microempresários desse pais”, disse a candidata.
Pronto, graças à bugiganga da Folha, descobrimos quem acabou com os Cavaleiros do Zodíaco, quer dizer, com os pequenos empresários que abriram suas lojinhas de bugigangas acreditando que o real era mais forte que o dólar. Ficou aquela fantasia cambial até depois de ele garantir a reeleição.
Poxa, pararam de importar os brinquedos, quebraram milhares de lojinhas de R$ 0,99, a Manchete, que exibia a série, faliu e os Cavaleiros do Zodíaco, que faziam parte da geração que foi adolescente nos anos 90 ficaram só na memória. Tudo graças ao Mestre Saga, Fernando Henrique Cardoso.
Sensacional: descobrimos que FHC acabou com os Cavaleiros do Zodíaco
E não é que a bugiganga publicada pela Folha, querendo desmoralizar Dilma Rousseff por ela ter sido sócia, nos anos 90 e fora do Governo, de uma lojinha que comprava e revendia pequenos atigos importados, como brinquedos da série “Cavaleiros do Zodíaco,” acabou servindo para uma coisa boa?
É que hoje, ao falar de sua experiência como microempresária, após uma visita à Confederação Nacional da Indústria, Dilma acabou fazendo o feitiço da Folha se voltar contra os feiticeiros.
Não é preciso mais que transcrever o relato dos repórteres da Folha Online para mostrar como:
Entre 1995 e 1996, Dilma foi sócia gerente da Pão & Circo, empresa que importava bugigangas do Panamá para revender a lojistas de Porto Alegre (RS). Artigos de bazar e brinquedos, em especial os dos Cavaleiros do Zodíaco –animação japonesa sobre jovens guerreiros– eram o forte do negócio.”Quando o dólar está 1 por 1 e passa para 2 ou 3 por 1, ele [o microempresário] quebra. É isso que acontece com o microempresário, ele fecha. A minha experiência é essa e de muitos microempresários desse pais”, disse a candidata.
Pronto, graças à bugiganga da Folha, descobrimos quem acabou com os Cavaleiros do Zodíaco, quer dizer, com os pequenos empresários que abriram suas lojinhas de bugigangas acreditando que o real era mais forte que o dólar. Ficou aquela fantasia cambial até depois de ele garantir a reeleição.
Poxa, pararam de importar os brinquedos, quebraram milhares de lojinhas de R$ 0,99, a Manchete, que exibia a série, faliu e os Cavaleiros do Zodíaco, que faziam parte da geração que foi adolescente nos anos 90 ficaram só na memória. Tudo graças ao Mestre Saga, Fernando Henrique Cardoso.
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Eleições
Diretor do Datafolha fala ao Cidadania
Diretor do Datafolha fala ao Cidadania
agosto 31st, 2010 | Autor: Jussara Seixas
Na noite de ontem (30/08), este blogueiro participou de palestra que o diretor do instituto Datafolha, Mauro Paulino, proferiu em um auditório do campus da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) no bairro da Liberdade, em São Paulo. Ao fim de sua exposição, o palestrante se dispôs a responder a perguntas da platéia. Este blogueiro fez as suas em público e, ao fim do evento, conversou com Paulino em particular. Este post contém um relato que faço de cabeça, pois não fiz anotações, mas que garanto ser fiel ao que ocorreu.
Antes de prosseguir, porém, cumpre-me relatar que o diretor do Datafolha foi bastante gentil, sereno e democrático nas respostas que me deu. Durante a pergunta que lhe fiz ao microfone diante de uma platéia com algumas dezenas de estudantes, revelou que é leitor deste blog. Depois da palestra, quando conversamos em particular, ainda me disse que fica “emocionado” com minha “história de vida”, em alusão ao caso da minha filha Victoria.
Quero esclarecer, também, que nada tenho contra os profissionais da Folha de São Paulo, individualmente. O que me incomoda é o conjunto da obra do jornal, conforme explicação que dei ao palestrante. E como lhe prometi fazer uma matéria correta daquilo que vi e ouvi – e sabendo, agora, que ele me lê –, coloco este blog à sua disposição para que contradiga qualquer impropriedade que julgue que cometi ao relatar o que conversamos.
O auditório em que o diretor do Datafolha palestrou teve ocupação de menos da metade de sua capacidade. Estimo que o evento reuniu cerca de cem pessoas, se tanto. Um público composto, essencialmente, por estudantes de jornalismo. De pessoas maduras, eu, paulino, uma professora da universidade – que fez a abertura e o encerramento da palestra – e um professor da instituição de ensino que estava na platéia e que, ao se manifestar ao microfone para perguntar a Paulino, também se disse leitor deste blog, cumprimentando-me.
A exposição de Paulino, em minha opinião, foi promovida com um viés de demonstrar coerência do trabalho do instituto que dirige diante do que descreveu como uma onda de difamações contra ele.
O diretor do Datafolha reiterou insinuações sobre um caso de erro no registro de pesquisa do instituto Sensus em abril e fez insinuações sobre a metodologia do instituto Vox Populi, repetindo matérias da Folha de São Paulo publicadas em abril que inclusive geraram a representação do Movimento dos Sem Mídia à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação do próprio Datafolha e dos outros três grandes institutos de pesquisa.
Também enumerou princípios do Datafolha como o de não trabalhar para partidos ou sindicatos e que supostamente o tornariam superior a outros institutos em termos de lisura do seu trabalho. Ao fim de sua exposição, fiz o questionamento que tinha a fazer e que foi o que me levou ao evento.
A seguir, reproduzo, de cabeça, os questionamentos públicos e particulares que fiz ao diretor do instituto de pesquisa da Folha.
– Em 6, 10 e 26 de abril, o jornal Folha de São Paulo publicou matérias que aludiram a metodologias e outros procedimentos dos institutos Sensus e Vox Populi de forma a insinuar que haveria favorecimento deles à candidatura de Dilma Rousseff. Por outro lado, a blogosfera – os ditos “blogs sujos” a que fez menção o candidato José Serra – passou a levantar suspeitas sobre as sondagens dos institutos Datafolha e Ibope.
Questionado por mim sobre que institutos achava que acertaram mais levando em conta que, em abril deste ano, Sensus e Vox Populi já davam empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra enquanto que o Datafolha dava uma vantagem de até 12 pontos percentuais para o tucano, Paulino explicou que como o seu instituto não dá informações aos entrevistados que podem materializar a decisão que ainda irá tomar quando souber que candidato é de que partido ou qual deles é apoiado por Lula, os institutos concorrentes podem ter captado antes o que ocorreria porque deram esses dados aos entrevistados. E explicou, ainda, que o Datafolha prefere obter um “instantâneo do momento” ao pesquisar as pessoas sem lhes dar informações que esclareçam melhor quem é quem entre os candidatos.
