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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Caso Celso Daniel: deem um fim à ignomínia e à infâmia

Caso Celso Daniel: deem um fim à ignomínia e à infâmia
Publicado em 19-Nov-2010
Novamente volta ao noticiário o julgamento dos réus acusados de seqüestrar e assassinar Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP), filiado e militante do PT, coordenador do programa de governo na campanha do presidente Lula em 2002, provavelmente - para não dizer, seguramente - futuro ministro. Grande amigo e companheiro de todos nós, vítimas como ele de um crime covarde e bárbaro. Foram feitos dois inquéritos, ou seja, duas investigações pela polícia civil do governo tucano de São Paulo. Os segundos (inquérito e investigação) ocorreram a pedido dos irmãos de Celso, com promotor e delegado praticamente escolhidos a dedo para assegurar a isenção e eficiência das apurações. Os dois concluíram por crime comum e apontaram os responsáveis pelo seqüestro e assassinato, repito vil e covarde, de Celso.
Novamente volta ao noticiário o julgamento dos réus acusados de seqüestrar e assassinar Celso Daniel, prefeito de Santo André (SP), filiado e militante do PT, coordenador do programa de governo na campanha do presidente Lula em 2002, provavelmente - para não dizer, seguramente - futuro ministro. Grande amigo e companheiro de todos nós, vítimas como ele de um crime covarde e bárbaro.

Foram feitos dois inquéritos, ou seja, duas investigações pela polícia civil do governo tucano de São Paulo. Os segundos (inquérito e investigação) ocorreram a pedido dos irmãos de Celso, com promotor e delegado praticamente escolhidos a dedo para assegurar a isenção e eficiência das apurações.

Os dois concluíram por crime comum e apontaram os responsáveis pelo seqüestro e assassinato, repito vil e covarde, de Celso. No entanto, agora, sem base nenhuma em fatos, evidências provas e indícios, novos ou velhos e desconsiderando o inquérito e os autos do processo, um promotor abusando de sua autoridade volta a falar em crime político e procura envolver o PT numa suposta associação entre o crime e o desvio de recursos para o partido.

Francisco Daniel retratou-se dessa acusação

Quem fez essa acusação foi Francisco Daniel, irmão de Celso, agora secundado por Bruno Daniel, o outro irmão. Eu processei Francisco, já que ele dizia que ouvira do hoje Chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho a informação de que recursos oriundos de contribuições ilegais de empresas da cidade com contratos com a prefeitura eram enviados ao PT e que foram entregues a mim - ele fala de R$ 1,2 milhão. Gilberto nega isso.

Depois de anos consegui levar Francisco, como se diz, às barras do tribunal. Ele retratou-se em juízo, retirou as acusações, inocentou-me. A sentença do juiz é pública, está à disposição da imprensa. Mas, toda vez que o assunto é retomado, eu sou obrigado a protestar já que a midia não deu nenhum destaque à retratação de Francisco, apesar do amplo destaque dado durante anos à calúnia contra mim.

Como acontece agora, de novo, quando o primeiro réu é condenado justamente pelo crime de seqüestro e assassinato e a midia volta a dar destaque não aos dois inquéritos e investigações que concluíram por crime comum, nem à retratação de Francisco, mas novamente às calúnias do promotor.

Bruno Daniel implorou-me para não pocessar seu irmão

Já as declarações de Bruno Daniel não passam de uma repetição das afirmações que seu irmão fez e depois se retratou. Aliás, Bruno me procurou no 2º turno das eleições presidenciais de 2002 implorando para eu não processar seu irmão Francisco.

Declarou-me que o irmão, na verdade por razões políticas e por necessidades financeiras tinha sido induzido a montar a farsa de uma suposta confissão de Gilberto Carvalho para atingir o PT. Infelizmente eu, de boa fé, acreditei nas nobres intenções de Bruno.

O mesmo Bruno, dois anos depois foi depor na CPI dos Bingos, aquela farsa montada pelos tucanos e pelo então PFL, comandada pelo hoje desmoralizado e derrotado senador Efraim Moraes (DEM-PB), numa tentativa de recriar a farsa do crime político e da corrupção do PT para tentar nos envolver no seqüestro e assassinato do Celso.

