quarta-feira, 30 de setembro de 2009

JOSE MUNIZ DA PAIXÃO, Presente !

Morreu JOSE MUNIZ DA PAIXÃO, brasileiro, padeiro por profissão, aos 82 anos de idade. Muniz como era habitualmente chamado, foi membro do Partido Comunista, trabalhou com Luiz Carlos Prestes. Casado uma única vez, teve seis filhos com Dona Jurema.

Sua vida pode ser conhecida pelas duas únicas trilhas em que caminhanhou simultâneamente, durante toda a vida, a família e o Brasil. Homem simples mas de muita leitura, jamais o ouvimos alterar a sua voz para afirmar uma opinião, tinha a paciência dos sábios.

Sua força perene e persistente, levou a mais uma geração a ouvi-lo e consulta-lo. Seu conhecimento , ajudáva-nos a entender melhor os acontecimentos, a vislumbrar os aspectos e os novos ângulos sempre encobertos ou distorcidos, pelo que hoje chamamos de mídia.

JOSE MUNIZ DA PAIXÃO, esteve presente, atuando em todos os acontecimentos políticos dos últimos sessenta anos sem exceção, desde a era de Getúlio, passando pela luta do BNH, o enfrentamento ao Golpe de 64 , a construção de novos partidos, a eraFHC ou a eleição de LULA.

Com a família , JOSE MUNIZ DA PAIXÃO era sempre presente, mesmo durante a ausência provocada pela Ditadura de 1964 com as sucessivas invasões à sua casa destinadas a prendê-lo.

Já na sua terceira idade, ajudou na Fundação da Associação dos Aposentados de Niterói e S. Gonçalo, tornou-se o seu Presidente, indo diversas vezes à Brasília de õnibus. para combater o pacote da Previdência.

JOSE MUNIZ DA PAIXÃO, realizou toda a sua luta sem jamais ocupar qualquer cargo público, assessoria ou ajuda do Estado. Recentemente teve seu processo acatado por UNANIMIDADE, pela Comissão de Anistia.

Mais que um exemplo, JOSE MUNIZ DA PAIXÃO , era uma atitude, era a melhor definição de ética que conhecemos. Seria natural desejar-lhe no fim destas linhas o tradicional descanse em paz, mas em se tratando de JOSE MUNIZ DA PAIXÃO, esta situação não existe, pois onde quer que esteja, Muniz estará incansavelmente lutando por um mundo melhor.

JOSE MUNIZ DA PAIXÃO. Presente !
JOSE MUNIZ DA PAIXÃO, Presente !
JOSE MUNIZ DA PAIXÃO, Presente !

sábado, 26 de setembro de 2009

Marina critica discurso de Lula na ONU sem ler !

Dona Marina, diante deste discurso, afirmar que o Companheiro Presidente perdeu o foco, das duas uma, a Senhora não leu ou leu e fez a afirmação para ganhar manchete. Como é mesmo aquela história do O GLOBO, em que a senhora disse que não criticou os programas sociais do seu ex-companheiro LULA ?

Cuidado, não vá pela cabeça do Sirquis, que ele é mestre em trapalhadas , certo ?
Abaixo o trecho sobre meio ambiente do discurso do Companheiro Presidente na ONU.

Preocupa-nos a resistência dos países desenvolvidos em assumir sua parte na resolução das questões referentes à mudança do clima. Eles não podem lançar sobre os ombros dos países pobres em desenvolvimento responsabilidades que lhes são exclusivas.

O Brasil está cumprindo a sua parte. Vamos chegar a Copenhague com alternativas e compromissos precisos. Aprovamos um Plano de Mudanças Climáticas que prevê a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020. Diminuiremos em 4,8 bilhões de toneladas a emissão de CO2, o que representa mais do que a soma dos compromissos de todos os países desenvolvidos juntos.

Em 2009, já podemos apresentar o menor desmatamento dos últimos 20 anos. A matriz energética brasileira é das mais limpas do planeta: Quarenta e cinco por cento da energia consumida no país é renovável. No resto do mundo apenas 12% é renovável, enquanto que nos países da OCDE essa proporção não supera 5%. Oitenta por cento de nossa eletricidade provém igualmente de fontes renováveis. Vinte e cinco por cento de etanol está misturado à gasolina que consomem nossos veículos. Mais de 80% dos carros produzidos no país têm motor flex, o que permite a utilização indiscriminada de gasolina ou álcool.

O etanol brasileiro e os demais biocombustíveis são produzidos em condições cada vez mais adequadas, sobretudo a partir do zoneamento agroecológico que acabamos de implantar, mandando para o Congresso Nacional.

