sexta-feira, 23 de agosto de 2013

LEIAM , EMBORA LONGO, O ARTIGO DO JORNALISTA PAULO MOREIRA LEITE
Paulo Moreira Leite.
Voto e consciência no STF

Confesso que saí atordoado do STF, ontem. Não foi a vitória de Joaquim Barbosa que causou surpresa. 

Ouvi um ministro, Luiz Roberto Barroso, dizer que concordava com o revisor Ricardo Lewandovski mas que iria votar com Joaquim Barbosa porque estava acabando de chegar ao STF. Não se sentia no direito de questionar a primeira fase do julgamento, quando ainda não fazia parte do tribunal. 

Se estivesse no STF desde o início, explicou Barroso, "muito provavelmente me inclinaria pela tese dele [Lewandowski]. Mudaria a situação não só desse réu, mas de muitos outros". O ministro afirmou ainda: 
"Fiz escolha difícil ao começar a participar deste julgamento. Foi a de que eu serviria melhor à Justiça e ao país se eu chegasse para não revirar um julgamento que consumira mais de 50 sessões deste plenário. Se o tribunal se dispusesse a reabrir o debate, participaria". 
Barroso é um ministro de cultura jurídica reconhecida. Demonstrou que é capaz de convicções firmes, a ponto de ter sido um dos advogados do direito de permanência de Cesare Battisti no país, num caso que abriu uma polêmica de alta temperatura, com repercussão internacional, inclusive. 
Até por esse motivo, sua intervenção no julgamento causou espanto. Como é que um ministro do STF pode achar que fez uma “escolha difícil?” 
Escolheu entre o que e o que?
Quando foi sabatinado no Senado, responsável por sua indicação, Barroso disse que considerava o julgamento do mensalão “um ponto fora da curva do STF.” 
Queria dizer que as penas haviam sido muito duras e que o tribunal não havia atuado de acordo com a tradição, de Corte que não abre mão dos direitos e garantias do indivíduo frente ao Estado. 
Na primeira oportunidade, num julgamento que irá ter influencia sobre as instâncias inferiores do judiciário e terá consequencias porém, Barroso alega que não iria “revirar um julgamento que consumira mais de 50 sessões deste plenário.” 
O voto decepcionou advogados e mestres do Direito que, confiando nos pontos de vista que Barroso defendeu publicamente ao longo de sua vida de jurista muito respeitado, imaginavam que um ministro com sua liderança e sua independência, seria capaz de enfrentar um debate sabidamente difícil. As vozes minoritárias do STF são chamadas de “mensaleiras”, hostilizadas nas ruas e alvo de permanente vigilância por parte dos meios de comunicação. 
Se o ministro tivesse votado com Lewandovski, como admitiu que seria sua provável inclinação, a minoria teria obtido 4 votos, e não 3, o que daria um novo quadro ao julgamento. Mesmo vencidos, os réus teriam oportunidade de entrar com novos recursos. O STF teria enviado um sinal político diferente em relação a 2012. "Seria possível até oferecer um novo recurso,"afirma um advogado que assistiu a discussão. 
Data vênia, eu acho preocupante. Barroso não disse que discordava dos ministros que queriam mudar a situação de determinados réus, opinião que seria válida como qualquer outra.
Barroso sugeriu que não se sentia à vontade para um gesto dessa natureza, como se a condição de novato fosse um entrave a plenitude de sua atuação. Admitiu, em resumo, que não votaria conforme sua consciência de jurista. 
Talvez eu esteja fazendo o papel de idealista, inspirado pelo frescor absoluto de um grupo de adolescentes de São Paulo que visitou o STF na tarde ontem, com sua curiosidade, nenhum medo de fazer perguntas e a vontade pura de viver num mundo que separa o certo do errado . 
Mas eu acho – talvez em minha ingenuidade -- que um ministro tem o dever de votar de acordo com seu pensamento, por mais exótico que pareça, por mais incômodo que possa causar aos colegas. 

Se Joaquim Barbosa fez o que fez na semana passada e nem sentiu-se obrigado a pediu desculpas a Ricardo Lewandovski na retomada dos trabalhos, limitando-se a afirmar que possui uma visão “bastante peculiar da presidência do STF,” eu acho bom recordar que estamos numa realidade dura e áspera, onde é urgente saber onde se pisa e aonde se quer chegar. Ninguém está no STF a passeio. 
Advogados presentes no tribunal me explicaram que a posição de Barroso tem mais pontos de sustentação do que um ignorante como eu poderia perceber. 
É muito possível e muito provável. Mas foi o ministro que disse o contrário do que fez. 

