sábado, 11 de junho de 2011
Mensagem ao Governador
Proibir aviãozinho de propaganda, proibir exibição de faixa, marcar reunião e desmarcar, escamotear a sua responsabilidade dizendo que quem solta é a Justiça Militar, é simplesmente ridículo. Imagine-se como Lula, que tinha as Forças Armadas, PF e jamais usou-as contra o povo. Volte atrás, Brizola já voltou, Covas já voltou, Lula já voltou quando resolveu apoiar Eduardo Paes. Ouça o seu Pai, ouça a razão, ouça a sociedade. Construa um Plano de Carreira para os Bombeiros, o soldado ganha os R$ 2.000 e as patentes mais altas não estouram o orçamento. Com R$ 2.000 para ser apenas o 10º salário no Brasil !Tô de olho, gás de pimenta no pessoal do Morro do Bumba, gás nas famílias dos bombeiros. Na história do Movimento Sindical o sr. ganhou o seu lugar, junto com a ditadura e o massacre e V.Redonda, FHC e os Petroleiros. Para começar, pague a mesma gratificação do BOPE e do CORE até a conclusão do Plano de Carreira. Será que o Sr. vai querer fazer Copa com esta situação não resolvida ? Está cada vez mais difícil eu justificar o meu voto no Sr. Obrigado, Celso Sá
domingo, 5 de junho de 2011
Bombeiros
Falta autoridade moral ao Governador, que em dezembro passado teve seu salário reajustado de R$ 13 mil para R$ 18 mil. Até Benedito Valadares há 70 anos em Minas, numa greve dos trabalhadores da Rede Mineira de Viação (ferroviários), optou por mandar um trem pagador a um outro cheio de policiais. Pagar 30 reais por dia a um profissional que salva vidas é um absurdo. Um vendedorde picolé ganha mais do que isso sem arriscar a vida.
Governador quanto ganha um "pompier" em Paris ?
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Polêmica sobre o LIvro Didático
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Haddad: críticas têm 'viés fascista'
| O Globo - 01/06/2011 |
BRASÍLIA. O ministro da Educação, Fernando Haddad, saiu ontem em defesa do livro didático "Por uma vida melhor" (Editora Global), distribuído pelo governo, este ano, a turmas de educação de jovens e adultos. Ele disse que os ataques à obra têm "viés fascista", já que a maioria das críticas parte de pessoas que não teriam lido o texto. O livro de língua portuguesa, destinado ao ensino fundamental, suscitou polêmica por dizer que seria correto falar com erros de concordância. "Estamos vivendo uma pequena involução" Haddad participou de audiência pública na Comissão de Educação do Senado. E comparou o procedimento de quem critica sem ler à atitude dos nazistas. - Há uma diferença entre o Hitler e o Stalin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam os seus inimigos, mas o Stalin lia os seus livros antes de fuzilá-los. Nós estamos, portanto, vivendo uma pequena involução. Estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler - declarou. A menção a Hitler e Stalin fez parte de uma resposta ao líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), que havia criticado o livro didático. Mais cedo, Dias afirmara que uma corrente do Partido Comunista soviético, na época em que Stalin chegou ao poder, tentara impor uma nova língua, que acabou barrada pelo próprio ditador. Para o senador, a obra distribuída pelo MEC faria algo semelhante, induzindo o Brasil a adotar uma variante popular da língua portuguesa. - Eu entendo que a escola está ensinando a falar errado - disse Dias. O livro "Por uma vida melhor" foi elaborado pela ONG Ação Educativa. No capítulo "Escrever é diferente de falar", o texto diz: "Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar os livro?" Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico." O ministro sugeriu aos senadores que apresentassem propostas de melhoria do programa do livro didático, inclusive com a aprovação de lei para disciplinar seu funcionamento. |
DISCUSSÃO SOBRE LIVRO DIDÁTICO SÓ REVELA IGNORÂNCIA DA GRANDE IMPRENSA
POLÊMICA OU IGNORÂNCIA?