Proibimos a cana-de-açúcar e as usinas de álcool em áreas de vegetação nativa. A decisão vale para toda Amazônia e nossos principais biomas.

O plantio da cana-de-açúcar não ocupa mais do que 2% de nossas terras agricultáveis. Distinto de outros biocombustíveis, ele não afeta nossa segurança alimentar nem compromete o equilíbrio ambiental. Empresários, trabalhadores e governo firmaram um importante compromisso para assegurar o trabalho decente nos canaviais brasileiros.

Todas essas preocupações fazem parte da política energética de um país autosuficiente em petróleo e que acaba de descobrir grandes reservas que nos colocarão na vanguarda da produção de combustíveis fósseis. Mas o Brasil não renunciará à agenda ambiental para ser apenas um gigante do petróleo. Queremos consolidar nossa condição de potência mundial da energia verde.

Por outro lado, deve-se exigir dos países desenvolvidos metas de redução de emissões muito mais expressivas do que as atuais, que representam mera fração do que é recomendado pelo Painel Inter-governamental para a Mudança do Clima.

Causa-nos também profunda preocupação a insuficiência dos recursos até agora anunciados para as necessárias inovações tecnológicas que preservarão o ambiente nos países em desenvolvimento.

A resolução desses e outros impasses só ocorre se as ameaças ligadas às mudanças climáticas forem enfrentadas a partir da compreensão de que temos responsabilidades comuns, mas diferenciadas.

Dona Marina, acho que com esta "mancada" a senhora poluiu a verdade, mas ainda cabe um desmentido, quem sabe ....

Marina na contra mão mundial, critica novamente o Lula

Para a senadora, o presidente "perdeu o foco" quando preferiu tratar sobre o golpe militar em Honduras
Agência Brasil

BRASÍLIA - A senadora Marina Silva (PV-AC) criticou nesta quinta-feira (24) a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. De acordo com a ex-ministra do Meio Ambiente, o presidente brasileiro "perdeu o foco" quando preferiu tratar sobre o golpe militar em Honduras em detrimento dos assuntos relacionados ao clima.


"Não estamos subtraindo a importância do que aconteceu em Honduras, mas o foco, a centralidade das discussões deveria ter sido aquilo a que se propôs o secretário-geral das Nações Unidas, que era discutir a questão do clima", afirmou Marina.

A senadora também ressaltou que o Brasil precisa ter uma proposta para levar a Copenhagen, onde ocorrerá em dezembro a Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas. Segundo ela, todos desejam que os líderes mundiais compareçam à conferência com planos de redução que levem em conta as emissões absolutas de dióxido de carbono de cada país e também as emissões históricas.

Fonte Agencia Brasil, 24/09/09.

O mandato pertence ao partido ou viramos um bando !

Temos o maior respeito à história da senadora Marina, no entanto , ela deveria se manter coerente e entregar o seu mandato de senador ao partido, tese que os fundadores do Partido dos Trabalhadores sabem muito bem o seu significado interno, pois tem as mesmas características da contribuição ao partido, o trabalho e a informação junto a militância.

Recentemente o TSE, confirmando esta questão, cassou os mandatos de deputados e vereadores que trocaram de partido. A senadora poderia pelo menos, oferecer a sua renúncia ao mandato ao PT, que através do seu Diretório Nacional decidiría se aceitaria ou não.

Da forma como fez, saiu pela porta dos fundos, como Gabeira, Heloisa Helena, Cristovão Buarque, Chico Alencar e mais recentemente o Flávio Arns, este ainda devendo R$ 60 mil reais de suas contribuições, conforme divulgou a imprensa.

Nimguém obriga nimguém a se filiar ao PT, sair candidato pelo PT, temos no Brasil umas qutro dúzias de outros partidos para se filiar, se candidatar, trabalhar, traír, amar, mas se escolhem o PT, a regra é esta, tem que contribuir com o dinheiro do mandato e o mandato pertence ao partido, isto vale para todo mundo, inclusive para o Presidente Lula.

Confira íntegra do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU

NOVA YORK - Confira abaixo a íntegra do presidente Luís Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU desta quarta-feira, 23, em Nova York.

Meus cumprimentos ao presidente da Assembleia Geral, Ali Treki, ao secretário-geral, Ban Ki-moon, e a todos chefes de Estado e delegados presentes.

Senhoras e senhores,

A Assembleia Geral das Nações Unidas tem sido e deve ser cada vez mais o grande foro de debate sobre os principais problemas que afligem a humanidade.