Para falar com clareza: ninguém planejava, ontem, refilmar O Homem que Matou o Facínora na Praça dos Três Poderes. 
Não precisamos de heróis. Precisamos de juízes. 
E já que estamos no STF, precisamos de juízes soberanos. 
Estranhei quando o decano Celso de Mello disse, para justificar um voto que acompanhava Joaquim Barbosa, que o STF era obrigado a deliberar exclusivamente sobre aquilo que fora denunciado pelo ministério público e que, por essa razão, não se poderia aceitar alegações e provas que haviam sido descartadas pelo promotor geral Roberto Gurgel. 
Achei estranho porque, meses atrás, extrapolando abertamente os próprios poderes, o Supremo popularizou a visão errada de que “a Constituição é aquilo que o STF diz que ela é.” 
Chegou a ponto de votar contra o artigo 55 da carta de 1988, que estipula claramente que só o Congresso tem poderes para definir a perda de mandato de senadores e deputados. 
É evidente que não é obrigado a submeter-se ao procurador geral da República, certo? 
Num tribunal que aprovou o regime de cotas, definiu reservas indígenas e tomou tantas decisões favoráveis aos chamados direitos de minorias, essa alegação é estranha demais, formal demais. 
Mas é engraçado registrar que, quando se queria cassar mandatos, valia atropelar um artigo da Constituição. 
Quando não se quer rever uma condenação, alega-se que Roberto Gurgel tem a última palavra sobre os trabalhos em curso. 
Este aspecto tem particular importância aqui. Submetidos a um julgamento em fase única, sem direito a um segundo exame de suas penas, os condenados do mensalão foram colocados, contra toda jurisprudência – inclusive do mensalão mineiro, do mensalão do DEM de Brasília – num foro privilegiado que se mostrou uma armadilha a seus direitos. 
Por decisão da acusação, alguns réus foram investigados em segredo e serão julgados em separado, pela justiça comum -- se é que isso vai acontecer, um dia. Documentos que poderiam auxiliar a defesa não foram oferecidos a seus advogados, durante o processo. Divulgado neste espaço em maio de 2012, o inquérito do delegado Luiz Flavio Zampronha, da Polícia Federal deixa claro que não se encontrou o menor indício daquele esquema que Roberto Jefferson definiu como mensalão. Ele também concluiu que os empréstimos do Banco Rural, apontados como fraude, envolviam negociações efetivas entre o PT e a instituição.
Diretores do Banco do Brasil com responsabilidade até maior do que Henrique Pizzolatto na definição de recursos que, segundo a acusação, estão na origem do mensalão, se encontram nessa situação, realmente privilegiada. Empresários que foram ouvidos no processo e que admitiram ter participação com $$$ grosso no esquema de Delúbio Soares e Marcos Valério, em contratos superiores a tudo o que se disse que saiu do Banco do Brasil, não sentaram-se no banco dos réus. 
O julgamento ocorre num ambiente político, alimentado por sucessivas demonstrações de força e é assim que cada palavra, cada “mas,” cada “talvez,” cada “possível,” se explica. 
O quadro foi bem desenhado pelos repórteres Felipe Recondo e Debora Bergamasco, dias antes da retomada do julgamento. Falando da condenação aprovada em clima de redenção nacional no final de 2012 e da reflexão estimulada a partir dos embargos e recursos, os dois escreveram no Estado de S. Paulo:
“há ministros que se mostram ‘arrependidos de seus votos’ por admitirem que algumas falhas apontadas pelos advogados de defesa fazem sentido. O problema (...) é que esses mesmos ministros não veem nenhuma brecha para um recuo neste momento. O dilema entre os que acham que foram duros demais nas sentenças é encontrar um meio termo entre rever parte do voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”

Este é o ponto. 