DISCUSSÃO SOBRE LIVRO DIDÁTICO SÓ REVELA IGNORÂNCIA DA GRANDE IMPRENSA
Marcos Bagno
Universidade de Brasília
Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia páginae saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos doque eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentementeconvencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no
mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de
petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da
variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem
transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os
alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro,
com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu
modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela – devidamente fossilizada e conservada
em formol – que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de
comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.
Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro doconjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantados para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.
A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em
perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o
branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.
Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se
originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido
como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da
candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).
Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais
distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa nãosignifica automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los aomundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz
parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da
gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é
dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-la
TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assiti ao filme,
que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três
gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em quea defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe
devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?
Polêmica sobre o LIvro Didático’
Arquivo da categoria ‘Debate 07: Polêmica sobre o LIvro Didático’
Debate 07: POLÊMICA SOBRE O LIVRO DIDÁTICO (texto recebi por e-mail que circula na rede)
21/05/2011Abralin comunica que se pronunciará em relação à polêmica do livro didático. Ainda hoje, encaminharemos a várias assessorias de imprensa um posicionamento. Estamos também negociando com um jornal de veiculação nacional a publicação de uma matéria paga. Adiantamos, abaixo, aos nossos associados, o texto que resume o posicionamento da Abralin. Entendemos que estamos assim retratando adequadamente o pensamento dos linguistas. Por questões práticas, esse texto ainda pode sofrer cortes.
Língua e Ignorância
Nas duas últimas semanas, o Brasil acompanhou uma discussão a respeito do livro didático Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, distribuída pelo Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Diante de posicionamentos virulentos externados na mídia, alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA – ABRALIN – vê a necessidade de vir a público manifestar-se a respeito, no sentido de endossar o posicionamento dos linguistas, pouco ouvidos até o momento.
Curiosamente é de se estranhar esse procedimento, uma vez que seria de se esperar que estes fossem os primeiros a serem consultados em virtude da sua expertise. Para além disso, ainda, foram muito mal interpretados e mal lidos.
O fato que, inicialmente, chama a atenção foi que os críticos não tiveram sequer o cuidado de analisar o livro em questão mais atentamente. As críticas se pautaram sempre nas cinco ou seis linhas largamente citadas. Vale notar que o livro acata orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) em relação à concepção de língua/linguagem, orientações que já estão em andamento há mais de uma década. Além disso, não somente este, mas outros livros didáticos englobam a discussão da variação linguística com o intuito de ressaltar o papel e a importância da norma culta no mundo letrado. Portanto, em nenhum momento houve ou há a defesa de que a norma culta não deva ser ensinada. Ao contrário, entende-se que esse é o papel da escola, garantir o domínio da norma culta para o acesso efetivo aos bens culturais, ou seja, garantir o pleno exercício da cidadania. Esta é a única razão que justifica a existência de uma disciplina que ensine língua portuguesa a falantes nativos de português.
A linguística se constituiu como ciência há mais de um século. Como qualquer outra ciência, não trabalha com a dicotomia certo/errado. Independentemente da inegável repercussão política que isso possa ter, esse é o posicionamento científico. Esse trabalho investigativo permitiu aos linguistas elaborar outras constatações que constituem hoje material essencial para a descrição e explicação de qualquer língua humana.
Uma dessas constatações é o fato de que as línguas mudam no tempo, independentemente do nível de letramento de seus falantes, do avanço econômico e tecnológico de seu povo, do poder mais ou menos repressivo das Instituições. As línguas mudam. Isso não significa que ficam melhores ou piores. Elas simplesmente mudam. Formas linguísticas podem perder ou ganhar prestígio, podem desaparecer, novas formas podem ser criadas. Isso sempre foi assim. Podemos ressaltar que muitos dos usos hoje tão cultuados pelos puristas originaram-se do modo de falar de uma forma alegadamente inferior do Latim: exemplificando, as formas “noscum” e “voscum”, estigmatizadas por volta do século III, por fazerem parte do chamado “latim vulgar”, originaram respectivamente as formas “conosco” e “convosco”.