Quero abordar aqui três questões cruciais, que me parecem interligadas, três ameaças que pairam sobre nosso planeta: a persistência da crise econômica, a ausência de uma governança mundial estável e democrática e os riscos que a mudança climática traz para todos nós.

Senhor Presidente,

Há exatamente um ano, no limiar da crise que se abateu sobre a economia mundial, afirmei, desta tribuna, que seria um grave erro, uma omissão histórica imperdoável, cuidarmos apenas das consequências da crise sem enfrentarmos as suas causas.

Mais do que a crise dos grandes bancos, essa é a crise dos grandes dogmas. O que caiu por terra foi toda uma concepção econômica, política e social tida como inquestionável. O que faliu foi um insensato modelo de pensamento e de ação que subjugou o mundo nas últimas décadas. Foi a doutrina absurda de que os mercados podiam auto-regular-se, dispensando qualquer intervenção do Estado, considerado por muitos um mero estorvo. Foi a tese da liberdade absoluta para o capital financeiro, sem regras nem transparência, acima dos povos e das instituições. Foi a apologia perversa do Estado mínimo, atrofiado, fragilizado, incapaz de promover o desenvolvimento e de combater a pobreza e as desigualdades; a demonização das políticas sociais, a obsessão de precarizar o trabalho, a mercantilização irresponsável dos serviços públicos. A verdadeira raiz da crise foi o confisco de grande parte da soberania popular e nacional - dos Estados e dos governos democráticos - por circuitos autônomos de riqueza e de poder.

Afirmei que era chegada a hora da política. Disse que governantes - e não tecnocratas arrogantes - deveriam assumir a responsabilidade de enfrentar a desordem mundial. O enfrentamento da crise e a correção de rumo da economia mundial não poderiam ficar apenas a cargo dos de sempre. Os países desenvolvidos - e os organismos multilaterais onde eles eram hegemônicos - foram incapazes de prever a catástrofe que se iniciava e, menos ainda, de preveni-la.

Os efeitos da crise se espalharam por todo o mundo, golpeando inclusive e sobretudo àqueles que há anos vinham reconstruindo suas economias com enormes sacrifícios. Não é justo que o custo da aventura especulativa seja assumido pelos que nada tem a ver com ela: os trabalhadores e as nações pobres ou em desenvolvimento.

Passados doze meses, constatamos que houve alguns progressos mas que persistem muitas indefinições. Ainda não há uma clara disposição para enfrentar, no âmbito multilateral, as graves distorções da economia global. O fato de ter sido evitado o colapso total do sistema parece ter provocado em alguns um perigoso conformismo.

A maioria dos problemas de fundo não foi enfrentada. Há enormes resistências em adotar mecanismos efetivos de regulação dos mercados financeiros. Países ricos resistem em realizar reformas nos organismos multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial. É incompreensível a paralisia da Rodada de Doha, cujo acordo beneficiará sobretudo as nações mais pobres do mundo. Há sinais inquietantes de recaídas protecionistas. Pouco se avançou no combate aos paraísos fiscais.

Mas muitos países não ficaram de braços cruzados. O Brasil - um dos últimos, felizmente, a sentir os efeitos da crise - é hoje um dos primeiros a sair dela. Não fizemos nenhuma mágica. Simplesmente havíamos preservado nosso sistema financeiro do vírus da especulação. Havíamos reduzido nossa vulnerabilidade externa, passando da condição de devedores à de credores internacionais.

Decidimos, junto com outros países, aportar recursos para que o FMI empreste dinheiro aos países mais pobres sem os condicionamentos inaceitáveis do passado. Mas, sobretudo, desenvolvemos antes da crise, e depois que ela eclodiu, políticas anticíclicas.

Aprofundamos nossos programas sociais, especialmente os de transferência de renda. Aumentamos os salários acima da inflação. Estimulamos, por meio de medidas fiscais, o consumo para impedir que se detivesse a roda da economia.

Já saímos da breve recessão. Nossa economia retomou seu ímpeto e anuncia um 2010 promissor. As exportações recuperam seu vigor. O emprego se recompõe de forma extraordinária. O equilíbrio macroeconômico foi preservado sem afetar as conquista populares. O que o Brasil e outros países demonstraram é que também nos momentos de crise precisamos realizar audaciosos programas sociais e de desenvolvimento.

Mas não tenho a ilusão de que poderemos resolver nossos problemas sozinhos, apenas no espaço nacional. A economia mundial é interdependente. Estamos todos obrigados a atuar além de nossas fronteiras. Por isso, é imprescindível refundar a ordem econômica mundial.