E aqui chegamos ao debate de ontem. Estava em pauta o destino do Bispo Rodrigues, ex-deputado pelo PL. Ele foi condenado porque solicitou benefício em dinheiro para fazer parte da base do PT. Também se considerou que, em troca de dinheiro, votou com o governo em duas reformas importantes de 2003 e assim por diante. Ao fazer a denúncia que colocou o bispo no banco dos réus, o procurador-geral disse que era possível provar que ele havia negociado apoio, organizado a votação da bancada e até recebido uma primeira parcela da remuneração, R$ 250 000. Também se podia provar que ele havia recebido uma segunda parcela, de R$ 150 000, paga em 2003. Em suas alegações finais contra Rodrigues, o ministério publico mudou a acusação. Alegou que não possuía a maioria das provas anunciadas anteriormente. Disse que só poderia provar o recebimento da última parcela, de R$ 150 000. Não é um detalhe. Condenado pelas provas anteriores, Rodrigues seria enquadrado na lei anterior de corrupção, que prevê penas inferiores a lei atual. Se fosse condenado exclusivamente pelos R$ 150 000, estaria condenado pela nova lei, que dobrou a pena mínima e elevou também outras condenações. 
Alinhado com Gurgel, Joaquim Barbosa defendeu a pena mais dura, concordando com as alegações do procurador-geral. Lewandovski, que na fase inicial havia votado com a acusação, mudou de opinião e explicou por que. Afirmou que os autos mostravam o que nem todos haviam percebido: o ministério publico manipulou provas, escondendo aquelas que não convinham, mostrando aquelas que interessavam. Lewandovski também lembrou que a situação poderia ser comparada a do cidadão que suborna um guarda de trânsito ao ser apanhado pela Lei Seca. Mesmo que tenha dividido o pagamento da propina em duas prestações, estamos falando de um crime só. 
Numa intervenção bem meditada, Marco Aurélio Melo lembrou que a acusação contra o bispo Rodrigues formava um conjunto, que incluía desde o acordo de campanha do PL – partido do vice presidente José Alencar – passando por duas votações no Congresso e o pagamento em dinheiro. Para sublinhar o absurdo de ignorar as outras provas e condenar o ex-deputado pelo pagamento da última prestação, Marco Aurélio fez a pergunta que não quer calar: “se não tivesse havido o último pagamento, não teria havido corrupção?”

Ninguém estava discutindo a absolvição do ex-deputado Rodrigues. Não se pretendia dizer que não era culpado. O que seria era uma pena justa, de acordo com os autos e as leis em vigor na época em que os fatos ocorreram. 

(A retomada dos trabalhos foi acompanhada pelas conversas de que o julgamento está se prolongando demais. Eu acho que tempo é um critério da política, que tem seus calendários eleitorais, e também da TV, onde novelas duram entre três ou quatro meses, conforme o Ibope. Considerando que 37 réus estavam sob julgamento, e que muitos deles foram condenados a penas duríssimas, que não se aplicam no Brasil nem em casos de tortura, sequestro seguido de morte, parricídio ou infanticídio, temos menos de 2 sessões por cabeça. É até pouco do ponto de vista da preservação dos direitos individuais, vamos combinar).