Atentam contra a memória e a história de Celso

O fato é que tragicamente, com objetivos políticos, articulados com o tucanato e contando com a conivência de parte da mídia, os irmãos de Celso Daniel continuam tentando atingir seu partido, sua memória e seus companheiros. Os tucanos, aliás, usaram a questão ainda agora na última campanha, num vale tudo na tentativa de assassinar de novo Celso Daniel.

Somos vítimas e não réus - nós e o PT. Celso Daniel é um patrimônio do partido. Com ele perdemos parte da história do PT e de nossas vidas. É preciso dar um basta a essa ignomínia e infâmia montadas em cima de sua história e de sua memória.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Zé deu um show de lucidez

O Zé Dirceu deu um show de lucidez ao ser entrevistado no Programa Roda Viva da Tv Cultura na noite desta segunda feira. Cinco contra um, não ficou pergunta, ilação ou pegadinha sem resposta. A lamentar o despreparo de jornalistas, que repetem a pauta já esgotada nestas eleições, dos temas que mais parecem fuxicos da Revista Contigo, tipo usou helicóptero na campanha do seu filho, você é consultor ou lobista ?
Mas quando perguntado sobre economia, reforma política, política externa, deu uma verdadeira aula, e que poder de síntese.
Em Tempo : A TV Cultura é controlada pelo Governo de São Paulo, e foi por esta razão que demitiu o antigo mediador Heródoto Barbeiro a pedido do Serra que não gostou do modo como foi tratado.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma dá 1ª exclusiva para Record






terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nenhuma exclusiva para Globo

Foi um bom início, a exclusiva da Globo foi mantida , mas não foi a primeira. A Record antecipou a Globo. Agora precisamos diminuir os anúncios no PIG. O quadro acima, refere-se a nossa preocupação postada anteriormente.


domingo, 15 de novembro de 2009

Jose Dirceu no CREA-RJ

O ex-Ministro José Dirceu falará nesta segunda feira n CREA-RJ, rua Buenos Aires , 40, Rio de Janeiro, a partir das 18:30 h.
Considerado uma das maiores lideranças do PT, o Zé, como é carinhosamente chamado, estará colocando suas palavras para uma plateia de admiradores, que entre os quais me incluo. É pelo seu blog e nas centenas de palestras e entrevistas durante o ano inteiro, que José Dirceu continua exercendo o seu papel de bússola para uma grande parcela da esquerda no nosso país, mas com boa influência além das fronteiras nacionais. Seja bem vindo Zé !

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Como o PSDB se tornou sucursal da mídia

RIZOMA BEATRICE
O Grupo Beatrice apoia o Governo LULA e a radicalização da democracia brasileira. Dezenas de listas alimentam o blog. O nome do grupo é uma homenagem ao personagem de Sarah Polley no filme "No Such Thing" de Hal Hartley. /// "Não devemos esquecer: votando nele, votamos em nós mesmos, já que Lula avisou: sozinho, nada poderá fazer. Com Lula no poder, estamos todos condenados à criatividade: condenados a inventar o futuro!" Augusto Boal
Terça-feira, Outubro 20, 2009

Como o PSDB se tornou sucursal da mídia
José Serra, o homem que terceirizou a
estratégia política para os jornais

Do Blog do Nassif

Como o PSDB se tornou sucursal da mídiaContinua a piada pronta.

Segundo matéria da Folha, a Casa Civil informa que na hora da tal reunião com Lina Vieira ela, Dilma, estava com o presidente da República e não participou de reunião alguma. Lina diz, em depoimento no Senado, que não houve reunião em 9 de outubro porque estava em São Paulo. Ambas – casa Civil e Lina (no Senado) informam que houve reunião na Casa Civil para tratar do tal encontro dos CEOs.

E, depois de pesar todos os elementos, o ponderado senador Arthur Virgílio encerra o samba do crioulo doido com uma frase lapidar:

“Devido ao surgimento de novas e irrefutáveis provas é imprescindível a presença da ex-secretária”, disse o líder do partido, Arthur Virgílio (AM).