Outra constatação que merece destaque é o fato de que as línguas variam num mesmo tempo, ou seja, qualquer língua (qualquer uma!) apresenta variedades que são deflagradas por fatores já bastante estudados, como as diferenças geográficas, sociais, etárias, dentre muitas outras. Por manter um posicionamento científico, a linguística não faz juízos de valor acerca dessas variedades, simplesmente as descreve. No entanto, os linguistas, pela sua experiência como cidadãos, sabem e divulgam isso amplamente, já desde o final da década de sessenta do século passado, que essas variedades podem ter maior ou menor prestígio. O prestígio das formas linguísticas está sempre relacionado ao prestígio que têm seus falantes nos diferentes estratos sociais. Por esse motivo, sabe-se que o descon hecimento da norma de prestígio, ou norma culta, pode limitar a ascensão social. Essa constatação fundamenta o posicionamento da linguística sobre o ensino da língua materna.
Independentemente da questão didático-pedagógica, a linguística demonstra que não há nenhum caos linguístico (há sempre regras reguladoras desses usos), que nenhuma língua já foi ou pode ser “corrompida” ou “assassinada”, que nenhuma língua fica ameaçada quando faz empréstimos, etc. Independentemente da variedade que usa, qualquer falante fala segundo regras gramaticais estritas (a ampliação da noção de gramática também foi uma conquista científica). Os falantes do português brasileiro podem fazer o plural de “o livro” de duas maneiras: uma formal: os livros; outra informal: os livro. Mas certamente nunca se ouviu ninguém dizer “o livros”. Assim também, de modo bastante generali zado, não se pronuncia mais o “r” final de verbos no infinitivo, mas não se deixa de pronunciar (não de forma generalizada, pelo menos) o “r” final de substantivos. Qualquer falante, culto ou não, pode dizer (e diz) “vou comprá” para “comprar”, mas apenas algumas variedades diriam ‘dô’ para ‘dor’. Estas últimas são estigmatizadas socialmente, porque remetem a falantes de baixa extração social ou de pouca escolaridade. No entanto, a variação da supressão do final do infinitivo é bastante corriqueira e não marcada socialmente. Demonstra-se, assim, que falamos obedecendo a regras. A escola precisa estar atenta a esse fato, porque precisa ensinar que, apesar de falarmos “vou comprá” precisamos escrever “vou comprar”. E a linguística ao descrever esses fenômenos ajuda a entender melhor o funcionamento das línguas o que deve repercutir no processo de ensino.
Por outro lado, entendemos que o ensino de língua materna não tem sido bem sucedido, mas isso não se deve às questões apontadas. Esse é um tópico que demandaria uma outra discussão muito mais profunda, que não cabe aqui.
Por fim, é importante esclarecer que o uso de formas linguísticas de menor prestígio não é indício de ignorância ou de qualquer outro atributo que queiramos impingir aos que falam desse ou daquele modo. A ignorância não está ligada às formas de falar ou ao nível de letramento. Aliás, pudemos comprovar isso por meio desse debate que se instaurou em relação ao ensino de língua e à variedade linguística.
Maria José Foltran
Presidente da Abralin
Secretaria Abralin/Gestão UFPR 2009-2011
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Efeito Orloff
No último domingo, 22, uma avalanche passou por cima do PSOE (Partido Socialista Espanhol). Se no passado o PSOE foi beneficiado pelo atentado de 2004 nos trens de Madri, a taxa atual de desemprego em torno de 25% sendo que destes mais de 40 % são jovens até os 26 anos, é neste momento a catástrofe anunciada. Os socialistas espanhóis estão distante do povo mais sofrido, e não tem respostas para grande parte do povo espanhol que acreditou nos ideais socialistas.
Faço este comentário pois vejo semelhanças entre a situação espanhola e brasileira. Se no Brasil não vivemos a situação de crise econômica como na Itália , Portugal, Grécia e Espanha, as soluções para o povo das nossas periferias está muito demorada.
