O Companheiro Lima nos manda um belo cordel
BIG BROTHER BRASIL
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
residente em Salvador.
Publicada em 02/04/2011 às 00h10m
Luiz Ernesto Magalhães e Flavio FreireRIO e SÃO PAULO - Pouco mais de quatro meses após a implantação do Bilhete Único Carioca (BUC) nas linhas municipais do Rio , a prefeitura estuda reajustar a tarifa, pela segunda vez, a partir de maio. Os cálculos, feitos com base no custo de insumos, salários de rodoviários, entre outros itens, ainda não terminaram. Mas, segundo fontes da prefeitura e empresários, a passagem deve subir dos atuais R$ 2,40 para R$ 2,55 (6,25%) ou R$ 2,60 (8,3%) para os veículos sem ar condicionado. Caso o novo valor fique mesmo nesse patamar, a tarifa dos ônibus subirá acima da inflação acumulada ano passado: 5,91% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. Por sua vez, neste sábado entra em vigor o aumento do metrô: o tíquete unitário subiu de R$ 2,80 para R$ 3,10. E, desde quarta-feira, andar de táxi está 14% mais caro .
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Em novembro, a passagem dos ônibus já havia subido, com a adoção do BUC, de R$ 2,35 para R$ 2,40. O edital de licitação previa que as concessionárias poderiam ter reajustes a partir de maio.
Além do aumento, outro privilégio assegurado aos consórcios que assumiram a operação das linhas de ônibus da cidade foram incentivos fiscais. Os operadores deixaram de recolher R$ 33 milhões por ano de ISS (com a redução da alíquota de 2% para 0,01%) para atender a gratuidades. Apesar disso, a prefeitura não reconhece que o incentivo fiscal seja subsídio às empresas.
Mesmo com o reajuste, a tarifa do Rio ainda será inferior à de São Paulo, onde os ônibus municipais subiram de R$ 2,70 para R$ 3 em janeiro. O valor deve ficar acima do praticado em Belo Horizonte (R$ 2,45), mas abaixo do que é cobrado em Porto Alegre (R$ 2,70).
Em São Paulo, o reajuste ocorreu em setembro. Bastou a prefeitura anunciar o aumento da tarifa para R$ 3 a partir de 5 de janeiro para a capital paulistana virar palco de uma série de protestos. Formados principalmente por estudantes, grupos de manifestantes fecharam avenidas, fizeram batucada, entraram em confronto com a polícia e chegaram a queimar um boneco de pano que simbolizava o prefeito Gilberto Kassab na porta da casa dele, nos Jardins. O reajuste foi o segundo desde que Kassab assumiu a prefeitura, em 2006. Quando era candidato à reeleição, em 2008, ele prometeu manter a tarifa, na época em R$ 2,30.
As visões descritivas dos grandes acontecimentos históricos tendem a reduzi-los a contingências – a Primeira Guerra, a um episodio menor – ou a idiossincrasias – a personalidade de Hitler. No caso do golpe no Brasil, a imprensa golpista da época se centrava nos supostos “abusos” do governo Jango, que teriam levado à intervenção dos militares para “salvar a democracia” – lugar comum nos editoriais da época.
O movimento que desembocou no golpe de 1964 na realidade vem de longe. Podemos remontá-lo ao começo da Guerra Fria, no fim da Segunda Guerra e no começo do segundo pós-guerra, quando os EUA reciclavam sua definição de inimigos do bloco derrotado na guerra, para a URSS. Não seria possível explicar a brutalidade das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, sem levar em conta a nova atitude norteamericana de mostrar para a URSS sua superioridade nuclear, que iria definir o começo do novo período. De capa da revista Times há poucos anos antes, como herói da luta pela democracia, Stalin se tornava a encarnação do mal que haveria que evitar: o “espectro do comunismo”.
Foi nesse momento que os EUA elaboraram a Doutrina da Segurança Nacional, que propunha que os Estados se transformassem em quarteis generais na luta contra a “subversão” e o “comunismo”. Todo tipo de conflito, de divergência, de expressão de descontentamento social seria classificado como “subversão”, expressão de interesses estrangeiros e deveria ser extirpado. A instalação de ditaduras militares, que blindassem os Estados, seria o objetivo ideal.
Da geração de militares brasileiros que foi à guerra da Itália, Humberto Castello Branco e Golbery do Couto e Silva, estreitaram ali laços com as tropas nortemamericanas e, na volta para o Brasil, fundaram a Escola Superior de Guerra, que passou a ser o lugar estratégico de formulação, difusão e formação de pessoal das FFAA baseado na Doutrina de Segurança Nacional.