Desde que a agenda política passou a ser comandada pelas manchetes do circuito Folha-Veja-Globo, a oposição só afunda. Criou-se um mundo virtual totalmente dissociado da realidade, auto-referenciado, sem auto-crítica, com esse nível de “provas novas e irrefutáveis”.

Esse fenômeno ainda há de ser estudado e, no futuro, considerado o maior engano já produzido por uma liderança política no país: José Serra, o homem que terceirizou a estratégia política para os jornais.

O que esteve por trás dessa imprudência é o seguinte.

No mano-a-mano, a oposição perde a batalha da comunicação para Lula. Decide, então, curvar-se a essa realidade, deixar de lado o “feeling” político próprio – por não confiar nele – e terceirizar a estratégia comunicação para quem presumivelmente entende e comanda o processo: a mídia. Assim, a parte mais sensível de uma campanha política, a formação da imagem foi substituída pelo exercício fácil de atender às demandas da mídia e deixar o trabalho por sua conta e risco.

Antes, os estrategistas políticos eram pessoas como Tancredo Neves, Tales Ramalho, Ulisses. Na era Serra foram substituídos pelo Ali Kamel (!), Merval (!), o Otavinho (!), o Roberto Civita (!), as colunistas políticas – que diariamente mandam orientações à oposição sobre como proceder, dão broncas quando acham que a oposição está desanimando, passam pito, ordenam isso e aquilo. E as lideranças aceitam de cabeça baixa, entram em todas as geladas que esse processo desembestado gera, criam até CPI da Petrobras e, depois que a empresa lança uma monumental campanha midiática, ficam órfãos, sem saber porque a mídia se desinteressou pelo tema, depois de obrigá-los a entrar na fria.

À falta de conteúdo político, de capacidade de compreensão do processo político, da incapacidade de discutir propostas ou modelos de país (porque exige ir além dos slogans e porque não faz parte da lógica midiática), esse pessoal adotou a agenda neocon – um modismo norte-americano que, no caso brasileiro, vinha pronto e embalado (criado pelo brilhantismo de Olavo de Carvalho e repetido por meia dúzia de papagaios). Um discurso restrito, de pouca ressonância, tornou-se hegemônico na mídia, não por convicção, mas por visão torta de mercado.

Não era mais a política comandando o discurso – como ocorreu com o PMDB de Ulisses, com o próprio Collor, com o mercadismo de FHC. Eram as criaturas de FHC, misturando slogans de mercado com slogans neocons e condicionando o discurso de um candidato a presidente da República, tendo como “timing” político e midiático apenas o escândalo do dia seguinte. Serra criou um exército de lobisomens (neoliberais + neocons + criadores de factóides) e passou a ser comandado por eles.

Como a mídia, seguramente, não estava à altura do desafio – e nem poderia estar, porque a lógica dos jornais é outra – criou-se essa mixórdia visceral, um debate circular em torno de Honduras, FARCs, cotas raciais, Venezuela, erros de português do Lula, Honduras, Bolsa Familia, Foro de São Paulo, FARCs, Moralez, erros de português do Lla, Hinduras, Cuba, Fidel… Meu Deus! Essa temátiuca só existe na cabeça deles e de leitores influenciáveis (e sem nenhuma relevância). Não há um ambiente minimamente esclarecido – sejam entre empresários, intelectuais – que tenha saco para entrar nesse jogo.

A oposição torna-se, então, massa de manobra da mídia. E, como se tornou partido político, a grande imprensa passou a fazer a única coisa que acha que sabe: fabricar escândalos, o tal priapismo midiático que os levou a um besteirol, em cima de factóides, poucas vezes visto na história da imprensa brasileira.

Serra conseguiu transformar um partido que já representou esperanças de mudança no país em sucursal da mídia. Não de um New York Times, mas da mídia brasileira.
Do Blog do Nassif: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/20/como-o-psdb-se-tornou-sucursal-da-midia/

Fracassomaníacos

A tese desenvolvida pelo PSDB, para o agrado da maioria, um fracasso, sem trocadilho...
Leiam Emir Sader, a seguir.