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

GLOBO É ACUSADA DE CRIME ELEITORAL POR EDIÇÃO DO JN

GLOBO É ACUSADA DE CRIME ELEITORAL POR EDIÇÃO DO JN

Movimento dos Sem-Mídia, presidido por Eduardo Guimarães, protocola ação contra a Rede Globo em razão dos 18 minutos dedicados ao especial sobre o mensalão, após o horário eleitoral gratuito; emissora comandada por Ali Kamel (dir.), que nunca se recuperou da edição do debate entre Lula e Collor em 1989, é acusada de partidarismo
24 DE OUTUBRO DE 2012 ÀS 11:15
247 – A edição de ontem do Jornal Nacional, que dedicou 18 minutos a um especial sobre o mensalão, logo após o horário eleitoral gratuito, pode ter infringido a Lei Geral das Eleições. Comandada por Eduardo Guimarães, a ONG Movimento dos Sem-Mídia, decidiu entrar com representação contra a Globo junto à Procuradoria Geral Eleitoral e ao Ministério das Comunicações, acusando a emissora da família Marinho, comandada pelo jornalista Ali Kamel, de agir de forma partidária, assim como ocorreu em 1989, na edição do debate entre Lula e Fernando Collor. Leia abaixo:
ONG representará contra Jornal Nacional na PGE e no Minicom
Até a insuspeita Folha de São Paulo notou a cobertura desproporcional, ilegal e até criminosa que o Jornal Nacional fez da sessão de terça-feira (23.10) do julgamento do mensalão. Segundo a matéria em tela, o telejornal gastou 18 dos 32 minutos de sua edição de ontem com esse assunto. Abaixo, o texto da Folha.
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FOLHA DE SÃO PAULO
24 de outubro de 2012
‘JN’ dedica quase 20 minutos a balanço do julgamento
DE SÃO PAULO
O “Jornal Nacional” da TV Globo, programa jornalístico mais assistido da televisão brasileira, dedicou ontem 18 dos 32 minutos de sua edição a um balanço do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal.
O telejornal exibiu oito reportagens sobre o tema, contemplando desde o que chamou de “frases memoráveis” proferidas no plenário do STF às rusgas entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandovsky, respectivamente relator e revisor do processo na corte.
O segmento mais “quente” do telejornal, dedicado às notícias do dia (debate do tamanho das penas e a decisão de absolver réus de acusações em que houve empate no colegiado) consumiu 3min12s.
O restante foi ocupado pelo resumo das 40 sessões de julgamento.
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Há, ainda, um agravante. O assunto foi ao ar no JN imediatamente após o fim do horário eleitoral, que, em São Paulo, foi encerrado com o programa de Fernando Haddad. E tem sido assim desde que começou o segundo turno – o noticiário do mensalão é apresentado pelo telejornal sempre “colado” ao fim do horário eleitoral.
O objetivo de interferir no pleito do próximo domingo em prejuízo do Partido dos Trabalhadores e dos outros partidos aliados que figuram na Ação Penal 470, vem sendo escancarado. Ontem, porém, essa prática ilegal chegou ao ápice.
A ilegalidade é absolutamente clara. Para comprovar, basta a simples leitura da Lei 9.504/97, a chamada Lei Geral das Eleições, que, em seu artigo 45, caput, reza que:
Caput – A partir de 1o de julho, ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário, conforme incisos:
III – Veicular propaganda política, ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus orgãos ou representantes;
IV – Dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;
V – É vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário, veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente (…)
Apesar de a Globo poder alegar que estava apenas reproduzindo um fato do Poder Judiciário, a intenção de usar as reiteradas menções dos ministros do Supremo Tribunal Federal ao Partido dos Trabalhadores é escancarada ao ponto de ter virado notícia de um jornal absolutamente insuspeito de ser partidário desse partido.
Conforme reza a lei, é vedada prática da qual o JN abusou, ou seja, fazer “Alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente”. Ora, de dissimulado não houve nada. O PT foi citado reiteradamente pela edição do JN de forma insistente e por espaço de tempo jamais visto em uma só reportagem.
A Lei Eleitoral recebe interpretação pela Justiça Eleitoral, ou seja, ela julga exatamente as nuances das propagandas, dos programas em veículos eletrônicos e até mesmo na imprensa escrita e na internet.
O uso de uma concessão pública de televisão com fins político-eleitorais também viola a Lei das Concessões, cujo guardião é o Ministério das Comunicações.
Diante desses fatos, comunico que a ONG Movimento dos Sem Mídia, da qual este blogueiro é presidente, apresentará, nos próximos dias, representações à Procuradoria Geral Eleitoral e ao Ministério das Comunicações contra a TV Globo por violação da Lei Eleitoral, com tentativa de influir em eleições de todo país.
Detalhe: será pedido ao Minicom a cassação da concessão da Rede Globo por cometer crime eleitoral
Por certo não haverá tempo suficiente de fazer a representação ser apreciada por essas instâncias antes do pleito, mas isso não elidirá a denunciação desse claro abuso de poder econômico com vistas influir no processo eleitoral. Peço, portanto, o apoio de tantos quantos entenderem que tal crime não pode ficar impune.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

“Um olho no gato e outro no peixe”.


É muito importante instruir a nossa militância para agir com astúcia. Do outro lado, milhares de dos cargos comissionados de vários órgãos da Prefeitura, com a perspectiva de perda dos seus postos de Trabalho. Eu assisti pessoas com 50 / 60

anos, “bandeirando” na praia e no Campo de S. Bento, até 14 h.
É próprio, que não hajam com razão. Desta forma, precisamos evitar ao máximo, os confrontos, vaias e baixarias. A campanha é vitoriosa e o outro lado não tem mais nada a fazer, a não ser estragar a festa.
A tendência da militância é adotar o comportamento do candidato que apoia. Se o candidato é educado, agindo com urbanidade e bom senso, como o HADAD e o RODRIGO, a militância se manifesta ordeira e pacífica.
Mas se o candidato é agressivo, mal educado, hostil, como o Serra e Felipe Peixoto, a militância atuará desta forma e até de forma mais violenta.
Nesta reta final, falta muito pouco. O comportamento da militância deverá ser de manutenção, mas com atenção, como se diz na Ponta d`Areia, até domingo é “um olho no gato e outro no peixe”.

domingo, 21 de outubro de 2012

HORÁIO DE VERÃO PARA NITERÓI


HORÁIO DE VERÃO PARA NITERÓI

 

Vocês Verão - Transformarei o “Mergulhão” num piscinão, com água azulzinha. Você está preso num engarrafamento, poderá dar um mergulho re-fres-can-te...