– Diante desses fatos, a Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia ingressou com representação na Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação dos quatro grandes institutos de pesquisa – Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi. A Procuradoria, através da vice-procuradora-geral-eleitoral, doutora Sandra Cureau, acolheu a representação da ONG e oficiou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para que abrisse inquérito policial a fim de investigar os institutos representados.
– Por que o jornal Folha de São Paulo, dono do Datafolha, não informou ao seu público que seu instituto de pesquisa está sendo investigado assim como fez no âmbito de seus questionamentos à metodologia dos institutos Sensus e Vox Populi? O jornal não estaria furtando informação do seu público e decidindo o que ele deve ou não saber?
Paulino respondeu que o Datafolha ainda não foi formalmente informado do inquérito da Polícia Federal e que eu deveria questionar a Folha por não informar aos seus leitores os fatos que apresentei.
O diretor do Datafolha ainda criticou duramente a “difamação” do instituto e assegurou que as acusações a ele são improcedentes. Para mostrar acertos, usou como exemplo a eleição de 1998, quando Mário Covas quase perdeu para Marta Suplicy a vaga no segundo turno da eleição para governador de São Paulo. Contudo, não fez maiores comparações sobre o presente, sobretudo sobre as recentes – e amplas – diferenças entre os números de seu instituto e os de Sensus e Vox Populi.
Diante disso, disse a ele que as acusações e críticas da blogosfera não poderiam ser tão improcedentes porque a Procuradoria Geral Eleitoral acolheu a representação do Movimento dos Sem Mídia e mandou a Polícia Federal investigar, também, o Datafolha. Ao que respondeu que não se admirava por a representação ter sido aceita devido ao grande burburinho que se produziu contra as pesquisas. Contudo, não considerou que as matérias da Folha acusando os institutos concorrentes do seu tiveram algum papel no que considerou estardalhaço imotivado.
Ao fim do evento, a professora da FMU que abriu os trabalhos encerrou-os fazendo duras críticas a estudantes que também questionaram o Datafolha em suas perguntas ao palestrante e que, no entender dela, foram até lá para fazer “campanha política” com suas “bandeiras” e que tal não seria correto porque, sempre em seu entender, jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas. Vale ressaltar que estava visivelmente nervosa e com a voz bastante trêmula.
http://www.blogcidadania.com.br/
agosto 31st, 2010 | Autor: Jussara Seixas
Na noite de ontem (30/08), este blogueiro participou de palestra que o diretor do instituto Datafolha, Mauro Paulino, proferiu em um auditório do campus da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) no bairro da Liberdade, em São Paulo. Ao fim de sua exposição, o palestrante se dispôs a responder a perguntas da platéia. Este blogueiro fez as suas em público e, ao fim do evento, conversou com Paulino em particular. Este post contém um relato que faço de cabeça, pois não fiz anotações, mas que garanto ser fiel ao que ocorreu.
Antes de prosseguir, porém, cumpre-me relatar que o diretor do Datafolha foi bastante gentil, sereno e democrático nas respostas que me deu. Durante a pergunta que lhe fiz ao microfone diante de uma platéia com algumas dezenas de estudantes, revelou que é leitor deste blog. Depois da palestra, quando conversamos em particular, ainda me disse que fica “emocionado” com minha “história de vida”, em alusão ao caso da minha filha Victoria.
Quero esclarecer, também, que nada tenho contra os profissionais da Folha de São Paulo, individualmente. O que me incomoda é o conjunto da obra do jornal, conforme explicação que dei ao palestrante. E como lhe prometi fazer uma matéria correta daquilo que vi e ouvi – e sabendo, agora, que ele me lê –, coloco este blog à sua disposição para que contradiga qualquer impropriedade que julgue que cometi ao relatar o que conversamos.
O auditório em que o diretor do Datafolha palestrou teve ocupação de menos da metade de sua capacidade. Estimo que o evento reuniu cerca de cem pessoas, se tanto. Um público composto, essencialmente, por estudantes de jornalismo. De pessoas maduras, eu, paulino, uma professora da universidade – que fez a abertura e o encerramento da palestra – e um professor da instituição de ensino que estava na platéia e que, ao se manifestar ao microfone para perguntar a Paulino, também se disse leitor deste blog, cumprimentando-me.
A exposição de Paulino, em minha opinião, foi promovida com um viés de demonstrar coerência do trabalho do instituto que dirige diante do que descreveu como uma onda de difamações contra ele.
O diretor do Datafolha reiterou insinuações sobre um caso de erro no registro de pesquisa do instituto Sensus em abril e fez insinuações sobre a metodologia do instituto Vox Populi, repetindo matérias da Folha de São Paulo publicadas em abril que inclusive geraram a representação do Movimento dos Sem Mídia à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação do próprio Datafolha e dos outros três grandes institutos de pesquisa.
Também enumerou princípios do Datafolha como o de não trabalhar para partidos ou sindicatos e que supostamente o tornariam superior a outros institutos em termos de lisura do seu trabalho. Ao fim de sua exposição, fiz o questionamento que tinha a fazer e que foi o que me levou ao evento.
A seguir, reproduzo, de cabeça, os questionamentos públicos e particulares que fiz ao diretor do instituto de pesquisa da Folha.
– Em 6, 10 e 26 de abril, o jornal Folha de São Paulo publicou matérias que aludiram a metodologias e outros procedimentos dos institutos Sensus e Vox Populi de forma a insinuar que haveria favorecimento deles à candidatura de Dilma Rousseff. Por outro lado, a blogosfera – os ditos “blogs sujos” a que fez menção o candidato José Serra – passou a levantar suspeitas sobre as sondagens dos institutos Datafolha e Ibope.
Questionado por mim sobre que institutos achava que acertaram mais levando em conta que, em abril deste ano, Sensus e Vox Populi já davam empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra enquanto que o Datafolha dava uma vantagem de até 12 pontos percentuais para o tucano, Paulino explicou que como o seu instituto não dá informações aos entrevistados que podem materializar a decisão que ainda irá tomar quando souber que candidato é de que partido ou qual deles é apoiado por Lula, os institutos concorrentes podem ter captado antes o que ocorreria porque deram esses dados aos entrevistados. E explicou, ainda, que o Datafolha prefere obter um “instantâneo do momento” ao pesquisar as pessoas sem lhes dar informações que esclareçam melhor quem é quem entre os candidatos.