Nas reuniões do G-20 e nos muitos encontros que mantive com líderes mundiais tenho insistido sobre a necessidade de irrigar a economia mundial com importantes créditos. Tenho defendido a regulação financeira, a generalização de política anti-cíclicas, o fim do protecionismo, o combate aos paraísos fiscais. Com a mesma determinação, meu país propõe uma autêntica reforma dos organismos financeiros multilaterais.

Os países pobres e em desenvolvimento têm de aumentar sua participação na direção do FMI e do Banco Mundial. Sem isso não haverá efetiva mudança e os riscos de novas e maiores crises serão inevitáveis. Somente organismos mais representativos e democráticos terão condições de enfrentar complexos problemas como os do reordenamento do sistema monetário internacional.

Não é possível que, passados 65 anos, o mundo continue a ser regido pelas mesmas normas e valores dominantes quando da conferência de Bretton Woods. Não é possível que as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança sejam regidos pelos mesmos parâmetros que se seguiram à Segunda Guerra Mundial.

Vivemos um período de transição no âmbito internacional. Caminhamos em direção ao mundo multilateral. Mas também multipolar, seguindo as experiências de integração regional, como ocorre na América do Sul com a constituição da UNASUL. Esse mundo multipolar não será conflitante com as Nações Unidas. Ao contrário. Poderá ser um fator de revitalização da ONU. De uma ONU com a autoridade política e moral para solucionar os conflitos do Oriente Médio, garantindo a coexistência de um Estado Palestino com o Estado de Israel; de uma ONU que enfrente o terrorismo sem estigmatizar etnias e religiões, mas atacando suas causas profundas e promovendo o diálogo de civilizações; de uma ONU que assuma a ajuda efetiva a países - como o Haiti - que buscam reconstruir sua economia e seu tecido social depois de haver recuperado a estabilidade política; de uma ONU que se comprometa com o Renascimento africano que hoje assistimos; de uma ONU capaz de adotar políticas eficientes de preservação e ampliação dos Direitos Humanos; de uma ONU que possa avançar no caminho do desarmamento estabelecendo um real equilíbrio entre este e a não-proliferação; de uma ONU que lidere cada vez mais as iniciativas para preservar o ambiente; de uma ONU que, por meio do ECOSOC, incida nas definições sobre o enfrentamento da crise econômica; de uma ONU suficientemente representativa para enfrentar as ameaças à paz mundial, por meio de um Conselho de Segurança renovado, aberto a novos membros permanentes.

Senhor Presidente,

Não somos voluntaristas. Mas sem vontade política não se pode enfrentar e corrigir situações que conspiram contra a paz, o desenvolvimento e a democracia. Sem vontade política persistirão anacronismos como o embargo contra Cuba. Sem vontade política continuarão a proliferar golpes de Estado como o que derrocou o Presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, que se encontra, desde segunda-feira, refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. A comunidade internacional exige que Zelaya reassuma imediatamente a Presidência de seu país e deve estar atenta à inviolabilidade da missão diplomática brasileira na capital hondurenha.

Sem vontade política, por fim, crescerão as ameaças hoje representadas pela mudança climática no mundo. Todos os países devem empenhar-se em realizar ações para reverter o aquecimento global.

Preocupa-nos a resistência dos países desenvolvidos em assumir sua parte na resolução das questões referentes à mudança do clima. Eles não podem lançar sobre os ombros dos países pobres em desenvolvimento responsabilidades que lhes são exclusivas.

O Brasil está cumprindo a sua parte. Vamos chegar a Copenhague com alternativas e compromissos precisos. Aprovamos um Plano de Mudanças Climáticas que prevê a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020. Diminuiremos em 4,8 bilhões de toneladas a emissão de CO2, o que representa mais do que a soma dos compromissos de todos os países desenvolvidos juntos.

Em 2009, já podemos apresentar o menor desmatamento dos últimos 20 anos. A matriz energética brasileira é das mais limpas do planeta: Quarenta e cinco por cento da energia consumida no país é renovável. No resto do mundo apenas 12% é renovável, enquanto que nos países da OCDE essa proporção não supera 5%. Oitenta por cento de nossa eletricidade provém igualmente de fontes renováveis. Vinte e cinco por cento de etanol está misturado à gasolina que consomem nossos veículos. Mais de 80% dos carros produzidos no país têm motor flex, o que permite a utilização indiscriminada de gasolina ou álcool.