Vocês Verão, a CLIN ineficiente, será transformada em CLIMA, uma empresa moderna, que vai reciclar o papelão e transforma-lo em ventarolas, melhorando o clima e distribuídas grã-tui-ta-men-te..

Vocês Verão a saúde 24 horas, um posto em cada bairro. Abrindo, como diz o nome, a meia-noite. Com isto eliminaremos as intermináveis filas, pois ninguém, ninguém mesmo vai a médico nesse horário...

Vocês Verão, banho de luz, nas nossas praias, teremos principalmente à noite, cabines com potentes holofotes de LED, para você, que se desejar evitar as águas sempre poluídas, tomar um banho de luz com a sua família, na maior tran-qui-li-da-de...

Vocês Verão, eu criarei o Portal da Transparência, nas entradas da nossa cidade, mas que de tão transparente, só poderá ser vistos, pelas pessoas honestas e sem qualquer envolvimento com o Mensalão.

O  inédito Portal da Transparência será a maior obra do meu governo e uma homenagem ao escritor dinamarquês dinamarquês Hans Christian Andersen, que escreveu a Fábula A - roupa -nova -do -rei  .

PSOL e o Voto Nulo

A pregação do voto nulo é um equívoco e uma insensatez. O PSOL que conquistou 18% dos votos em Niterói teria de ter um posicionamento claro para o 2º turno. Se Lula e o PT ficassem explorando a agenda negativa do PSDB de FHC, o desemprego certamente ainda estaria nos "espanhóis 20%” e o salário mínimo seria US$ 50.
.Algumas pessoas tem um certo medo de confrontar as posições contra a falecida Convergência Socialista e hoje o PSOL. Eu não.
Lembro-me dessas posições, há 22 anos, no Sind. dos Rodoviários de Niterói, quando este liderou duas greves gerais. Filiou-se a CUT e tinha o 2º maior salário p/ Motoristas do País.
Por sinal, lembro aos parlamentares do PSOL, que o artº 624 da CLT, continua vigendo, contra os trabalhadores e não vejo nenhuma ação deste partido para defenestrá-lo.
Naquela época, um Motorista recebia 5 SM, coisa hoje de R$ 3.650 atuais e um cobrador R$ 2.190 ou 3 sal. Mínimos.
Veja as contradições, que este partido está metido pelo Brasil a fora.
Macapá, Belém, Z. Oeste no Rio e a grotesca afirmação de uma liderança do PSOL a favor do Serra (da Privatização) que estamos enterrando em SAMPA com a eleição do HADDAD.
O PSOL levou cetenas de mandatos do PT e não os devolveu (O mandato pertence ao partido) e aí como fica? Em Niterói foram 2 vereadores. Mudou? Agora não?
Em Niterói, estamos enterrando o ciclo do JRS, mas enquanto isso, o pai de fulano, Vota no Felipe Peixoto. A mãe gosta do Filipinho, que foi “amiguinho” dos seus filinhos.
Ou então o Voto NULO
Tô de saco cheio, nas redes sociais, eu votei 50, mas voto no Felipe Peixoto por causa do Mensalão.
Assume logo essa porra, que vão votar no Felipe Peixoto, não fica de sacanagem.
A Babá de fulano vota no Felipe Peixoto.
Falar em Indústria naval? Se não fosse o Lula, o pessoal ainda estaria esperando um “Gato na Pedra” nesta segunda feira.
(antigamente na Ponta d Areia, os trabalhadores desempregados, ficavam esperando os capatazes "gatos", nos muros do Quartel da PM, Pedra na Barão do Amazonas, para realizar pequenos bicos, na Bahia, em Santa Catarina, em Pernambuco, etc.).
Claro que o Partido que tirou a Indústria Naval da MERDA, pode receber contribuições de campanha. Qual o problema? Que ilação é esta? Que suspeição?
Você sabia que a sogra do candidato e suplente do Candidato do PSOL, vota no Felipe Peixoto?
Assume logo, que uma parte vai ficar com o candidato do JORGE ROBERTO SILVEIRA.
SAIAM DO ARMÁRIO. Assumam logo o Felipe Peixoto, porra.
Mas se não mudarem a postura urgentemente, os 18% de votos do Serafim, vão virar pó como os 6.5 milhões de Heloisa Helena míngou para 800mil de Plínio.
E.T. – O Valor do Salário do Motorista da Prefeitura de Itaocara será de 5 salários Mínimos, sem tergiversações, por favor, estou de olho.
Celso Sá "o Burguês".