Nós governamos os recursos federais, que são repassados aos governos estaduais e municipais. O nível de comprometimento destas forças políticas com os nossos ideais é próximo de zero. Temos neste momento a discussão sobre o Código Florestal, o transporte no estado do Rio, as habitações na cidade do Rio de janeiro e Niterói, com ênfase na questão das invasões em Campo
Grande quando tivemos que acionar a Polícia Federal.
Distanciado das bases, podemos sofrer uma “tsunami”igual ao do PSOE”. Temos que reformular as nossas práticas e toda a estrutura de comunicação do PT com a base.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O Código Florestal
Não aceito este tipo de patrulhamento irresponsável. Quem votou sim, votou a proposta do PT. O partido, no caso o PT e sua Presidenta tem uma posição bem clara e neste caso bem discutida. Fazer joguinho para mídia e para os coleguinhas do mandato e da corrente é puro mal caratismo. A nossa Presidenta já afirmou que vai vetar os artigos deste código que signifiquem a derrota do meio ambiente. Não gosto de deputado valume, que no bônus está com o governo, no ônus pula fora.
O PT não é uma "franching", onde cada um pega o seu mandato e saí por aí fazendo os seus acordos. O PT é a maior ferramenta para a defesa do trabalhador brasileiro e o maior partido da América Latina, não à moda "Francenildo Pereira", pois o é no voto, conquistado um a um nas ruas, do nosso povo, da classe trabalhadora deste país.
NÃO FUNDAMOS ESTE PARTIDO , PARA FAZER POLITICAGEM E ARRUMAÇÃO. QUEM NÃO ESTIVER CONFORTÁVEL, VÁ PARA JUNTO DOS EX-COMPANHEIROS DO PSOL, PSTU, PPS. CHEGA DE OPORTUNISMO. BASTA !
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O BANQUEIRO
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
O Futuro Faquir !
Estamos dsta forma , realizando todos os exercícios possiveis. Aqui algumas dicas publicadas na Revista Saúde:
Família
Perca peso todo dia
Entenda como pequenas mudanças de hábitos diários podem ajudar você e toda a família a emagrecer, combater o ócio e, de quebra, prevenir as doenças cardiovasculares
por Ivan Alves
A manufatura da roda revolucionou a vida do ser humano. A criação da circunferência tinha um princípio básico: reduzir a quantidade de esforço empregado pelo homem em algumas das atividades diárias. Desde então tem sido assim: século após século, a rotina é transformada por inventos que facilitam todo tipo de tarefa, seja no preparo de um café da manhã ou em uma operação bancária entre contas de diferentes continentes.
Tanta facilidade, no entanto, pode ter reflexos negativos no organismo. Em uma era onde tudo é remoto ou automático, a mobilidade do homem é pouco ou nada exigida. A medicina declara o sedentarismo como um dos principais inimigos da saúde. O movimento é um mecanismo que desencadeia uma série de reações no organismo, essenciais para que o corpo funcione corretamente. Além disso, são poucos os que têm uma dieta regrada. O excesso de calorias consumidas, combinado com a estagnação física, resulta no ganho de peso, catalisador de muitos malefícios ao nosso bem-estar.
"Ser saudável é uma combinação de nutrição equilibrada, movimentação física e uma boa noite de sono", ensina Páblius Staduto Braga da Silva, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho. A importância das atividades físicas não é novidade para nenhum leigo. O problema é que poucos podem ou estão dispostos a dedicar algumas horas do dia para os exercícios.
ABAIXO O SEDENTARISMO
De acordo com José Kawazoe Lazzoli, especialista em Cardiologia e em Medicina do Esporte e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), essas mudanças de atitude compõem um conceito que surgiu na década de 1980, a partir de estudos epidemiológicos que mostraram a redução da taxa de mortalidade geral e cardiovascular associada a um maior gasto energético. "Esse conceito é denominado lifestyle exercise, ou seja, o exercício como um estilo de vida. Baseia-se na noção de que é necessário acumular gasto energético e que esse acúmulo pode ocorrer ao longo do dia".