– Diante desses fatos, a Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia ingressou com representação na Procuradoria Geral Eleitoral pedindo investigação dos quatro grandes institutos de pesquisa – Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi. A Procuradoria, através da vice-procuradora-geral-eleitoral, doutora Sandra Cureau, acolheu a representação da ONG e oficiou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para que abrisse inquérito policial a fim de investigar os institutos representados.
– Por que o jornal Folha de São Paulo, dono do Datafolha, não informou ao seu público que seu instituto de pesquisa está sendo investigado assim como fez no âmbito de seus questionamentos à metodologia dos institutos Sensus e Vox Populi? O jornal não estaria furtando informação do seu público e decidindo o que ele deve ou não saber?
Paulino respondeu que o Datafolha ainda não foi formalmente informado do inquérito da Polícia Federal e que eu deveria questionar a Folha por não informar aos seus leitores os fatos que apresentei.
O diretor do Datafolha ainda criticou duramente a “difamação” do instituto e assegurou que as acusações a ele são improcedentes. Para mostrar acertos, usou como exemplo a eleição de 1998, quando Mário Covas quase perdeu para Marta Suplicy a vaga no segundo turno da eleição para governador de São Paulo. Contudo, não fez maiores comparações sobre o presente, sobretudo sobre as recentes – e amplas – diferenças entre os números de seu instituto e os de Sensus e Vox Populi.
Diante disso, disse a ele que as acusações e críticas da blogosfera não poderiam ser tão improcedentes porque a Procuradoria Geral Eleitoral acolheu a representação do Movimento dos Sem Mídia e mandou a Polícia Federal investigar, também, o Datafolha. Ao que respondeu que não se admirava por a representação ter sido aceita devido ao grande burburinho que se produziu contra as pesquisas. Contudo, não considerou que as matérias da Folha acusando os institutos concorrentes do seu tiveram algum papel no que considerou estardalhaço imotivado.
Ao fim do evento, a professora da FMU que abriu os trabalhos encerrou-os fazendo duras críticas a estudantes que também questionaram o Datafolha em suas perguntas ao palestrante e que, no entender dela, foram até lá para fazer “campanha política” com suas “bandeiras” e que tal não seria correto porque, sempre em seu entender, jovens ainda não deveriam ter opiniões políticas e certezas tão plenas. Vale ressaltar que estava visivelmente nervosa e com a voz bastante trêmula.
http://www.blogcidadania.com.br/
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Eleições
terça-feira, 31 de agosto de 2010
É Dilma
Enviado por Ricardo Noblat -
29.8.2010
| 16h38m
O tamanho da vitória de Dilma
Para vocês terem uma idéia da vitória de Dilma conforme se desenha pela mais recente pesquisa de intenção de votos do Ibope aplicada na semana passada depois de 12 programas de propaganda eleitoral no rádio e na televisão::
1. Ela vence em todas as regiões do país (Sudeste, 44% a 30% de Serra; Norte/Centro-Oeste, 56% a 24%; Nordeste, 66% a 20%; Sul, 40% a 35%).
2. Ela vence nos maiores colégios eleitorais (São Paulo, 42% a 35% de Serra; Minas Gerais, 51% a 25%; e Rio de Janeiro, 57% a 16%).
3. O Estado onde Dilma vence com maior folga é Pernambuco ((71% a 17%).
4. Ela vence entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo ((58% a 22% de Serra). E entre os que têm renda de um a dois salários mínimos (53% a 26%). Empata entre os que têm renda superior a cinco salários (39% a 38%).
5. Ela vence em todas as faixas de escolaridade com uma diferença de 25% a 28%. E empata com Serra entre os que cursaram o ensino superior.
6. Ela vence entre os homens e entre as mulheres.
O que ainda deverá empurrá-la mais para cima?
Cerca de 12% dos eleitores ignoram que ela é a candidata de Lula a presidente. E dois terços dos eleitores acreditam que ela será eleita. Apenas 19% acreditam que o eleito será Serra.
Dilma abriu 24 pontos percentuais de vantagem sobre Serra. Está com 51%. Serra tem 27%.
Se a eleição fosse hoje, ela venceria direto no primeiro turno com 59% dos votos válidos (descontados nulos, brancos e indecisos).
Siga o Blog do Noblat no twitter
29.8.2010
| 16h38m
O tamanho da vitória de Dilma
Para vocês terem uma idéia da vitória de Dilma conforme se desenha pela mais recente pesquisa de intenção de votos do Ibope aplicada na semana passada depois de 12 programas de propaganda eleitoral no rádio e na televisão::
1. Ela vence em todas as regiões do país (Sudeste, 44% a 30% de Serra; Norte/Centro-Oeste, 56% a 24%; Nordeste, 66% a 20%; Sul, 40% a 35%).
2. Ela vence nos maiores colégios eleitorais (São Paulo, 42% a 35% de Serra; Minas Gerais, 51% a 25%; e Rio de Janeiro, 57% a 16%).
3. O Estado onde Dilma vence com maior folga é Pernambuco ((71% a 17%).
4. Ela vence entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo ((58% a 22% de Serra). E entre os que têm renda de um a dois salários mínimos (53% a 26%). Empata entre os que têm renda superior a cinco salários (39% a 38%).
5. Ela vence em todas as faixas de escolaridade com uma diferença de 25% a 28%. E empata com Serra entre os que cursaram o ensino superior.
6. Ela vence entre os homens e entre as mulheres.
O que ainda deverá empurrá-la mais para cima?
Cerca de 12% dos eleitores ignoram que ela é a candidata de Lula a presidente. E dois terços dos eleitores acreditam que ela será eleita. Apenas 19% acreditam que o eleito será Serra.
Dilma abriu 24 pontos percentuais de vantagem sobre Serra. Está com 51%. Serra tem 27%.
Se a eleição fosse hoje, ela venceria direto no primeiro turno com 59% dos votos válidos (descontados nulos, brancos e indecisos).
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Eleições
'O Brasil já tem um presidente', diz Montenegro, do Ibope
Enviado por Ricardo Noblat -
29.8.2010
| 17h29m
'O Brasil já tem um presidente', diz Montenegro, do Ibope
Presidente do Ibope admite que errou ao prever que Lula não faria o sucessor e diz que Dilma Rousseff será eleita no primeiro turno
Octávio Costa e Sérgio Pardellas, ISTOÉ
Há exatamente um ano, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o sucessor, apesar da alta popularidade. Na ocasião, o responsável por um dos mais tradicionais institutos de pesquisas do País assegurava que o presidente não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para um “poste”, como tratava a ex-ministra Dilma Rousseff.