Os anos 50 foram anos de ensaios de golpe, contra Getúlio e contra JK, depois na renúncia do Jânio. Enquanto isso o Brasil crescia, distribuía renda, afirmava uma politica internacional própria. Os investimentos norteamericanos foram voltando com força – depois do longo interregno desde a crise de 1929-, até que, com a chegada da indústria automobilística, deslocaram para si o eixo da economia e condicionaram fortemente o consumo de luxo. Mas ao mesmo tempo o mercado interno se expandia na direção do consumo de bens de consumo popular nas grandes cidades e também no campo, onde se estendia o processo de sindicalização rural, pela primeira vez.
As duas dinâmicas se chocavam: a da democratização do consumo e a do consumo de luxo junto à exportação. A ditadura resolveu o conflito a favor desta. Além da brutal repressão que desatou contra tudo o que significasse democracia, desde o começo o regime militar teve um caráter de classe muito definido: interveio em todos os sindicatos, perseguiu a seus lideres e determinou um arrocho salarial, o que significou uma situação extraordinariamente favorável à superexploração dos trabalhadores e à acumulação favorável ao grande capital nacional e estrangeiro.
Ao contrario do que alguns pensavam, a ditadura não significou o retrocesso da expansão economia e da industrialização no Brasil. O fim da democracia e a imposição da ditadura foram funcionais ao capitalismo. Brecaram as demandas populares mediante o arrocho, bloquearam as demandas salariais pela intervenção e repressão aos movimentos populares, enquanto abria a economia ao capital estrangeiro, liberava o envio de royalties ao exterior e favorecia de todas as maneiras a concentração em favor das grandes empresas nacionais e estrangeiras.
O chamado “milagre” tinha um santo: a ditadura, a repressão, os golpes ao movimento popular e à democracia. Foi uma ditadura articulada com os planos da guerra fria dos EUA e com o modelo de acumulação do grande capital – que se desenvolveu em base à concentração no consumo de luxo, na superexploração dos trabalhadores e na exportação. Avançou o Brasil desigual, injusto, de concentração de renda, de exclusão social, de prepotência, de terror, de poder do capital, dos latifundiários, dos donos da mídia privada. O Brasil que recentemente começamos a superar, daí a oposição dos herdeiros da ditadura.
O fim do "gato", a proibição à intermediação dos atravessadores que, em troca de fantásticas promessas nunca cumpridas, aliciam operários para as grandes obras de infraestrutura do país, foi o 1º ponto fechado no pacto tripartite entre governo-empreiteiras-centrais sindicais para resolver o problemas das péssimas e degradantes condições de trabalho na área.
A proibição foi acertada na reunião de hoje para a discussão do pacto, a segunda entre o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, as centrais sindicais e os representantes das empreiteiras. A partir de agora, a contratação de trabalhadores das obras do PAC passa a ser através do SINE - Sistema Nacional de Emprego.
Outro tema que tomou boa parte das discussões na reunião de hoje, segundo o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, é a violência nos canteiros de obras. O conflito que gerou a paralisação dos 8 mil trabalhadores da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), começou quando os barragistas das obras de Jirau queimaram os alojamentos e cerca de 60 ônibus.
Reagiam - justificaram - às degradantes situações de trabalho em que vivem e procuravam chamar a atenção da sociedade para a realidade que enfrentam nos canteiros de obras. A paralisação dos operários de Jirau alastrou-se pelo país (Pernambuco, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro) e hoje há cerca de 80 mil trabalhadores do setor de infraestrutura de braços cruzados nas obras.
Aqui no Estado do Rio , a situação não é diferente...
E pasmem: a Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do Brasil, divulgou nota nesta 4ª na qual afirma que as condições de trabalho em suas obras "são as melhores disponíveis no país" e que já fez acordos anteriores com as categorias que trabalham com ela. Se realmente forem as melhores... precisam melhorar muito. E não tem jeito, o caminho é a construção deste acordo tripatirte. Já!