Segundo Páblius da Silva, qualquer mudança de hábito que faça um indivíduo se movimentar mais será benéfica. Uma pessoa adulta com cerca de 70 kg de peso pode consumir de 1.500 a 2.000 calorias por dia. Esse valor varia individualmente, determinado por características físicas e metabólicas. A equação, então, é simples: quem consome mais energia do que gasta, ganha peso. Outro fator envolvido nessa conta se refere justamente às atividades manuais que realizamos. "Elas que estimulam a queima de calorias", ensina Silva. Por isso, mesmo os movimentos mais simples, como levantar-se para trocar de canal, ajudam no combate ao sedentarismo.
Um estudo de 1986, envolvendo quase 17 mil ex-alunos da Universidade de Harvard, nos EUA, comprovou que um gasto energético semanal igual ou superior a 2.000 kcal estava associado à redução do risco de mortalidade geral e por motivos cardiovasculares. Outra pesquisa da mesma instituição, essa de 1993, mostrou uma taxa 22% menor de mortalidade geral em indivíduos que caminhavam pelo menos nove milhas (14,48 km) por semana, quando comparados aos que percorriam menos de três milhas (4,82 km) por semana. O artigo mostrou, ainda, que pessoas que subiam mais de 55 lances (com 10 degraus) de escadas em sete dias apresentaram mortalidade geral 33% inferior em relação àquelas que enfrentavam menos de 20 lances de escada no mesmo período.
É HORA DE MUDAR
Cada pessoa que opta por mudanças pequenas deve respeitar suas características físicas. "Em primeiro lugar, ela deve se sentir bem, sem cansaço excessivo, até que seu corpo se adapte a essa carga. Depois de algum tempo, o praticante terá mais facilidade para realizar essa atividade e, se quiser, poderá aumentar a intensidade ou a frequência. Uma pessoa pouco acostumada aos exercícios, mas que decide usar a escada para subir andares de um prédio, pode percorrer parte do percurso a pé e o restante pelo elevador", aconselha Silva.
Lição assimilada, pense no seu dia e por onde começar. Tudo é estratégia. Veja os benefícios de cada atividade e elabore seu plano para vencer a luta contra a balança.
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Cozinhar
88 kcal em 30 minutos*
Use a força motora para preparar suas deliciosas receitas. Deixa a batedeira de lado no preparo de um bolo e esqueça o espremedor, use a mão para preparar o suco de laranja de manhã. Crie uma regra na cozinha: nada de eletrônicos no preparo de alimentos. O tempo ideal para esta atividade é de 30 minutos.
Kcal/min = 3
Caminhar moderadamente
131 kcal em 30 minutos*
O carro sempre deve ser considerado um artigo de luxo, utilizado apenas para percorrer grandes distâncias. Caminhe sempre que possível. Vale ir a pé à padaria ou até mesmo descer do ônibus alguns pontos antes do real destino. A distância ideal por dia (somada ida e volta) é de 2,5 km, a uma velocidade de 5 km/h. Caso seu destino fique mais próximo, faça um caminho mais longo ou dê voltas a mais no quarteirão para chegar ao local.
Kcal/min = 4
Pedalar
50 kcal em 10 min*
Outro caso em que o veículo automotor deve ser preterido. Na bicicleta são trabalhados os músculos dos membros inferiores e superiores. Pedalar 3 km por dia, a 20 km/h, atinge a meta diária, mas se puder, estique o tempo de atividade. Use-a sempre que possível. Há até quem use a magrela para ir ao trabalho todos os dias. Esses têm inúmeros benefícios.
Kcal/min = 5
Aposente o controle remoto
2 kcal por minuto*
Levantar-se para trocar de canal não queima uma quantidade significativa de energia, mas certamente ajudará a manter o sedentarismo longe de você. As pessoas, geralmente, se encorajam a fazer outra atividade uma vez que abandonam a posição confortável que o sofá oferece.