Publicado no blog do Emir
A invenção se deve às ironias com que FHC tentava desqualificar o debate. Conhecedor que era, se dedicou a essa prática, alimentada pelo despeito, o rancor e a inveja de ver seu sucessor se dar muito melhor do que ele. E os tucanos se tornaram os arautos da fracassomania, porque o governo Lula não poderia dar certo. Senão, seria a prova da incompetência, dos que se julgavam o mais competentes.
Lula fracassaria porque não contaria com a expertise (expressão bem tucana) de gente como Pedro Malan, Celso Lafer, Paulo Renato, José Serra, os irmãos Mendonça de Barros, entre tantos outros tucanos. O governo Lula não poderia dar certo, senão a pessoa mais qualificada para dirigir o Brasil – na ótica tucana -, FHC se mostraria muito menos capaz que um operário nordestino.
Por isso o governo Lula teria que fracassar economicamente, com a inflação descontrolada, a fuga de capitais estrangeiros, o “risco Brasil” despencando, a estagnação herdada de FHC prolongada e aprofundada, o descontentamento social se alastrando, as divergências internas ao PT dividindo profundamente ao partido, o governo se isolando social e politicamente no plano interno, além do plano internacional.
A imprensa se encarregou de propagar o fracasso do governo Lula. Ricardo Noblat, apresentando o livro de uma jornalista global, afirmava expressamente, de forma coerente com o livreco de ocasião, que “o governo Lula acabou” (sic). A crise de 2005 do governo era seu funeral, os urubus da mídia privada salivavam na expectativa de voltarem a eleger um dos seus para se reapropriarem do Estado brasileiro.
FHC gritava, no ultimo comício do candidato do seu partido, que havia relegado seu governo, com a camisa para fora da calça, suado, desesperado, “Lula, você morreu”, refletindo seus desejos, em contraposição com a realidade, que viu Lula se reeleger, sob o cadáver político e moral de FHC.Um jornalista da empresa da Avenida Barão de Limeira relatava o desespero do seu patrão, golpeando a mesa, enquanto dava voltas em torno dela, dizendo: “Onde foi que nós erramos, onde foi que nós erramos?”, depois de acreditar que a gigantesca operação de mídia montada a partir de uma entrevista a um escroque que o jornal tinha feito, tinha derrubado ao governo Lula.
Ter que conviver com o sucesso popular, econômico, social e internacional do governo Lula é insuportável para os fracassomaníacos. Usam todo o tempo de rádio, televisão e internet, todo o espaço de jornal para atacar o governo, e só conseguem 5% de rejeição ao governo, com 80% de apoio. Um resultado penoso, qualquer gerente eficiente mandaria a todos os empregados das empresas midiáticas embora, por baixíssima produtividade.
Como disse, desesperadamente, FHC a Aécio, tentando culpá-lo por uma nova derrota no ano que vem: “Se perdermos, são 16 anos fora do governo...” Terminaria definitivamente uma geração de políticos direitistas, entre eles Tasso, FHC, Serra - os queridinhos do grande empresariado e da mídia mercantil.
Se Evo Morales dá certo, quando o FHC de lá – o branco, que fala castelhano com sotaque inglês -, Sanchez de Losada, fracassou, é derrota das elites brancas, da mesma forma que se Lula dá certo, é derrota das elites brancas paulistanas dos Jardins e da empresa elitista e mercantil da Avenida Barão de Limeira.
Emir Sader é sociólogo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A quem pertence o mandato nos partidos políticos ?

O PT está errado

O partido devia ir à Justiça...