Publicada em 31/03/2011 às 21h05m
Marcelo DutraRIO - Um problema na Linha 1 deixou o metrô parado por uma hora entre as estações do Catete e General Osório, em Ipanema, entre 18h51m e 19h50m da noite desta quinta-feira., Nas demais estações das linhas 1 e 2, o transporte de passageiros passou a funcionar com intervalos irregulares. A Agetransp informou que seu Centro de Monitoramento de Concessionárias detectou, às 18h40m, um incidente na subestação de energia da Concessionária Metrô Rio. De acordo os bombeiros do quartel do Humaitá, que enviaram várias equipes para o local, uma pessoa teria tomado uma forte descarga elétrica ao tentar atravessar os trilhos na altura da estação de Botafogo. Contudo, a concessionária Metrô Rio negou de forma veemente que tal incidente tenha acontecido (assim como qualquer explosão ou incêndio), e atribuiu a paralisação dos trens a um problema elétrico interno. Em nota, a assessoria do Metrô Rio afirmou que houve um problema de abastecimento de energia na via, mas acrescentou que as estações que apresentaram problema foram reabertas às 19h50m. Desde então, a Linha 1 já está operando normalmente, e a circulação dos trens da Linha 2 foi estendida de Pavuna até Ipanema/General Osório, para atender a demanda de passageiros. Ainda de acordo com a concessionária, os passageiros foram ressarcidos.
Técnicos da Câmara de Transportes e Rodovias da Agetransp também se dirigiram ao local para apurar o que aconteceu, e a agência instaurou processo regulatório.
EU-REPÓRTER: Teve alguma problema? Mande seu relato, vídeos e fotos para a gente
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Segundo passageiros dos trens do Metrô, houve uma série de explosões na estação de Botafogo no fim da tarde. A passageira Amanda Lopes, que estava na plataforma de Botafogo aguardando um trem, disse que as explosões foram seguidas de fumaça, mas que ela não sabia ao certo de onde provinha o problema:
- Quando ouvimos o barulho das explosões, ficamos todos apavorados sem saber o que estava acontecendo nem para onde devíamos ir. Foi quando vimos vários seguranças correrem com extintores de incêndio nas mãos. Fiquei ainda mais assustada. As pessoas que estavam na plataforma comigo ajudaram a abrir as portas dos vagões devido ao pânico de quem estava lá dentro e não conseguia sair. Era hora do rush, e havia muita gente dentro dos vagões e nas plataformas.
Houve falta de energia elétrica na estação de Botafogo e nas ruas próximas. Dentro dos vagões, em Botafogo, houve pânico. De acordo com a consultora de seguros Maria Lúcia Vieira Pereira, as luzes da estação e do vagão em que ela estava se apagaram por volta das 19h.
- A luz ficou apagada, o ar-condicionado também e, como as portas estavam fechadas, as pessoas começaram a bater nas portas do vagão chamando a segurança pois se sentiram presas, apavoradas. Alguns passageiros finalmente conseguiram abri-las e saímos. Vi bastante fumaça nos trilhos. Não sei isso é normal - disse.
No twitter do jornal O GLOBO, internautas relataram a situação. Eles contam que os bombeiros já estariam na estação de Botafogo, onde foram ouvidos barulhos de explosão.
"Passageiros abriram as portas dos vagões e estão saindo por conta própria! E filmando!", escreveu o leitor brunosiq.
Ainda pelo twitter, uma leitora contou que o marido estava preso num vagão entre as estações Flamengo e Botafogo:
"Meu marido está em um carro, entre Flamengo e Botafogo. Mto calor, sem ar, sem informação", diz suzanasiq.
Na quarta-feira, uma composição de manutenção do metrô apresentou problema e ficou parada entre as estações Estácio e Central, no sentido Zona Sul, o que causou muitos transtornos para os usuários do transporte. Passageiros que saíam da Tijuca e seguiam para o Centro e Zona Sul tiveram que desembarcar na estação Estácio, atravessar a passarela e embarcar em outro trem na estação Cidade Nova. Quem saía da Pavuna, na Linha 2, sentido Saens Peña, teve que fazer a operação inversa.
O valor do bilhete do Metrô aumenta neste sábado de R$ 2,80 para R$ 3,10.
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nossos carnavais na cidade do Rio de Janeiro, sempre receberam denominações carinhosas da população. Me lembro da inauguração da Passarela Darcy Ribeiro, o nosso Sambódromo, que o carnaval daquele ano ficou conhecido como o “Carnaval do Sambródomo”.
Em 1987, um despejo de 15 mil latas de maconha do navio “Solana Star”, que vieram às praias fluminenses, em novembro, batizou o carnaval de 88 como o “Carnaval da Lata”.
Já tivemos os Carnavais do Monobloco, da Sunga de Croché etc.
Este ano o Carnaval ficou conhecido como o “Carnaval do Banheiro Químico”. Numa iniciativa louvável, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, intensificou a campanha para coibir a micção da população em via pública iniciada no ano anterior.