Cuidar do jardim
420 kcal em 1 hora*
Escavar, carregar terra, cortar madeira, podar e semear. Cada uma dessas tarefas de jardinagem tem a taxa de gasto calórico semelhante. Manter plantas e flores sempre bonitas envolve um combinado de movimentos potentes para queimar energia, recurso ideal para aqueles que querem perder peso e têm paixão por essa atividade.
Kcal/min = 5 a 7
Subir escada
50 kcal por dia*
Abandone o elevador e vá de escada. Se você trabalha ou mora no sexto andar, por exemplo, que tal sair do elevador alguns andares antes, somando 15 degraus por dia? Essa mudança representa 5 minutos diários subindo escadas, com um gasto de até 50 kcal. Porém, os benefícios começam a partir de 10 minutos diários, ou 30 andares.
Kcal/min = 10
Descer escada
37,5 kcal por dia*
A dica é semelhante para quem vai do térreo para cima, mas, por exigir menos esforço, o gasto energético é menor. Você pode, então, adotar uma estratégia diferente para queimar mais calorias. Para atingir 5 minutos de atividade, você deve descer, em média, cerca de 20 andares por dia.
Kcal/min = 4~
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Voltar a pé do supermercado
47 kcal em 10 min na volta*
Nesse caso, além do benefício da caminhada, o percurso de volta terá um consumo de calorias levemente maior, motivado pelo peso extra das sacolas (carregando 11,25 kg). Por isso, programe-se para ir mais vezes ao estabelecimento. Só não exagere nos quilos das embalagens para não ter dores nos ombros ou na coluna.
Kcal/min = 5
Beber água
4 kcal por minuto*
Em vez de encher uma garrafinha de água, tome um copo por vez, medida que o obrigará ir mais até o bebedouro? Os efeitos começam partir de 10 minutos de atividade, mas este é mais um recurso contra o sedentarismo.
Dançar
105 kcal em 30 minutos*
Jazz, samba, rock, salsa, reggae... não importa: na balada ou em casa, dançar é um dos melhores recursos para queimar calorias com mais intensidade. Além de ser extremamente prazeroso, você ainda pode contar com companhia para perder peso.
Kcal/min = 4
Limpar o chão
58 kcal em 15 minutos*
Vale esfregar, varrer ou passar o aspirador de pó. Lembre-se que um chão brilhante significa muitas calorias a menos.
Kcal/min = 4
Lavar a louça
58 kcal em 20 minutos*
Se você não preparou a refeição, nada de ir para o sofá assistir novela ou futebol.
Kcal/min = 3
UM DIA DEPOIS...
Se você está dentro do perfil de cálculo (adulto com 75 kg) e optar em subir e descer escadas, ir a pé à padaria, preparar o jantar sem uso de eletrônicos, brincar com seu filho, passear com o cachorro, lavar a louça (ou varrer a casa) e cuidar do jardim no seu dia, você terá queimado mais de 1.000 kcal somente com essas atividades.*
* O gasto calórico representa 1 hora da atividade.
COMO GASTAR AINDA MAIS CALORIAS
Para quem quer entrar em forma com mais rapidez, a recomendação é conciliar as pequenas mudanças de hábitos com os exercícios tradicionais, aeróbicos e de musculação. "Essas atividades físicas aumentam o gasto energético", fala José Kawazoe Lazzoli.
* As taxas de queima de calorias descritas na matéria são variáveis. O cálculo foi feito com base em um indivíduo adulto com peso de 75 kg, sob condições de esforço moderado. Quanto maior a exigência física para realizar a atividade, como caminhar em ladeiras, por exemplo, maior será o gasto calórico. Consultoria: Páblius Staduto Braga da Silva, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, em SP.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Partidos de Massas e de Quadros
Todo mundo sabe que nunca houve, em nossa história, um partido como o PT. Isso quer dizer que nunca haverá outro igual?