O partido devia ir à Justiça reivindicar os mandatos de quem trocou de legenda até 3 de outubro (sábado último), data limite para a troca de partido por aqueles que pretendem disputar eleição ou reeleição no ano que vem.
Balanço desse 3 de outubro indica que trocaram de partido nada menos que 31 parlamentares - 27 deputados e quatro senadores -, indiferentes à fidelidade partidária, ainda que imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral, quando deveria ter vindo por decisão do Congresso.O PSDB paulistano está certo ao decidir pedir de volta o mandato de Gabriel Chalita, o vereador da Capital mais votado no Brasil (mais de 102 mil votos) e que deixou o tucanato e filiou-se ao PSB para ser candidato a senador no ano que vem.
Não importa que razões invoquem os tucanos, se é ou não despeito pelo vereador ter deixado a legenda atirando contra as práticas políticas do governador e presidenciável José Serra (PSDB). Lei é lei. Ou tem fidelidade ou não tem
Assim como não existe meia gravidez, não existe meia fidelidade. Insisto na minha posição: mudou de partido, perde o mandato e o direito de se candidatar na próxima eleição. Só pode (só deveria) disputar na seguinte - os que mudaram agora, só deveriam concorrer nas eleições municipais de 2012.É o mínimo para que a lei tenha eficácia e seja respeitada. Leio, agora, que o líder do meu partido na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP) afirmou que por um princípio ético, os que mudaram deveriam devolver o mandato ao partido, mas este não tomará providências porque esses parlamentares - que trocaram de legenda - serão julgados pelo povo na eleição do ano que vem. Ele está certo quando advoga que quem deixa o partido tem que devolver o mandato; mas erra - e a legenda petista também - quando não defende que o PT vá à justiça reinvidicar o mandato que é do partido. Com isso, com esse comportamento, estimulamos a infidelidade como regra geral.

Fonte blog do Zé Dirceu. 06/10/2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Por que e a quem interessa paralisar obras estratégicas para o país?

Leia o artigo de

José Augusto Valente

Por que e a quem interessa paralisar obras estratégicas para o país?

Fundamentarei neste artigo as seguintes afirmações e juízos:
a) Não é necessário e, ao contrário, é ineficaz, a paralisação de obras públicas estratégicas para o país. Se o que se pretende é fazer com que a obra tenha um custo adequado, dentro dos princípios constitucionais, há outras penalidades que conseguem punir quem deve ser punido e, ainda recolocar o contrato nos eixos. Neste caso, além de se retomar padrões razoáveis na administração pública, não se penaliza os usuários, a região e o país, com o adiamento de obras vitais para eles.

b) Quanto à outra parte – a quem interessa a paralisação? – só pode ter duas respostas. A mais óbvia é “a ninguém”, pelos motivos expostos acima. A mais maquiavélica é “interessa a quem deseja que o governo não possa capitalizar politicamente os benefícios gerados pelas mesmas”.

c) Interessa ainda menos aos trabalhadores (e suas famílias) que serão demitidos em massa, com a paralisação de obras de grande porte, como as mencionadas nos recentes relatórios do TCU, num momento muito especial de retomada vigorosa do crescimento econômico e social do Brasil.

Vamos às fundamentações:O Tribunal de Contas da União – TCU é um órgão de assessoramento ao Congresso Nacional, em uma de suas principais atribuições que é a fiscalização do Poder Executivo. Os funcionários do quadro efetivo do TCU são do mais alto nível, aprovados em concursos considerados dos mais difíceis do país. O TCU, portanto, tem um quadro efetivo sobre o qual poucos questionamentos fariam sentido.

Entretanto, os Ministros do TCU, que são os relatores dos inúmeros processos que por lá tramitam, são indicados por critérios políticos. Por mais que eles procurem ser isentos – como se isso fosse possível – não há como fugir de interpretações eivadas de ideologia, valores e posicionamentos político-partidário das suas origens. Tudo isso faz parte do jogo e penso que é assim que tem que ser entendido o papel do TCU.

Na tramitação de um processo de fiscalização ou de auditoria de contas, há duas fases distintas que precisam ser bem compreendidas. A primeira, diz respeito ao trabalho exaustivo de apuração de informações, definição de juízo de valor, notificação aos dirigentes e elaboração de propostas de encaminhamento. Esse trabalho é fundamentalmente executado pelo quadro de funcionários efetivos do TCU.

A segunda, diz respeito ao juizo de valor do ministro-relator, que é feito em cima desse material produzido por funcionários qualificados. Relatórios do TCU, encaminhados ao Congresso Nacional para deliberação, muitas vezes, são instrumentos de utilização pela mídia, para fins de crítica contundente ao Governo em exercício, neste caso, ao Presidente Lula.

Até aí, como não somos ingênuos de pensar que a mídia é imparcial, também faz parte do jogo.A pergunta que precisa ser respondida e que somente a blogosfera independente tem autoridade para fazer é: porque e a quem interessa a paralisação de obras estratégicas para o país?Não quero discutir se o TCU tem ou não razão em emitir juizo de valor de que ocorreram irregularidades ou mesmo de que há fortes indícios de irregularidades.