Já neste ano de 2010 , os resultados foram inflados , pois com menos de 5 mil banheiros, a Prefeitura declarou ter sido um enorme sucesso, quando sabemos que este número de banheiros foi insuficiente para atender por exemplo o Bola Preta que arrastou 1 milhão de pessoas.
A Prefeitura diz monitorar todo o Carnaval, com câmeras fixas e móveis, usando um equipamento sem similar em todo mundo. No entanto , os resultados desta observação não foram levados em conta, pois segundo relatos dos repórteres das rádios Bandeirantes, CBN, Tupi, Globo, Roquete Pinto, que cobriram os blocos, foram unânimes em comprovar as longas filas nos banheiros em toda a cidade.
Não vimos também, qualquer técnico da Prefeitura, médico, assistente social, que pudesse auxiliar idosos, deficientes físicos, as maiores vítimas de incontinência urinária, que neste processo nem sonhariam em um equipamento desse.
Tão pouco, a Prefeitura convocou a consultoria da competente SOCIEDADE BRASILEIRA DE UROLOGIA, para ministrar o seu conhecimento e entender como se comporta o ser humano diante da necessidade fisiológica de urinar.
O “Carnaval do Banheiro Químico”, tem o seu lado ridículo, pois este carnaval era patrocinado exatamente por uma tradicional marca de cerveja, e aí o dilema do folião, se bebo cerveja qual é a boa para fazer xixi?
A Prefeitura não comentou o “stress” de foliões que ficaram 40 minutos na fila, fato este que poderia ser facilmente detectado por seu moderno sistema de “Big Brother”.
Até o jingle da campanha tinha uma mensagem equivocada, pois “lugar de mijão é no banheiro ?”
Então todas as pessoas que usaram o banheiro são mijões? O correto seria “ lugar de xixi é no banheiro”.
O Carnaval é feito para descontrair, para a alegrar, para a integração entre as pessoas, para relaxar.
Ora com o espirito belicoso, com a Prefeitura divulgando o números de prisões a todo momento, o contingente de guardas, conseguiu o seguinte resultado, um estado policialesco em plena folia.
Toda esta estratégia para encobrir a total incapacidade da Prefeitura para gerir as centenas de blocos e todas as suas implicações.
Os tais 13 mil banheiros contratados, serviriam cada um nos seus 200 litros de capacidade, para 666 pessoas, urinarem uma média de 300ml, quando qualquer bexiga, comporta entre 400 e 500 ml.
O “Carnaval do Banheiro Químico” inaugurou uma nova categoria de negócio, os locadores de banheiro, pois bares que até então se dedicavam apenas a vender cerveja, passaram a atuar na outra ponta, e cobravam pelo descarte do pipi, com tarifas de até R$ 5.
Pelos protestos dos foliões, observamos o maior rigor nas prisões no Centro e na Zona Norte do que na Zona Sul, onde desfilam a maioria dos blocos, mas que teve um número inferior de prisões.
No mundo todo, são realizados eventos de grande porte, são shows, passeatas, concentrações e manifestações e não temos notícia de pessoas urinando em via publica e muito menos promotores dos eventos montando brigadas de caça aos mijões.
Neste momento em que a Prefeitura se prepara para sediar dois dos maiores eventos esportivos da humanidade, não seria demais importar soluções de países com mais experiência neste assunto.
Apesar da grandiosidade do nosso carnaval, a Prefeitura não deve deixar se levar pela megalomania e sim procurar parceiros que possam construir soluções criativas, baratas, inspiradas no próprio Carnaval.
E aqui eu daria uma sugestão : recentemente a Prefeitura concedeu um reajuste na tarifa de ônibus no valor de cinco centavos para adequar o processo do bilhete único. Como este reajuste não foi para contemplar qualquer item da planilha, como aumento de salários, combustível, pneu e etc. esta receita, confirmadas as suposições que o sistema transporta sete milhões de passageiros todos os dias, poderia com os R$ 350 mil reais arrecadados diariamente, prover a cidade de banheiros públicos descentes de uso contínuo, dia e noite, pois o comércio, a Supervia e a Coderte e os postos de Salvamento nas praias que cobram do usuário, o Metro que não fornece este serviço já não atendem esta demanda da população.