Agora, a um mês das eleições e respaldado por números apresentados em pesquisas diárias, Montenegro faz um mea-culpa. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirmou. “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff.”
Segundo Montenegro, a ex-ministra da Casa Civil vem se conduzindo de forma convincente e confirma, na prática, o que o presidente disse sobre ela na histórica entrevista concedida à ISTOÉ na primeira semana de agosto: “Lula acertou. Dilma é um animal político. Está mostrando muito mais capacidade do que os adversários.”
O sr. disse que o presidente Lula não conseguiria transferir seu prestígio para a ex-ministra Dilma Rousseff, mas as pesquisas mostram o contrário. O sr. ainda sustenta que o presidente não fará o sucessor?
Eu nunca vi, em quase 40 anos de Ibope, uma mudança na curva, como aconteceu nesta eleição, reverter de novo. Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Ela tem 80% de chances de resolver a eleição no primeiro turno. Mas, se não for eleita agora, será no segundo turno.
A que o sr. atribui essa virada?
Houve uma série de fatores. Primeiro a transferência do Lula, que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. O segundo ponto é o preparo da candidata Dilma. Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza. A terceira razão é seu bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer, em entrevista à ISTOÉ, que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.
Mas há um ano o sr. declarou que Lula dificilmente faria o sucessor.
Errei. Eu dizia de uma forma clara que, apesar de o Lula estar bem, ele não elegeria um poste. Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Foi um pensamento meu. Acho que eu tinha o direito de pensar daquela forma, mas não tinha o direito de tornar público. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.
O que mais o surpreendeu desde o momento do lançamento das candidaturas?
A oposição errou e essa é a quarta razão para o sucesso de Dilma. A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições.
O bom momento da economia, a geração de empregos e o consumo em alta não fazem do governo Lula um cabo eleitoral imbatível?
Essa, para mim, é a razão principal. O Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem.
Mas esse fator não pesou logo de início, quando os candidatos lançaram os seus nomes e Serra permaneceu vários meses na frente.
No início, houve transferência do Lula. Mas, de uns três meses para cá, o Lula está associando o êxito dele ao êxito do governo como um todo. E está mostrando que Dilma é a gestora desse governo. O braço direito dele. E as pessoas estão confiantes nisso e não estão querendo perder o que ganharam.
É possível dizer então que o programa de tevê do PT é mais eficiente do que o da oposição?
A tevê ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da tevê. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.
Isso derruba o mito de que o programa eleitoral é capaz de virar a eleição?
Quando a eleição é disputada por candidatos pouco conhecidos, ele pode ser decisivo, sim. Por exemplo, a televisão está ajudando a eleição de Minas Gerais a se tornar mais dura. O Aécio está entrando agora, o Anastasia é o governador e eles estão mostrando as realizações do governo. Por isso, o Anastasia está crescendo. O Hélio Costa largou na frente porque já era uma pessoa muito mais conhecida do que o Anastasia. Mas, quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada.
E os debates? Eles podem mudar a eleição?
Só se houvesse um desastre. Cada eleitor acha que o seu candidato teve desempenho melhor. Vai ouvir o que está querendo ouvir. Já conhece as propostas anunciadas durante a propaganda eleitoral. Falando especificamente dessa eleição presidencial, repito que a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.
A candidatura de Marina Silva não tem força para levar a eleição até o segundo turno?
Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada. Temos pesquisas diárias que mostram que essa eleição presidencial acabou. Agora, mais uma vez, o Brasil está dando um show de democracia. É bom dizer que os três principais candidatos são excelentes. Todos têm passado político, currículo e história. A história da Marina Silva, por exemplo, é maravilhosa. A luta dela pelo meio ambiente é muito importante. Mas a Marina até outro dia estava com Lula e as pessoas a relacionam com o presidente. Você pega a luta do Serra e ela também é fantástica. E o Serra, até outro dia, também estava no palanque do Lula, na luta contra a ditadura.
O fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição não deveria pesar a favor de José Serra?
No Chile, Michele Bachelet tinha 80% de aprovação, mas não conseguiu fazer o sucessor. Por quê? Porque ele tinha passado. Já tinha concorrido. Quando você concorre, você pega experiência por um lado, mas a pessoa deixa de ser virgem, politicamente falando. Sempre há brigas que você tem que comprar e vem a rejeição. No caso da Dilma, o fato de ela nunca ter concorrido, ter sido sempre uma gestora, uma técnica, precisando só exercitar o seu lado político, ajudou muito.
Em que medida o fato de Dilma ser mulher a ajudou nessas eleições?
Acho que não ajudou muito. Mas é algo diferente. O Brasil já tem implementado coisas novas na política, como foi a eleição de um sindicalista. É um fato interessante, mas a competência do Lula e da Dilma ajudaram muito mais.
O atabalhoado processo de escolha do vice na chapa do PSDB prejudicou a candidatura de José Serra?
Não. Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.
O sr. acredita que Lula possa puxar votos para candidatos do PT nos Estados, como em São Paulo, por exemplo?
Acho muito difícil. O Lula tinha toda essa popularidade em 2008, apoiou a Marta e ela perdeu do Gilberto Kassab, que estava fazendo uma boa administração.
Dilma eleita, qual a saída para a oposição?
Está provado que o modelo da oposição não deu certo. Talvez ganhe em alguns Estados importantes, como São Paulo, Minas, Paraná e Goiás. Sempre terá um papel importante. Mas essa eleição mostra que está na hora de uma reforma política. É preciso diminuir o número de partidos. Os programas partidários também precisam ser mais respeitados. Os partidos são os pilares da democracia.
29.8.2010
| 17h29m
'O Brasil já tem um presidente', diz Montenegro, do Ibope
Presidente do Ibope admite que errou ao prever que Lula não faria o sucessor e diz que Dilma Rousseff será eleita no primeiro turno
Octávio Costa e Sérgio Pardellas, ISTOÉ
Há exatamente um ano, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o sucessor, apesar da alta popularidade. Na ocasião, o responsável por um dos mais tradicionais institutos de pesquisas do País assegurava que o presidente não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para um “poste”, como tratava a ex-ministra Dilma Rousseff.
Agora, a um mês das eleições e respaldado por números apresentados em pesquisas diárias, Montenegro faz um mea-culpa. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirmou. “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff.”