sábado, 20 de outubro de 2012

A Pesquisa e o Cientista Político

IBPS dá 49,4% para petista e 32% a Felipe. Na Vox Populi, os percentuais são de 47% contra 34%.
Enquanto isso num clima de velório, no Comitê do Candidato do Século XXI, um cientista político “double” de marqueteiro, fazia uma palestra com base nos números das pesquisas divulgadas.
Cientista Político - Pessoal, vamos levantar a cabeça, é só um pesquisa, eleição só daqui a 8 dias.
Esta pesquisa do IBPS dá 49,4% para petista e 32% a Felipe, claro que está inflada. É do pessoal do bancário, da CUT não tem a mínima confiabilidade.
Na pesquisa do Vox Populi, os percentuais são de 47% contra 34%, uma diferença de 13%. Nós vamos dispensar as margens de erro.
Bom, com 13%, nós precisamos tirar uma diferença de 34.965 votos em 7 dias de campanha se projetados os 268.965 de votos válidos.
O que é 34.965 votos em 7 dias dá 4.965 por dia, ou 208 por hora. Viu como está ficando mais fácil.
Um Assessor preocupado – Mas o Sr. Dividiu por 24 horas não foi?
Cientista Político - É aí que nós vamos dar a nossa virada, com estes números este pessoal do Mensalão, vai dormir, vai pro bar, se entupir de cerveja.
Nós, que temos compromisso com a vitória, não sairemos da rua, campanha 24 horas. O povo começará ver a mudança, saúde 24 horas, controle de encostas 24 horas, banheiro 24 horas, campanha eleitoral 24 horas.
Cientista Político - Mas observem que estes 208 votos é um número menor que 4 votos por minuto.
Vocês não acham que nós todos aqui, toda a campanha tem condições de ganhar 4 votos por minuto?
Sim ou Não?
A plateia em êxtase – Sim, Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmm.
Cientista Político - E eu tenho uma surpresa pra vocês, nos próximos dias teremos aqui, o Senador Álvaro Dias, o Governador Alkimin, Caiado e Kassab.
São só 4 votos por minuto, até a vitória. Pessoal...
Já nesta madrugada, um pessoal fantasiado de 12, vagava como zumbis pelas ruas da cidade..

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O GLOBO novamente dá espaço para "esquerdas" que se prontifiquem a criticar o PT.
A afirmação do Freixo é parecida com a dos velhos "coronéis" da política, falando diante do seu "curral" eleitoral.
Num acesso de prepotência, concluiu acer

tadamente que os 113 mil eleitores que votaram BRANCO, NULO OU SE ABSTIVERAM, rejeitaram os projetos dos dois candidatos. Mas erra Freixo, POIS REJEITARAM TODOS OS CANDIDATOS, inclusive o Serafin do PSOL.
Achar que os 49 mil votos do PSOL, especificamente, serão o divisor de águas, é um delírio, pois eleição não é uma ciência exata, não tem esta lógica.
Poderia ter comentado, por exemplo, pq o Serafim ñ atingiu a votação da H. Helena em 2006 (56 mil) ou os votos "oposicionistas” de Marina que venceu Dilma em Niterói (106 mil x 100 mil) foram para onde.
Pois daria para eleger uns vereadores do PV, elegeu apenas o Daniel com 1.169 votos, com uma aliança heterogênea de Verdes, Comunistas e Peixinho.
O concreto é que o FP tem que tirar 1.320 votos por dia, desde hoje 2ª feira.
FP não fez qualquer proposta que atraia este 1/3 do eleitorado.
No pior dos mundos, O Rodrigo não venceria, o FP perderia sempre.
Pegar o Cesar Maia no precipício para desfilar na Gavião Peixoto é dose para Mamute, em período de gestação.
De fora, acho que o FP está querendo perder, achando que não é a hora.
PDT / Niterói , quem diria , hem ?