Após o carnaval, entramos na cidade real, e este problema que atinge a dignidade de milhões de cariocas, tem que ser enfrentado pela Prefeitura, sem discriminação. Em se tratando de banheiros públicos, nunca é demais lembrar, que o melhor serviço é prestado pelos nossos aeroportos, Galeão e Santos Dumont, que em tese tem os usuários com melhor poder aquisitivo e no entanto prestam uma serviço excelente é totalmente gratuito.
Esta nossa intervenção, tem o intuito de solidarizar-nos com as mais de 600 pessoas que foram detidas, humilhadas, enquanto o secretário declarava que irá triplicar o número de banheiros, numa prova inequívoca e subliminar de confissão do fracasso de sua campanha, pois se os banheiros são suficientes porque aumentar o seu número ?
Transcrevo a notícia do JB de 07/12/2010 às 18h07
Em fevereiro a prefeitura do Rio, através de uma ação criada pelo secretário de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, organizou uma força-tarefa com o objetivo de ir atrás de quem urinasse nas ruas durante o carnaval. O grupo, entre 30 e 40 agentes, percorreu os maiores blocos cariocas, levando para a delegacia quem fosse pego cometendo o ato. A pessoa seria autuada, então, por ato obsceno, podendo ser multado e até pegar dois anos de cadeia. Quase 100 pessoas foram pegas no Rio de Janeiro.
Quase nove meses depois, a 2ª Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comprovou que apenas pode ser considerada obscena a atitude impudica, lasciva ou sensual feita com intenção ofensiva ao sentimento médio do pudor ou dos bons costumes. Com isso, foi trancada a Ação Penal contra um universitário, surpreendido pela polícia quando iria começar a urinar em via pública. Segunda a Justiça, não havia banheiros públicos no local e o estudante precisava satisfazer suas necessidades fisiológicas, em local escondido e sem nenhuma conotação sexual.
Na época de carnaval, um estudante universitário estava em um bloco carioca, em Ipanema, Zona Sul do Rio. Ao se afastar dos outros foliões para urinar na rua, recebeu uma Ação Penal por prática de gesto obsceno. O processo foi trancado. O estudante compareceu à audiência preliminar desacompanhado de advogado ou defensor público, o que, segundo entendimento do relato do Habeas Corpus, o juiz de direito André Ricardo de Franciscis Ramos, gera nulidade insanável, com presunção do prejuízo.
No carnaval de 2010, a prefeitura instalou polêmicas cabines.
Segundo o juiz, o ato de urinar em via pública é um crime comum, de perigo abstrato e instantâneo, que pode ser praticado por qualquer pessoa. Como ele foi pego urinando atrás de um arbusto, não remete ao dolo de querer atingir o pudor público, tendo em vista que o dolo não pode ser presumido e sim provocado, pouco importa que se trate de dolo de perigo.
Ramos ainda afirmou que é de responsabilidade da administração pública, principalmente em grandes festas, manter sanitários químicos pela cidade. Ainda ressaltou que necessidades fisiológicas não se confundem com dolo de cunho sexual. Se assim fosse, um passeio pela orla da Zona Sul carioca seria impossível, pela grande quantidade de prostitutas e travestis exibindo partes íntimas de seus corpos. Tais condutas são toleradas pelas autoridades do Choque de Ordem.
Desta forma nos opomos totalmente ao estado policialesco, as medidas extremas e coercitivas, por parte da Prefeitura que não tem poder de polícia e neste caso exorbitou das suas funções em detrimento da sua obrigação de manter todas as condições e padrões de urbanidade para que os cariocas foliões ou não, tivessem paz e tranquilidade neste carnaval.
Muito obrigado.
