A agua necessária produzir 1 kg. de alimento . Poderia contribuir para a 'caixinha dos royalties" Trigo: 1.300 litros
Milho: 900
Arroz: 3.400
Carne de frango: 3.900
O aniversário dos Supermercados Guanabara, no ano passado, fez a alegria de clientes que aproveitaram os descontos, mas os congestionamentos no trânsito por conta das promoções desagradaram à Prefeitura de Niterói. Em 2010, logo após o início da campanha de preços baixos, o prefeito Jorge Roberto Silveira alterou o Código de Posturas da cidade, o que, ontem, fez com que a loja de Niterói ficasse fechada por boa parte da manhã.
A abertura da loja da Avenida Marquês de Paraná foi embargada pela Secretaria municipal de Segurança e Controle Urbano na terça-feira. Segundo o secretário Wolney Trindade, as promoções provocaram um caos no trânsito. Na manhã de ontem, a rede conseguiu uma liminar que permitiu o funcionamento.
O EXTRA teve acesso a documentos apresentados pelo Guanabara à prefeitura, que informavam sobre o evento e o aumento no movimento diário para 12 mil pessoas — normalmente, recebe oito mil clientes —, cumprindo a legislação alterada em virtude do aniversário de 2010. A rede ainda pagou R$ 20 mil à Empresa Pública de Trânsito (NitTrans) para custear horas extras de agentes de controle de tráfego.
‘Ilegal e arbitrário’
Para a juíza Angélica dos Santos Costa, que concedeu a liminar ao Guanabara, o supermercado seguiu as normas para a realização do evento. Para ela, o embargo foi "ilegal e arbitrário". Na decisão, a magistrada alegou que não seria "lícito ao município transferir a deficiência, a inoperância e a incapacidade suas de gerir o trânsito local ao evento produzido pelas empresas privadas".
Segundo a prefeitura, a rede deixou de cumprir o Decreto 10.816/2010, que exige a apresentação de um parecer técnico sugerindo soluções para minimizar os impactos no trânsito. Por isso, recorrerá da liminar.
O Guanabara afirmou que, ao obter o "nada a opor" da prefeitura, concluiu que os documentos apresentados bastariam. A rede, porém, alega ter contratado uma empresa para elaborar o parecer, que deverá ser entregue hoje. Ontem, foi acordado que o estacionamento da loja ficará fechado até o término do estudo.
Só de madrugada
A alternativa para que o trânsito em Niterói não seja prejudicado pela campanha de aniversário do Guanabara seria que os preços mais baixos fossem oferecidos somente a partir das 20h. A ideia é do secretário municipal de Segurança e Controle Urbano, Wolney Trindade.
— A promoção da rede inviabilizou o trânsito na cidade. Trouxe problemas para os hospitais Antônio Pedro e Azevedo Lima e para a UPA do Fonseca, que não conseguiram sair com suas ambulâncias. Propus ao supermercado que faça essas promoções especiais das 20h às 6h, para não haver problemas no trânsito — explicou Trindade.
Normalmente complicado por conta das obras para a construção de um mergulhão, o tráfego no Centro de Niterói ficou mais confuso na manhã de ontem, quando clientes fecharam um trecho da Avenida Marquês de Paraná, usando carrinhos do supermercado.
— Se o prefeito (Jorge Roberto Silveira) tem dinheiro e pode sustentar a família dele fazendo compras em supermercado caro, ótimo. Mas nós, que ganhamos um salário mínimo, não temos muitas opções — reclamou a dona de casa Ariana Conceição, de 25 anos.
Grávida de oito meses, Roseana Ferreirinha, de 30, aguardou a abertura da loja por quase quatro horas:
— Tem gente que precisa da promoção. É ridículo proibir a população de comprar barato por causa do trânsito.
Medida exagerada
O engenheiro de Transportes Fernando Mac Dowell considerou um exagero a Prefeitura de Niterói embargar a abertura do supermercado.
— É a mesma coisa que fechar o Sambódromo ou impedir a realização do Rock in Rio. A culpa não é do supermercado, mas da falta de preparo do poder público. Isso é questão de engenharia. A prefeitura é responsável por enviar guardas para organizar a fluidez do trânsito — opinou o professor e doutor em Engenharia de Transportes da UFRJ.
O professor da Engenharia da Uerj José Guerra afirmou que a presença de guardas impedindo a formação de fila dupla poderia ter minimizado o problema, mas não eliminaria os congestionamentos.
Publicada em 25/09/2011 às 17h49m
Gabriel MascarenhasRio - Comprar um ingresso para o Rock In Rio significa estar disposto a encarar eventuais contratempos, próprios de um evento que reúne 100 mil pessoas por dia. A recompensa é assistir sua banda favorita de perto ou, pelo menos, numa boa localização. Nem sempre. A área exclusiva para portadores de necessidades especiais é suspensa, mas fica à extrema direita do palco principal, o que prejudica a visibilidade. É comum ver cadeirantes deixarem o local para se misturar à plateia.