Afinal que PDT está disputando a Prefeitura de Niterói ?
O agressivo , que faz o jogo da direita, alia-se a Cesar Maia, Serra e toda a corja ? Ou o PDT de Brizola, Darcy e Pasqualini, que sempre protagonizaram diferenças entre PT X PDT, mas que sempre se respeitaram mutuamente e sempre foram parceiros, contra a Globo, e toda esta direita raivosa e golpista ?
Brizola vivo, duvido que esse rapaz ,

chegasse a tanto. O PDT do FP tem que decidir, é situação no Min. do Trabalho com o Ministro Brizola Neto ou vai se alinhar definitivamente com a direita golpista, que sempre foram inimigas tanto do PT de Lula quanto do PDT de Brizola. Na minha modesta opinião, não acho que a Prefeitura de Niterói, valha 60 anos de resistência.

Menos Paulo, menos.





A posição do PSOL nas eleições de Niterói é um EQUÍVOCO. A sua
Legítima postulação à Presidência da Câmara, desfoca o principal embate, que é a eleição do Prefeito da cidade em 2º turno.
O PSOL obteve em NITERÓI 18,4 % dos votos válidos p/ Prefeito, uma parte significativa do eleitorado.
Em BELÉM, o PSOL com EDMILSON, obteve 32%, mas o PSDB do SERRA, que estamos enterrando em SAMPA, obteve 30%.
Ora o que fez o PT, cara de paisagem? Isso não é comigo? Lancei meu candidato, se o povo não quis votar, paciência? NÃO.
O PT COM SEUS MAGRINHOS 3% EM BELÉM, ESTÁ APOIANDO O SEU PRÓPRIO DETRATOR, o PSOL, com seus magros 3%, incomparáveis aos 18 do PSOL em Niterói. Isto é REPUBLICANO!
LEIA A DECLARAÇÃO DO SEU CORRELIGIONÁRIO E IGUALMENTE EX-PETISTA, À TV LIBERAL (DO SISTEMA GLOBO NO PARÁ).
JORNALISTA –
Agora nesse segundo turno, o senhor já recebeu apoio de dois partidos, entre eles o PT. Eu lhe pergunto: não é contraditório o senhor receber apoio de um partido do qual é dissidente, o Partido dos Trabalhadores?
Edmilson Rodrigues: Contraditório para os opositores, os adversários, que diziam que eu era isolado. hoje eu tenho a presidente da república dizendo "governa e terás meu apoio, terás recursos para obras de infraestrutura, para construir hospitais", e a prefeitura entra com a contrapartida. Essa é a sinalização de ministros, do poder federal, de deputados, de vereadores eleitos inclusive na coligação do adversário, que hoje estão no meu palanque, me apoiando. E é uma honra mostrar que, quando você tem história, tem compromisso com a justiça social, as pessoas sérias, honestas, elas se aproximam. Não são dois...
Qual seria o verdadeiro PSOL, PEG?
O de Macapá, que recebe apoio público da coligação “Macapá Melhor” (DEM-PTB-PSDB-PRP)?
O De Belém, que se prepara para governar os 1,5 de belenenses?
O de São Paulo, em que o seu candidato a Presidente, PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO, com toda sua biografia, vira cabo eleitoral do “falecido” Serra?
O de Niterói, que fica em “cima do muro” esperando a melhor oportunidade para dizer: “EU NÃO DISSE?”.
Sua campanha para Presidência da Câmara de Niterói é legítima, mas extemporânea, ainda mais quando seu partido se omite do debate final de forma a meu ver, IRRESPONSÁVEL.
No mais , o PSOL como mostramos, é um partido contraditório, multi facetado, como tantos outros no Brasil. Um partido que nasce de uma contradição à máxima de que os mandatos pertencem ao Partido. NENHUM DISSIDENTE DO PT ENTREGOU SEU MANDATO AO SAIR PARA O PSOL.
Não costumo acreditar em boatos, mas em Niterói, comenta-se que a posição do PSOL de neutralidade é só fachada, pois poderiam estar apoiando o candidato do JRS por “baixo dos panos”.
Eu não acredito nisso, mas a comparar com a surpreendente posição do Camarada Plínio apoiando o SERRA, ficamos assim: "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay".
A pedidos estamos reativando esse Blog!

Ass: Celso Sá