mar/11
| Como funciona o sistema urinário Para entender a incontinência urinária, é necessário entender como funciona o sistema urinário (composto pelos rins, ureteres, bexiga, próstata e uretra). Acompanhe passo a passo: 1 - Diariamente, o sistema urinário remove do corpo a uréia, produzida quando carne, fermento e algumas verduras são decompostas no organismo. Essa substância é levada na corrente sanguínea até os rins. 2 - Os rins, que são órgãos em forma de feijão e do tamanho aproximado de um punho, removem a uréia do sangue através de unidades filtradoras chamadas de néfrons. A uréia junto com a água e outras substâncias desprezáveis forma a urina que será eliminada do organismo. 3 - Dos rins, a urina segue através de dois tubos finos, chamados ureteres e que medem de 8 a 10 polegadas de comprimento, até a bexiga. Músculos existentes nas paredes dos ureteres constantemente contraem e relaxam para forçar a urina dos rins para baixo. Pequenas quantidades de urina são despejadas na bexiga pelos ureteres a cada 10 ou 15 segundos, aproximadamente. 4 - A bexiga é um órgão oco, formada por músculos e com formato de um balão, que fica na parte inferior do abdômen. Armazena urina até que a pessoa esteja pronta para ir ao banheiro, para esvaziá-la. Quando está cheia, a bexiga fica arredondada, podendo comportar até 500 ml (2 copos) de urina, confortavelmente por 2 a 5 horas. 5 - A vontade de urinar fica cada vez mais intensa à medida que a bexiga aproxima-se da sua capacidade total de armazenamento. Quando esta capacidade é atingida, nervos da bexiga enviam ao cérebro uma mensagem informando que a a bexiga está cheia e a urgência para esvaziar a bexiga se intensifica. 6 - Musculos circulares chamados esfíncteres ajudam a evitar que ocorra perda de urina. Os músculos esfincterianos se fecham como uma fita de borracha ao redor da abertura da bexiga na uretra, o tubo que permite que a urina seja eliminada para o exterior. 7 - Para que a pessoa urine, o cérebro ordena que os músculos da bexiga se contraiam, impulsionando a urina para o interior da uretra. Ao mesmo tempo, os músculos do esfíncter relaxam, permitindo que a urina seja eliminada da bexiga. |
Basicamente, essas cabines são privadões portáteis, que armazenam o cocô e o xixi de multidões em grandes eventos que não contam com instalações sanitárias fixas nem com redes de água e esgoto. A limpeza da caca só acontece depois de todos usarem o aparelho. Antes disso, os subprodutos da digestão e da filtragem do sangue da galera ficam depositados em uma caixa fechada com capacidade para até 220 litros de sujeira - para evitar o mau cheiro, a mistura recebe uma pequena quantidade de substância desodorizante. No infográfico ao lado, a gente explica direitinho como rola a descarga na hora do aperto. A conta básica dos organizadores que recorrem a essas cabines é encomendar um banheiro químico para cada 200 pessoas. Um evento musical que dure quatro horas e receba 10 mil pessoas, por exemplo, vai precisar de 50 dessas cabines. No limite, cada um dos banheiros portáteis pode ser usado até 200 vezes por noite, considerando uma porcentagem maior de "números 1" do que de "números 2". Se passar muito disso, digamos que a privada expandirá seu conteúdo pelo restante do piso da cabine... Se você quiser dar a sua própria festinha e achou que é uma boa ter um banheiro químico à disposição, prepare-se para desembolsar cerca de 100 reais por cabine, por dia.
TUBO DE VENTILAçãO
Do canto da cabine sai um tubo que liga o interior da caixa de detritos com o meio externo. Ela permite uma troca de gases entre os dois ambientes. O objetivo é oxigenar o ar da caixa, pois as bactérias que causam mau cheiro se multiplicam rápido na ausência desse gás
CAIXA DE DETRITOS
Aqui está a alma do banheiro químico. É neste recipiente que os usuários descarregam suas necessidades sólidas e líquidas. Ele suporta até 220 litros, mas, por medida de segurança, seu uso é dimensionado para 100 a 150 litros
Em modelos simples, o conteúdo da caixa de detritos fica visível. Nos vips, há um anteparo que evita a paisagem desagradável. Para o cocô não se acumular neste local, o usuário aciona com o pé uma bomba de vácuo. Ela suga o líquido da caixa, que por sua vez empurra o cocozão rumo à mesma caixa de detritos
A cabine tem uma base quadrada de 1,2 metro de lado, cerca de 2,3 metros de altura e 80 quilos. Ela é toda desmontável e suas paredes são feitas de fibra de vidro ou polietileno, um plástico reciclável, leve e higiênico. Uma cabine feita com ele dura até dez anos
Para limpar a cabine, um caminhão com uma bomba de sucção aspira os detritos e, depois, despeja-os em uma estação de tratamento de esgoto. Na sede da empresa que aluga as cabines, elas são lavadas com água e sabão. E estão prontas para outra!
SUBSTÂNCIA DESODORIZANTE
Antes de ser usada, a caixa recebe 20 litros de uma solução aquosa com 5% de uma substância que desodoriza e evita a proliferação de bactérias na mistura de cocô e xixi. No final do uso, a mistura com 100 litros fica assim:
80 Litros urina e fezes
1 litro desodorizante
19 litros água
O Bloco do Bola Preta levou dois milhões de pessoas às ruas, a Prefeitura colocou mil banheiros no trajeto, ou mais, pois a apresentação do bloco levou mais de quatro horas.