- Antes de vir, mandamos um email com dúvidas para a organização. Não recebemos resposta. Chegamos na Cidade do Rock e perguntamos a oito pessoas onde era o lugar para deficientes. Ninguém sabia. Quando enfim descobrimos, foi decepcionante. Vamos ver os shows muito mal. Não custava nada fazer um anexo ao lado da área VIP, que fica em frente ao palco. Minha mulher está revoltada - protestou o paulista Samer Pereira da Silva, que, por conta de uma fratura no tornozelo, está se locomovendo de cadeira de rodas.
Samer também encontrou dificuldades para se movimentar no Terminal Alvorada, na Barra:
- O piso é impraticável, não tem rampas. Tiveram que me levar no colo até o ônibus.
Desinformação e falta de ônibus adaptados são outras críticas dos deficientes. Robson Rodolfo, que veio de São José dos Campos com a mulher e a filha, encontrou os primeiros obstáculos na Rodoviária Novo Rio. Cansado de tentar obter informações sobre como fazer para encontrar um ônibus comum que os levasse à Cidade do Rock, pegou três passagens de R$ 18 num coletivo de turismo.
- Do jeito que o esquema de transportes foi divulgado, achei que ia gastar R$ 2,50 por pessoa, mas ninguém sabia me dizer nada. E mesmo assim, pagando R$ 18 pela passagem, o ônibus não era adaptado. Tive que ser carregado pelo motorista para dentro do coletivo - contou Robson, que elogiou o fato de não precisar enfrentar filas e ter saltado perto da Cidade do Rock.
Seminário de Mobilidade Urbana na Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Objetivo : Avaliação da Mobilidade Urbana em toda região, discussão e encaminhamento de ideias e soluções, estabelecimento de um Fórum permanente para discussão do tema.
Alvo : Público em Geral, com ênfase nos trabalhadores de baixa renda , trabalhadores informais, desempregados, idosos, aposentados, cegos, pessoas com deficiência , inclusive visual.
Painéis :
Ônibus : Tarifa, Regularidade nos Horários, Horário na Madrugada, Rodoviários, Passe Livre p/ Desempregados, Ônibus Bagageiro, Acessibilidade, Segurança, Situação do Equipamento, BRT,Concessões, Poluição, Índice de Participação no Sistema de Transporte Público.
Trem : Tarifa, Regularidade nos Horários, Horário na Madrugada, Ferroviários, Passe Livre p/ Desempregados, Trem Bagageiro, Acessibilidade, Bicicletas, Segurança, Situação do Equipamento, VLT, Concessões Poluição, Índice de Participação no Sistema de Transporte Público.
Metro : Tarifa, Regularidade nos Horários, Metroviários, Passe Livre p/ Desempregados, Acessibilidade, Situação do Equipamento, Bicicletas, Concessões, Poluição, Índice de Participação no Sistema de Transporte Público. Segurança,
Barcas: Tarifa, Regularidade nos Horários, Horário na Madrugada, Marítimos, Passe Livre p/ Desempregados, Barca , Segurança, Bagageira, Bicicletas, Acessibilidade, Situação do Equipamento, Concessões Poluição, Barcas p/ S.Gonçalo, Índice de Participação no Sistema de Transporte Público.
Van : Tarifa, Regularidade no Sistema, Horário na Madrugada, Rodoviários, Passe Livre p/ Desempregados, Van Bagageira, Acessibilidade, Situação do Equipamento, Concessões Poluição, Índice de Participação no Sistema de Transporte Público , Segurança,
Bonde: Tarifa, Regularidade nos Horários, Horário na Madrugada, Ferroviários, Passe Livre p/ Desempregados, Bonde Bagageiro, Acessibilidade, Situação do Equipamento, Concessões Poluição, Índice de Participação no Sistema de Transporte Público, Segurança,
Táxi : Tarifa, Situação do Equipamento, Autonomias e Diárias, Poluição, Segurança,.
Teleférico Tarifa, Regularidade nos Horários, Horário na Madrugada,, Passe Livre p/ Desempregados , Acessibilidade, Situação do Equipamento, Poluição, Condições de Ampliação do Sistema ..
A Pé : Situação das Calçadas, Equipamentos Urbanos ( frades , orelhões), Iluminação Pública, faixas de Pedestre, Tempo dos Sinais de Trânsito, Vale Transporte, Arborização.