Estou supondo que os juizos são bem fundamentados e fazem sentido. O que questiono é se faz sentido, ou melhor, se é melhor para o país paralisar uma obra estratégica em andamento, ou se haveria outras formas de encaminhar penalidades aos dirigentes e às empresas executoras que não impliquem em alto custo para o país.

A Ministra Dilma Roussef está certíssima em questionar esse ponto. Uma grande obra, ao ser paralisada (e temos inúmeros exemplos disso, no Governo Fernando Henrique Cardoso) tem como primeiro impacto impedir que os benefícios que essas obras trariam – para os usuários e para o desenvolvimento regional e nacional – sejam adiados sabe-se lá para quando. Há caso de obras paralisadas, como duplicações de rodovias, que prorrogaram os infortúnios e elevaram os custos de transportes de milhares de usuários por mais de cinco anos.

O segundo impacto refere-se à elevação substantiva do custo final da obra. Esse é o paradoxo que o TCU precisa resolver: no correto intuito de impedir o mal decorrente dos superfaturamentos e dos sobre-preços, que elevariam o custo final da obra, termina por produzir o mesmo mal, só que num patamar muito mais elevado, que é a elevação do custo final da obra. Isso porque desmobilizar e er-mobilizar uma obra acresce a essa um custo muito alto. Sem contar que, nos casos de obras rodoviárias, perde-se uma grande parte do realizado porque, como não foram concluídas as obras que protegeriam a infra-estrutura dos efeitos climáticos (chuvas, em especial), como revestimento final e drenagem, ao retomar a obra, muitos desse serviços precisam ser refeitos, acrescendo-se, então mais custos de retrabalho.

Reiterando: ao combater o mal, produz um mal ainda maior.Seja como for, espero ter fundamentado que não faz sentido algum a proposta de paralisação de obras, por supostas ou por constatadas irregularidades.Penso que o país espera que o Congresso Nacional seja sábio e encaminhe pela punição necessária e suficiente, para que as irregularidades ou indícios de irregularidades sejam corrigidos, sem prejudicar o povo brasileiro, especialmente os trabalhadores que serão demitidos.

(Fonte blog do Zé Dirceu)

sábado, 26 de setembro de 2009

Marina critica discurso de Lula na ONU sem ler !

Dona Marina, diante deste discurso, afirmar que o Companheiro Presidente perdeu o foco, das duas uma, a Senhora não leu ou leu e fez a afirmação para ganhar manchete. Como é mesmo aquela história do O GLOBO, em que a senhora disse que não criticou os programas sociais do seu ex-companheiro LULA ?

Cuidado, não vá pela cabeça do Sirquis, que ele é mestre em trapalhadas , certo ?
Abaixo o trecho sobre meio ambiente do discurso do Companheiro Presidente na ONU.

Preocupa-nos a resistência dos países desenvolvidos em assumir sua parte na resolução das questões referentes à mudança do clima. Eles não podem lançar sobre os ombros dos países pobres em desenvolvimento responsabilidades que lhes são exclusivas.

O Brasil está cumprindo a sua parte. Vamos chegar a Copenhague com alternativas e compromissos precisos. Aprovamos um Plano de Mudanças Climáticas que prevê a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020. Diminuiremos em 4,8 bilhões de toneladas a emissão de CO2, o que representa mais do que a soma dos compromissos de todos os países desenvolvidos juntos.

Em 2009, já podemos apresentar o menor desmatamento dos últimos 20 anos. A matriz energética brasileira é das mais limpas do planeta: Quarenta e cinco por cento da energia consumida no país é renovável. No resto do mundo apenas 12% é renovável, enquanto que nos países da OCDE essa proporção não supera 5%. Oitenta por cento de nossa eletricidade provém igualmente de fontes renováveis. Vinte e cinco por cento de etanol está misturado à gasolina que consomem nossos veículos. Mais de 80% dos carros produzidos no país têm motor flex, o que permite a utilização indiscriminada de gasolina ou álcool.