Segundo Montenegro, a ex-ministra da Casa Civil vem se conduzindo de forma convincente e confirma, na prática, o que o presidente disse sobre ela na histórica entrevista concedida à ISTOÉ na primeira semana de agosto: “Lula acertou. Dilma é um animal político. Está mostrando muito mais capacidade do que os adversários.”
O sr. disse que o presidente Lula não conseguiria transferir seu prestígio para a ex-ministra Dilma Rousseff, mas as pesquisas mostram o contrário. O sr. ainda sustenta que o presidente não fará o sucessor?
Eu nunca vi, em quase 40 anos de Ibope, uma mudança na curva, como aconteceu nesta eleição, reverter de novo. Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Ela tem 80% de chances de resolver a eleição no primeiro turno. Mas, se não for eleita agora, será no segundo turno.
A que o sr. atribui essa virada?
Houve uma série de fatores. Primeiro a transferência do Lula, que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. O segundo ponto é o preparo da candidata Dilma. Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza. A terceira razão é seu bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer, em entrevista à ISTOÉ, que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.
Mas há um ano o sr. declarou que Lula dificilmente faria o sucessor.
Errei. Eu dizia de uma forma clara que, apesar de o Lula estar bem, ele não elegeria um poste. Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Foi um pensamento meu. Acho que eu tinha o direito de pensar daquela forma, mas não tinha o direito de tornar público. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.
O que mais o surpreendeu desde o momento do lançamento das candidaturas?
A oposição errou e essa é a quarta razão para o sucesso de Dilma. A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições.
O bom momento da economia, a geração de empregos e o consumo em alta não fazem do governo Lula um cabo eleitoral imbatível?
Essa, para mim, é a razão principal. O Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem.
Mas esse fator não pesou logo de início, quando os candidatos lançaram os seus nomes e Serra permaneceu vários meses na frente.
No início, houve transferência do Lula. Mas, de uns três meses para cá, o Lula está associando o êxito dele ao êxito do governo como um todo. E está mostrando que Dilma é a gestora desse governo. O braço direito dele. E as pessoas estão confiantes nisso e não estão querendo perder o que ganharam.
É possível dizer então que o programa de tevê do PT é mais eficiente do que o da oposição?
A tevê ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da tevê. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.
Isso derruba o mito de que o programa eleitoral é capaz de virar a eleição?
Quando a eleição é disputada por candidatos pouco conhecidos, ele pode ser decisivo, sim. Por exemplo, a televisão está ajudando a eleição de Minas Gerais a se tornar mais dura. O Aécio está entrando agora, o Anastasia é o governador e eles estão mostrando as realizações do governo. Por isso, o Anastasia está crescendo. O Hélio Costa largou na frente porque já era uma pessoa muito mais conhecida do que o Anastasia. Mas, quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada.
E os debates? Eles podem mudar a eleição?
Só se houvesse um desastre. Cada eleitor acha que o seu candidato teve desempenho melhor. Vai ouvir o que está querendo ouvir. Já conhece as propostas anunciadas durante a propaganda eleitoral. Falando especificamente dessa eleição presidencial, repito que a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.
A candidatura de Marina Silva não tem força para levar a eleição até o segundo turno?
Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada. Temos pesquisas diárias que mostram que essa eleição presidencial acabou. Agora, mais uma vez, o Brasil está dando um show de democracia. É bom dizer que os três principais candidatos são excelentes. Todos têm passado político, currículo e história. A história da Marina Silva, por exemplo, é maravilhosa. A luta dela pelo meio ambiente é muito importante. Mas a Marina até outro dia estava com Lula e as pessoas a relacionam com o presidente. Você pega a luta do Serra e ela também é fantástica. E o Serra, até outro dia, também estava no palanque do Lula, na luta contra a ditadura.
O fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição não deveria pesar a favor de José Serra?
No Chile, Michele Bachelet tinha 80% de aprovação, mas não conseguiu fazer o sucessor. Por quê? Porque ele tinha passado. Já tinha concorrido. Quando você concorre, você pega experiência por um lado, mas a pessoa deixa de ser virgem, politicamente falando. Sempre há brigas que você tem que comprar e vem a rejeição. No caso da Dilma, o fato de ela nunca ter concorrido, ter sido sempre uma gestora, uma técnica, precisando só exercitar o seu lado político, ajudou muito.
Em que medida o fato de Dilma ser mulher a ajudou nessas eleições?
Acho que não ajudou muito. Mas é algo diferente. O Brasil já tem implementado coisas novas na política, como foi a eleição de um sindicalista. É um fato interessante, mas a competência do Lula e da Dilma ajudaram muito mais.
O atabalhoado processo de escolha do vice na chapa do PSDB prejudicou a candidatura de José Serra?
Não. Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.
O sr. acredita que Lula possa puxar votos para candidatos do PT nos Estados, como em São Paulo, por exemplo?
Acho muito difícil. O Lula tinha toda essa popularidade em 2008, apoiou a Marta e ela perdeu do Gilberto Kassab, que estava fazendo uma boa administração.
Dilma eleita, qual a saída para a oposição?
Está provado que o modelo da oposição não deu certo. Talvez ganhe em alguns Estados importantes, como São Paulo, Minas, Paraná e Goiás. Sempre terá um papel importante. Mas essa eleição mostra que está na hora de uma reforma política. É preciso diminuir o número de partidos. Os programas partidários também precisam ser mais respeitados. Os partidos são os pilares da democracia.
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Eleições
JB acaba em agosto
Deu na Folha de S. Paulo
Última edição impressa do 'JB' circula hoje
Dívidas levaram ao fim do diário, de 119 anos; marca será mantida em versão on-line
Marcelo Bortolotti
A última edição impressa do "Jornal do Brasil", um dos mais antigos diários do país, circula hoje. A partir de amanhã, o jornal terá apenas uma versão on-line.
Criado em abril de 1891 pelo escritor Rodolfo Dantas, o "JB" ajudou a definir os rumos da imprensa brasileira.
Por sua Redação passaram jornalistas como Janio de Freitas, Marcos Sá Corrêa e Zózimo Barroso do Amaral, além de escritores que assinavam colunas regulares, a exemplo de Manuel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade.
O jornal vivia há décadas em crise financeira, com dívidas trabalhistas crescentes e queda na circulação.
Atualmente, na gestão do empresário Nelson Tanure, que arrendou o uso da marca por 60 anos, tinha dificuldade para manter seu custo operacional (cerca de R$ 3 milhões por mês) diante da queda na circulação e de um passivo estimado em R$ 100 milhões em dívidas.