É certo que, idêntico a ele, não teremos nenhum, pois as condições de seu surgimento e consolidação foram únicas e não se repetirão. Como ensinavam os clássicos, os fatos históricos, quando acontecem pela segunda vez, tornam-se farsa.
Daí não se deduz, no entanto, que partidos políticos com alguma semelhança com o PT sejam impossíveis no Brasil. Porque teriam que ser?
É tradicional, na ciência política, a distinção entre partidos “de quadros” e “de massas”, defendida, no início dos anos 1950, por Maurice Duverger. Embora longe de ser exaustiva, é uma classificação que ajuda a entender os tipos mais relevantes de partidos que existem nas democracias.
Para ele, os partidos de quadros apareceram antes. Formaram-se a partir da reunião de pessoas ilustres, que compartilhavam opiniões e se dispunham a atuar em conjunto na vida política. Enquanto as instituições democráticas modernas, como o sufrágio universal, ainda engatinhavam, eles articulavam individualidades, mas de forma tênue. Sua organização era incipiente, cobravam pouco em termos disciplinares e não eram homogêneos na ideologia.
Caracteristicamente, valorizavam a qualidade e não a quantidade de afiliados. O típico partido de quadros decidia “en petit comité”, em volta de uma mesa (de preferência tomando um bom vinho), deliberando com calma, sem a presença perturbadora das multidões. Neles, “militantes” são figuras retóricas.
Os partidos liberais e conservadores, mundo afora, costumam ser desse tipo. Sua burocracia é irrelevante e serve apenas para assessorar os notáveis. Não existe uma “máquina partidária” que faça exigências.
Partidos de massa, para Duverger, vieram mais tarde, especialmente a partir da expansão do sindicalismo, fenômeno característico do fim do século XIX. Eles nasceram quando grandes contingentes da população perceberam que só conseguiriam atingir metas comuns e alcançar reivindicações através da participação política estruturada. Cresceram com a força da militância.
Seu próprio tamanho fez com que tivessem que ser mais organizados, disciplinados e coesos. Pelas mesmas razões, precisavam de burocracias internas, para fazer funcionar a “máquina” e se dedicar às tarefas de proselitismo e recrutamento de filiados. O tamanho não era tudo, mas era essencial. Tomavam suas decisões em convenções, onde as maiorias tinham que ser (às vezes duramente) construídas.
Não é difícil reconhecer nossos partidos atuais nesses tipos. Na verdade, salvo exceções menores (de partidos que pretendiam ser de massas e que sequer chegaram a ser de quadros, como a quase totalidade dos “nanicos”), o que temos é uma ampla oferta de organizações partidárias de notáveis (ou pseudo-notáveis) e uma só de massas.
Curiosamente, os primeiros estão em dificuldades (salvo os poucos onde o sistema político enxerga haver lideranças emergentes significativas, como o PSB de Eduardo Campos) e o único partido de massas vai bem. Depois de fazer três presidentes, crescer no Legislativo e mostrar que tem cacife para ficar mais tempo no poder, o PT esbanja saúde aos 30 anos.
Ser um partido de massas, em sentido muito próximo do literal, pode não ser a única razão de seu sucesso. Mas o completo desenraizamento dos partidos da oposição, a começar pelo PSDB, é, com certeza, uma das causas de suas dificuldades.
O que fizeram tucanos e companheiros nos últimos 8 anos para mudar a situação? O que tinham feito nos 8 em que foram governo? O que estão fazendo agora? Muita coisa pode ter lhes faltado, mas não o tempo. Nos mesmos 20 anos, o PT virou um partido grande e, para muitas pessoas, um grande partido.
Hoje, na oposição, as discussões são travadas entre opiniões pessoais, na base do “eu acho isso” e “eu acho aquilo”. É assim que encontrarão o Brasil sem voz, que Fernando Henrique quer representar? É possível que o PSDB nunca venha a ser um legítimo partido de massas, mas está na hora de deixar de ser de um partido de quadros tão limitado.
Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