Bicicletas: Federação de Ciclismo, Associação Transporte Ativo , Bicicletas Amazonas.. O papel da Bicicleta no Transporte
PAC da Mobilidade : Infraestrutura, Passarela ou Passagem de Nível,
Entidades / Associações / Parlamentares
Asso c. de Moradores : Alma, Santa. Teresa, Paquetá, Famerj,Faferj, Associação Brasileira dos Usuários de Transporte
Sindicatos : Ferroviários, Metroviários, Engenheiros, Médicos, Marítimos ?, Rodoviários, Taxistas
Dieese, Crea-RJ, Clube de Engenharia, OAB, Associação dos Médicos Ortopedistas do Rio de Janeiro ,
Associação Brasileira Cegos , Andef,, Assoc. Proteção a Infância e ao Idoso
Parlamentares e Afins : Comissão de Transporte da ALERJ, Comissão de Transporte Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, Gabinete Gilberto Palmares ( Barcas), Gabinete Vereador Reimont, Gabinete Senador Lindeberg Faria.
O Seminário funcionaria durante dez meses, colocando um tema por mês. Teria caráter itinerante entre as instituições que desejassem hospedar os colóquios.
Um Fórum de Entidades seria criado durante a discussão, para assinar as proposições, bem como acompanhar o encaminhamento às autoridades, assim como as providências em curso.
Desejável uma página na Internet para divulgação dos debates e conclusões. As instituições mais tradicionais seriam convidadas a contribuir com homens/hora para a realização das diversas tarefas.
A constituição de um grupo executivo de caráter colegiado iria dirigir os trabalhos.
O Fórum poderia buscar via instituições, patrocínio para suas ações.
Óbvio que tanto o Seminário quanto o Fórum, seriam apartidários, sendo vedada a participação de Partidos Políticos na sua direção.
celsosapt@gmail.com
Mais uma tragédia envolvendo o transporte na Região Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro. Desta vez envolvendo o bonde de Santa Teresa, com cinco mortos e cinco dezenas de feridos. este acidente entra na lista dos fatos negativos envolvendo turistas na cidade, como o assalto com fuzis a uma van que transportava estrangeiros no gasômetro nesta semana ou ao turista francês Charles Damien Pierson, de 24 anos, que despencou do alto dos Arcos da Lapa, devido ao alambrado que faz esta proteção não estar fixado adequadamente, em junho passado.
Ontem foi o bonde, amanhã o trem, depois o metro e em seguida as barcas, acompanhando os acidentes com ônibus de todos os dias. Na verdade, falta uma grande discussão nacional sobre Mobilidade Urbana. Neste acidente com o bonde, são de igual teor as declarações do Secretário de Transporte, da Assoc. de Moradores de S. Teresa, dos antigos funcionários dos bondes em agosto de 2009, há exatos dois anos atrás. O que falta então?
Para os bondes há um relatório do Crea-RJ, que transcreveremos a seguir, para as barcas, a CPI presidida pelo Deputado Gilberto Palmares e que contou com a colaboração do Crea-RJ é suficiente. Para os trens e Metro os relatórios até da AGESTRANP, sempre condescendente são suficientes.
Não podemos conviver com passageiros andando sobre trilhos, composições do Metro sem energia ou avariadas, com resgate deficiente. Soma - se a esta situação, o estado precário dos ônibus, pois tendo como parâmetro o Edital para modernização da frota lançado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, nenhum dos atuais ônibus ou caminhões encaroçados, circularia.
Adicionamos infelizmente, ao continuo decréscimo do estado de mobilidade urbana, o estado das calçadas, a falta de iluminação nas vias, escadas rolantes desligadas no Metro e na Supervia, passageiros na chuva para pegar as barcas.
Em recente matéria no RJ TV, a Sra.. Ana Rosa da Univ. Corporativa do Transporte, UCT, declarou que faltam três mil motoristas no estado. Se faltam três mil motoristas, pelo menos 1 . 500 ônibus, sem contar o período da madrugada não estão circulando.
Se não faltam tantos ônibus assim, pior, pois significa que estão dobrando, 4 a 5 horas a mais da jornada de oito horas, todos os dias. E porque razão? No passado recente um motorista recebia cinco salários mínimos, cerca de três mil reais. Hoje, os antigos, estão com R$ 1.300 (dois S.M.) e os iniciantes com R$ 950. Mas a tarifa é a mesma, mesmo sem cobrador.
Para falar um pouquinho dos táxis, em recente fiscalização, entre 20 e 40% dos táxis foram reprovados. Mantida a média, para uma frota de 36 mil táxis, teríamos cerca de sete mil táxis irregulares. Nesta semana um falso taxista foi preso com estrupador.
Qualquer solução de gabinete, só vai agravar o problema da Mobilidade Urbana, como a decisão pelo BRT da Barra, quando a opção sobre trilhos é a mais duradoura, segura e adequada.
A questão da Mobilidade Urbana, não tem solução mágica. É um processo que envolve as autoridades, as empresas, os sindicatos, a população, a s associações comerciais, etc.