O etanol brasileiro e os demais biocombustíveis são produzidos em condições cada vez mais adequadas, sobretudo a partir do zoneamento agroecológico que acabamos de implantar, mandando para o Congresso Nacional.

Proibimos a cana-de-açúcar e as usinas de álcool em áreas de vegetação nativa. A decisão vale para toda Amazônia e nossos principais biomas.

O plantio da cana-de-açúcar não ocupa mais do que 2% de nossas terras agricultáveis. Distinto de outros biocombustíveis, ele não afeta nossa segurança alimentar nem compromete o equilíbrio ambiental. Empresários, trabalhadores e governo firmaram um importante compromisso para assegurar o trabalho decente nos canaviais brasileiros.

Todas essas preocupações fazem parte da política energética de um país autosuficiente em petróleo e que acaba de descobrir grandes reservas que nos colocarão na vanguarda da produção de combustíveis fósseis. Mas o Brasil não renunciará à agenda ambiental para ser apenas um gigante do petróleo. Queremos consolidar nossa condição de potência mundial da energia verde.

Por outro lado, deve-se exigir dos países desenvolvidos metas de redução de emissões muito mais expressivas do que as atuais, que representam mera fração do que é recomendado pelo Painel Inter-governamental para a Mudança do Clima.

Causa-nos também profunda preocupação a insuficiência dos recursos até agora anunciados para as necessárias inovações tecnológicas que preservarão o ambiente nos países em desenvolvimento.

A resolução desses e outros impasses só ocorre se as ameaças ligadas às mudanças climáticas forem enfrentadas a partir da compreensão de que temos responsabilidades comuns, mas diferenciadas.

Dona Marina, acho que com esta "mancada" a senhora poluiu a verdade, mas ainda cabe um desmentido, quem sabe ....

Marina na contra mão mundial, critica novamente o Lula

Para a senadora, o presidente "perdeu o foco" quando preferiu tratar sobre o golpe militar em Honduras
Agência Brasil

BRASÍLIA - A senadora Marina Silva (PV-AC) criticou nesta quinta-feira (24) a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. De acordo com a ex-ministra do Meio Ambiente, o presidente brasileiro "perdeu o foco" quando preferiu tratar sobre o golpe militar em Honduras em detrimento dos assuntos relacionados ao clima.


"Não estamos subtraindo a importância do que aconteceu em Honduras, mas o foco, a centralidade das discussões deveria ter sido aquilo a que se propôs o secretário-geral das Nações Unidas, que era discutir a questão do clima", afirmou Marina.

A senadora também ressaltou que o Brasil precisa ter uma proposta para levar a Copenhagen, onde ocorrerá em dezembro a Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas. Segundo ela, todos desejam que os líderes mundiais compareçam à conferência com planos de redução que levem em conta as emissões absolutas de dióxido de carbono de cada país e também as emissões históricas.

Fonte Agencia Brasil, 24/09/09.

O mandato pertence ao partido ou viramos um bando !

Temos o maior respeito à história da senadora Marina, no entanto , ela deveria se manter coerente e entregar o seu mandato de senador ao partido, tese que os fundadores do Partido dos Trabalhadores sabem muito bem o seu significado interno, pois tem as mesmas características da contribuição ao partido, o trabalho e a informação junto a militância.

Recentemente o TSE, confirmando esta questão, cassou os mandatos de deputados e vereadores que trocaram de partido. A senadora poderia pelo menos, oferecer a sua renúncia ao mandato ao PT, que através do seu Diretório Nacional decidiría se aceitaria ou não.

Da forma como fez, saiu pela porta dos fundos, como Gabeira, Heloisa Helena, Cristovão Buarque, Chico Alencar e mais recentemente o Flávio Arns, este ainda devendo R$ 60 mil reais de suas contribuições, conforme divulgou a imprensa.

Nimguém obriga nimguém a se filiar ao PT, sair candidato pelo PT, temos no Brasil umas qutro dúzias de outros partidos para se filiar, se candidatar, trabalhar, traír, amar, mas se escolhem o PT, a regra é esta, tem que contribuir com o dinheiro do mandato e o mandato pertence ao partido, isto vale para todo mundo, inclusive para o Presidente Lula.