Tanure já tinha feito outras incursões pela mídia. Em 2002, comprou os direitos de publicação da revista "Forbes", no Brasil, que um ano depois rompeu o contrato.
Em 2003, arrendou o jornal econômico "Gazeta Mercantil", que também tinha grande passivo e deixou de funcionar no ano passado.
Em 2008, o "Jornal do Brasil" tinha uma tiragem média de 95 mil exemplares diários. Este ano, caiu para 20 mil.
Tanure não quis comentar o fim da circulação.
Para a versão digital, o jornal pretende manter uma equipe de 150 jornalistas e profissionais da área comercial e administrativa.
Em comunicado a seus leitores, o jornal diz que se tornará o primeiro veículo 100% digital do país. A versão on-line para assinantes custará R$ 9,90 mensais.
Hoje, ao meio-dia, no centro da cidade, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro fará um ato contra o fim da versão impressa, com a participação de ex-funcionários do "JB".
Assinante do jornal leia mais em Última edição impressa do 'JB' circula hoje
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Marcelo Bortolotti
A última edição impressa do "Jornal do Brasil", um dos mais antigos diários do país, circula hoje. A partir de amanhã, o jornal terá apenas uma versão on-line.
Criado em abril de 1891 pelo escritor Rodolfo Dantas, o "JB" ajudou a definir os rumos da imprensa brasileira.
Por sua Redação passaram jornalistas como Janio de Freitas, Marcos Sá Corrêa e Zózimo Barroso do Amaral, além de escritores que assinavam colunas regulares, a exemplo de Manuel Bandeira, Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade.
O jornal vivia há décadas em crise financeira, com dívidas trabalhistas crescentes e queda na circulação.
Atualmente, na gestão do empresário Nelson Tanure, que arrendou o uso da marca por 60 anos, tinha dificuldade para manter seu custo operacional (cerca de R$ 3 milhões por mês) diante da queda na circulação e de um passivo estimado em R$ 100 milhões em dívidas.
Tanure já tinha feito outras incursões pela mídia. Em 2002, comprou os direitos de publicação da revista "Forbes", no Brasil, que um ano depois rompeu o contrato.
Em 2003, arrendou o jornal econômico "Gazeta Mercantil", que também tinha grande passivo e deixou de funcionar no ano passado.
Em 2008, o "Jornal do Brasil" tinha uma tiragem média de 95 mil exemplares diários. Este ano, caiu para 20 mil.
Tanure não quis comentar o fim da circulação.
Para a versão digital, o jornal pretende manter uma equipe de 150 jornalistas e profissionais da área comercial e administrativa.
Em comunicado a seus leitores, o jornal diz que se tornará o primeiro veículo 100% digital do país. A versão on-line para assinantes custará R$ 9,90 mensais.
Hoje, ao meio-dia, no centro da cidade, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro fará um ato contra o fim da versão impressa, com a participação de ex-funcionários do "JB".
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Informação nacional
Humoristas de passeata
Humoristas de passeata
Uma passeata, para ser eficiente, tem que ser legítima
Coluna Hildegard Angel – JB – Quarta-feira, 25/08/2010
EM BOA hora, os humoristas saíram em passeata na Praia de Ipanema para protestar contra a impossibilidade de se fazer piadas políticas em época de eleição. A política, como sabemos, é o filé mignon do humor de qualidade… MAS ESSE protesto oportuno se descaracteriza e fica comprometido quando dá a entender que a censura se deve ao governo. Não é verdade… A LEI das Eleições, 9.504, data de 1997 e, na minirreforma, ganhou penduricalhos que a “turbinaram”, com substitutivos e emendas no que diz respeito ao humor, cujos autores têm nome: são os deputados, do PCdoB, Flavio Dino, candidato a governador do Maranhão, e Manuela D’Ávila… PARA ESSA minirreforma ser aprovada no Plenário da Câmara, os deputados votaram. O TSE apenas cumpre o que está escrito… ENTÃO, NÃO É Lula, não é Dilma, não é o ministro Lewandowski nem é o Franklyn Martins (conforme menção leviana de um dos humoristas desfilantes). São os nossos congressistas!… E ISSO os humoristas da passeata não disseram, não dizem, muito pelo contrário, querem deixar no ar a ideia de que o governo brasileiro cerceia a atividade do humor…
ESSA ATITUDE dúbia, manipuladora, só tira a legitimidade de uma causa que é boa, reduzindo-a a mero instrumento de campanha da oposição… SE NO Brasil de hoje houvesse censura ao humor, nós não teríamos visto, como vimos, no CQC da última segunda-feira, um humorista dizer que o Eike Batista “faturou” a dona Marisa Lula da Silva, nem o humorista ao lado acrescentar que “dona Marisa vai fazer uma coleira com o nome Eike escrito”… ELES SE referiam à atitude descontraída, perfeitamente natural, de ambos, durante um leilão beneficente que o programa acabara de exibir… FOSSE UMA ditadura com censura, como a que já tivemos, na mesma hora os estúdios da Band seriam invadidos por um batalhão militar, Marcelo Tas e seus humoristas seriam presos, colocados no pau de arara, teriam a pele esfolada, a unha arrancada, o olho furado e, se dessem sorte, seriam devolvidos depois pra casa com uma coleira de pregos no pescoço… MAS O mais provável é que virassem “comida pra peixe”, como se fazia na época.
E eu não estou fantasiando. Vi e vivi este filme nos anos 70 no Brasil… POR ISSO, senhores humoristas, façam seus protestos, sim, mas com legitimidade, pra não serem rotulados de humoristas “festivos”, como se usava dizer naquela época negra… OUTRA COISA que está muito na moda dizer, na linha dessa “campanha do medo”, é que há censura em nossa imprensa… NUNCA ANTES neste país se espinafrou tanto (pra não usar outra palavra) um presidente, sua família, seus ministros e aliados como nesta era Lula. E com total liberdade… JAMAIS OUVI, por exemplo, em época anterior, num programa de TV, um comentário tão constrangedor como esse do CQC em relação a uma primeira-dama. E não me venham aqui criticá-la, porque ela se dá ao respeito, sim!…
NOS ANOS FHC, jamais a imprensa tocou no assunto do filho criança do presidente com uma jornalista, morando ambos num conveniente endereço bem longe, em Barcelona, na Espanha… ESSE SILÊNCIO da imprensa não era apenas uma delicadeza com a primeira-dama. Era também o receio de possíveis retaliações comerciais, judiciais, Lei dos Danos Morais etc e tal. Medo que, curiosamente, este atual governo não inspira a jornalista algum. Agora, me digam: onde está a tão proclamada “censura”?…
Texto :Ricardo Berzoini
Enviado por Lima
Faltou colocar as ilações da imprensa sobre bebida do Presidente Lula, as montagens com uniforme de presidiário, que no fundo representam uma cesta de preconcitos, como raça, intectual, social, político , de classe , etc...C.Sá.
--
Ricardo Berzoini
Uma passeata, para ser eficiente, tem que ser legítima
Coluna Hildegard Angel – JB – Quarta-feira, 25/08/2010
EM BOA hora, os humoristas saíram em passeata na Praia de Ipanema para protestar contra a impossibilidade de se fazer piadas políticas em época de eleição. A política, como sabemos, é o filé mignon do humor de qualidade… MAS ESSE protesto oportuno se descaracteriza e fica comprometido quando dá a entender que a censura se deve ao governo. Não é verdade… A LEI das Eleições, 9.504, data de 1997 e, na minirreforma, ganhou penduricalhos que a “turbinaram”, com substitutivos e emendas no que diz respeito ao humor, cujos autores têm nome: são os deputados, do PCdoB, Flavio Dino, candidato a governador do Maranhão, e Manuela D’Ávila… PARA ESSA minirreforma ser aprovada no Plenário da Câmara, os deputados votaram. O TSE apenas cumpre o que está escrito… ENTÃO, NÃO É Lula, não é Dilma, não é o ministro Lewandowski nem é o Franklyn Martins (conforme menção leviana de um dos humoristas desfilantes). São os nossos congressistas!… E ISSO os humoristas da passeata não disseram, não dizem, muito pelo contrário, querem deixar no ar a ideia de que o governo brasileiro cerceia a atividade do humor…
ESSA ATITUDE dúbia, manipuladora, só tira a legitimidade de uma causa que é boa, reduzindo-a a mero instrumento de campanha da oposição… SE NO Brasil de hoje houvesse censura ao humor, nós não teríamos visto, como vimos, no CQC da última segunda-feira, um humorista dizer que o Eike Batista “faturou” a dona Marisa Lula da Silva, nem o humorista ao lado acrescentar que “dona Marisa vai fazer uma coleira com o nome Eike escrito”… ELES SE referiam à atitude descontraída, perfeitamente natural, de ambos, durante um leilão beneficente que o programa acabara de exibir… FOSSE UMA ditadura com censura, como a que já tivemos, na mesma hora os estúdios da Band seriam invadidos por um batalhão militar, Marcelo Tas e seus humoristas seriam presos, colocados no pau de arara, teriam a pele esfolada, a unha arrancada, o olho furado e, se dessem sorte, seriam devolvidos depois pra casa com uma coleira de pregos no pescoço… MAS O mais provável é que virassem “comida pra peixe”, como se fazia na época.
E eu não estou fantasiando. Vi e vivi este filme nos anos 70 no Brasil… POR ISSO, senhores humoristas, façam seus protestos, sim, mas com legitimidade, pra não serem rotulados de humoristas “festivos”, como se usava dizer naquela época negra… OUTRA COISA que está muito na moda dizer, na linha dessa “campanha do medo”, é que há censura em nossa imprensa… NUNCA ANTES neste país se espinafrou tanto (pra não usar outra palavra) um presidente, sua família, seus ministros e aliados como nesta era Lula. E com total liberdade… JAMAIS OUVI, por exemplo, em época anterior, num programa de TV, um comentário tão constrangedor como esse do CQC em relação a uma primeira-dama. E não me venham aqui criticá-la, porque ela se dá ao respeito, sim!…
NOS ANOS FHC, jamais a imprensa tocou no assunto do filho criança do presidente com uma jornalista, morando ambos num conveniente endereço bem longe, em Barcelona, na Espanha… ESSE SILÊNCIO da imprensa não era apenas uma delicadeza com a primeira-dama. Era também o receio de possíveis retaliações comerciais, judiciais, Lei dos Danos Morais etc e tal. Medo que, curiosamente, este atual governo não inspira a jornalista algum. Agora, me digam: onde está a tão proclamada “censura”?…
Texto :Ricardo Berzoini
Enviado por Lima
Faltou colocar as ilações da imprensa sobre bebida do Presidente Lula, as montagens com uniforme de presidiário, que no fundo representam uma cesta de preconcitos, como raça, intectual, social, político , de classe , etc...C.Sá.
--
Ricardo Berzoini
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Pesquisas: no Senado, governo elegerá mais que o dobro da oposição
Pesquisas: no Senado, governo elegerá mais que o dobro da oposição
Publicado em 28-Ago-2010
ImageAs mais recentes pesquisas - Datafolha, CNT/Sensus esta semana, e a do IBOPE/O Estado de S.Paulo/Rede Globo publicada hoje - trazem uma novidade: além de consolidar a dianteira de nossa candidata a presidente, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) mostram que em apenas oito colégios eleitorais (Estados) pesquisados, das 16 vagas de senador em disputa os candidatos do governo ganharão de 9 a 12 vagas. Os da oposição elegerão menos da metade - de 4 a 5. Pelo Datafolha, na disputa para o Senado em São Paulo, Marta Suplicy (PT e mais 8 partidos aliados) continua liderando com 32% e chama a atenção a ascensão de Netinho (PC do B-PT-aliados). Ele subiu 7 pontos, chega agora a 24% e empatou com o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que tem 26%.
Image
Marta Suplicy
As mais recentes pesquisas - Datafolha, CNT/Sensus esta semana, e a do IBOPE/O Estado de S.Paulo/Rede Globo publicada hoje - trazem uma novidade: além de consolidar a dianteira de nossa candidata a presidente, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) mostram que em apenas oito colégios eleitorais (Estados) pesquisados, das 16 vagas de senador em disputa os candidatos do governo ganharão de 9 a 12 vagas. Os da oposição elegerão menos da metade - de 4 a 5.
O IBOPE divulgado ontem à noite e publicado hoje, ao consolidar a dianteira de Dilma, dá-lhe 24 pontos a frente de Serra, indicando que ela já tem quase o dobro da votação do candidato da oposição - 51% a 27%. O Datafolha divulga hoje sua pesquisa para o Senado em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio, Minas, Bahia, Pernambuco e Brasília.
Pelo Datafolha, na disputa para o Senado em São Paulo, Marta Suplicy (PT e mais 8 partidos aliados) continua liderando com 32% e chama a atenção a ascensão de Netinho (PC do B-PT-aliados). Ele subiu 7 pontos, chega agora a 24% e empatou com o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que tem 26%.
Já o candidato tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB), que junto com Quércia é o candidato da dupla José Serra/Geraldo Alckmin (PSDB-DEM-PPS) tem apenas 9%. O senador Romeu Tuma (PTB), concorrendo à reeleição e alijado da coligação paulista PSDB-PMDB-DEM-PPS caiu de 23% para 16%.
Em São Paulo o candidato que usa o nome Ciro continua sendo beneficiado pela confusão que criou de propósito de seu nome com o do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e está ainda com 13%, mas em queda.
A batalha Estado a Estado
Nos demais Estados a surpresa é o crescimento de 11 pontos da comentarista política e jornalista Ana Amélia, do PP no Rio Grande do Sul. Com 44% das intenções de votos, ela lidera a disputa entre os gaúchos. Lá o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) vem em 2º lugar com 42% e o nosso senador Paulo Paim (PT) tem 38%, o que indica uma disputa voto a voto até o dia 3 de outubro entre os três candidatos, sem previsão do resultado final.
No Rio continua a ascensão gradual, lenta e segura de nosso candidato ao Senado, Lindberg Farias (PT) agora com 24% e a queda - ainda que pequena - do senador candidato à reeleição Marcelo Crivella (PRB) de 40% para 37% e a do ex-prefeito César Maia (DEM-PSDB-PV-PPS) de 33% para 32%.
Os dados demonstram que estamos certos em priorizar agora as eleições para o Senado (e governos estaduais, Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas) e que temos chances reais de obter a maioria nos principais Estados do país.
A exceção a esse quadro continua sendo Minas onde os candidatos ao Senado, ex-governador Aécio Neves (PSDB), com 70% e o ex-presidente Itamar Franco, com 44%, continuam liderando a disputa. Mas Itamar perdeu 3º do Datafolha anterior para o atual. Registre-se, também, que o ex-prefeito de BH, nosso candidato a senador Fernando Pimentel cresce e já está com 25% dos votos.
Publicado em 28-Ago-2010
ImageAs mais recentes pesquisas - Datafolha, CNT/Sensus esta semana, e a do IBOPE/O Estado de S.Paulo/Rede Globo publicada hoje - trazem uma novidade: além de consolidar a dianteira de nossa candidata a presidente, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) mostram que em apenas oito colégios eleitorais (Estados) pesquisados, das 16 vagas de senador em disputa os candidatos do governo ganharão de 9 a 12 vagas. Os da oposição elegerão menos da metade - de 4 a 5. Pelo Datafolha, na disputa para o Senado em São Paulo, Marta Suplicy (PT e mais 8 partidos aliados) continua liderando com 32% e chama a atenção a ascensão de Netinho (PC do B-PT-aliados). Ele subiu 7 pontos, chega agora a 24% e empatou com o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que tem 26%.
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Marta Suplicy
As mais recentes pesquisas - Datafolha, CNT/Sensus esta semana, e a do IBOPE/O Estado de S.Paulo/Rede Globo publicada hoje - trazem uma novidade: além de consolidar a dianteira de nossa candidata a presidente, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) mostram que em apenas oito colégios eleitorais (Estados) pesquisados, das 16 vagas de senador em disputa os candidatos do governo ganharão de 9 a 12 vagas. Os da oposição elegerão menos da metade - de 4 a 5.
O IBOPE divulgado ontem à noite e publicado hoje, ao consolidar a dianteira de Dilma, dá-lhe 24 pontos a frente de Serra, indicando que ela já tem quase o dobro da votação do candidato da oposição - 51% a 27%. O Datafolha divulga hoje sua pesquisa para o Senado em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio, Minas, Bahia, Pernambuco e Brasília.
Pelo Datafolha, na disputa para o Senado em São Paulo, Marta Suplicy (PT e mais 8 partidos aliados) continua liderando com 32% e chama a atenção a ascensão de Netinho (PC do B-PT-aliados). Ele subiu 7 pontos, chega agora a 24% e empatou com o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que tem 26%.
Já o candidato tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho (PSDB), que junto com Quércia é o candidato da dupla José Serra/Geraldo Alckmin (PSDB-DEM-PPS) tem apenas 9%. O senador Romeu Tuma (PTB), concorrendo à reeleição e alijado da coligação paulista PSDB-PMDB-DEM-PPS caiu de 23% para 16%.
Em São Paulo o candidato que usa o nome Ciro continua sendo beneficiado pela confusão que criou de propósito de seu nome com o do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e está ainda com 13%, mas em queda.
A batalha Estado a Estado
Nos demais Estados a surpresa é o crescimento de 11 pontos da comentarista política e jornalista Ana Amélia, do PP no Rio Grande do Sul. Com 44% das intenções de votos, ela lidera a disputa entre os gaúchos. Lá o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) vem em 2º lugar com 42% e o nosso senador Paulo Paim (PT) tem 38%, o que indica uma disputa voto a voto até o dia 3 de outubro entre os três candidatos, sem previsão do resultado final.
No Rio continua a ascensão gradual, lenta e segura de nosso candidato ao Senado, Lindberg Farias (PT) agora com 24% e a queda - ainda que pequena - do senador candidato à reeleição Marcelo Crivella (PRB) de 40% para 37% e a do ex-prefeito César Maia (DEM-PSDB-PV-PPS) de 33% para 32%.
Os dados demonstram que estamos certos em priorizar agora as eleições para o Senado (e governos estaduais, Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas) e que temos chances reais de obter a maioria nos principais Estados do país.
A exceção a esse quadro continua sendo Minas onde os candidatos ao Senado, ex-governador Aécio Neves (PSDB), com 70% e o ex-presidente Itamar Franco, com 44%, continuam liderando a disputa. Mas Itamar perdeu 3º do Datafolha anterior para o atual. Registre-se, também, que o ex-prefeito de BH, nosso candidato a senador Fernando Pimentel cresce e já está com 25% dos votos.
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Enrqueça o seu vocabulário tucano. No idioma tucanês, quiprocó é confusão, tititi é fofoca e trololó é dinheiro. Caindo nas pesquisas e com os aliados reclamando da falta de recursos financeiros em todo país, um observador da cena tucana poderia afirmar que:
VOU BATER UM TITITI, É O SEGUINTE, ESTÁ ROLANDO UM TREMENDO QUIPROCÓ NO NINHO TUCANO DEVIDO A FALTA DO TROLOLÓ....
VOU BATER UM TITITI, É O SEGUINTE, ESTÁ ROLANDO UM TREMENDO QUIPROCÓ NO NINHO TUCANO DEVIDO A FALTA DO TROLOLÓ....
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