O etanol brasileiro e os demais biocombustíveis são produzidos em condições cada vez mais adequadas, sobretudo a partir do zoneamento agroecológico que acabamos de implantar, mandando para o Congresso Nacional.

Proibimos a cana-de-açúcar e as usinas de álcool em áreas de vegetação nativa. A decisão vale para toda Amazônia e nossos principais biomas.

O plantio da cana-de-açúcar não ocupa mais do que 2% de nossas terras agricultáveis. Distinto de outros biocombustíveis, ele não afeta nossa segurança alimentar nem compromete o equilíbrio ambiental. Empresários, trabalhadores e governo firmaram um importante compromisso para assegurar o trabalho decente nos canaviais brasileiros.

Todas essas preocupações fazem parte da política energética de um país autosuficiente em petróleo e que acaba de descobrir grandes reservas que nos colocarão na vanguarda da produção de combustíveis fósseis. Mas o Brasil não renunciará à agenda ambiental para ser apenas um gigante do petróleo. Queremos consolidar nossa condição de potência mundial da energia verde.

Por outro lado, deve-se exigir dos países desenvolvidos metas de redução de emissões muito mais expressivas do que as atuais, que representam mera fração do que é recomendado pelo Painel Inter-governamental para a Mudança do Clima.

Causa-nos também profunda preocupação a insuficiência dos recursos até agora anunciados para as necessárias inovações tecnológicas que preservarão o ambiente nos países em desenvolvimento.

A resolução desses e outros impasses só ocorre se as ameaças ligadas às mudanças climáticas forem enfrentadas a partir da compreensão de que temos responsabilidades comuns, mas diferenciadas.

Senhor Presidente,

Os temas que estão no centro de nossas preocupações - a crise financeira, a nova governança mundial e a mudança do clima - têm um forte denominador comum. Ele aponta para a necessidade de construir uma nova ordem internacional, sustentável, multilateral, menos assimétrica, livre de hegemonismos e dotada de instituições democráticas. Esse mundo novo é um imperativo político e moral.

Não basta remover os escombros do modelo que fracassou, é preciso completar o parto do futuro. É a única forma de reparar tantas injustiças e de prevenir novas tragédias coletivas.

Obrigado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Como distribuir os royalties do pré-sal ?

Uma proposta bem coerente e lúcida, chega da Bahia.

Do Governador Jacques Wagner.
Bem interessante e digna de uma boa discussão a proposta do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), no sentido de que a partilha dos benefícios do pré-sal contemple todos os Estados, proporcionalmente à sua densidade demográfica e inversamente ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) - quanto mais pobre o Estado e a localidade, maior a sua participação nos royalties. "É utilizar uma descoberta brasileira para combater a desigualdade social", justificou o governador ao detalhar no seminário "Pré-sal e o futuro do Brasil", em Brasília, sua sugestão quanto à participação de Estados e municípios na distribuição dos royalties do petróleo.

Realmente é justo e razoável que os Estados produtores tenham um "plus" (recebam a mais), mas contrabalançado com o fato de que eles já ganham com a própria atividade exploratória e com todo desenvolvimento econômico por ela desencadeado.Sem distribuição privilegiada a proposta do governador baiano é, sem dúvida, justa no sentido de contribuir para o reequilíbrio regional e social do Brasil, e também um recado aos Estados produtores - São Paulo, Rio de Janeiro e Espiríto Santo - que pleiteiam prioridade no recebimento dos royalties do pré-sal e pressionam o governo federal pela manutenção das regras atuais no marco regulatório do petróleo.

Wagner argumenta não haver razão para “uma distribuição privilegiada para os Estados da projeção (da área do pré-sal) porque a cinco, seis ou dez km da costa, o prejuízo pode ser considerado iminente, mas não a 300 km, com pouquíssimas pessoas embarcadas e operações a partir da terra, sem um risco iminente. A 300 km nem impacto visual, auditivo e aéreo aconteceria". (Fonte blog Zé Dirceu)

A mídia mente sobre a crise de Honduras

A cobertura da nossa imprensa sobre a crise em Honduras é para lamentar e repudiar. Primeiro a referencia de "governo de fato " ao invés de GOLPISTAS quando se referem aos Micheletti. Depois o desfile patético de Lampréias e Azambujas, do tempo que o Itamarati , chamava Fujimori de estadista ou tirava o sapato para entrar nos EUA.

Como chegou Zelaya, quem o ajudou, passa a ser mais importante do que a quebra dos princípios constitucionais. A Corte de Honduras, na verdade, impediu o referendo que autorizaria a POSSIBILIDADE DE reeleição do presidente deposto.

Não é tão grave a questão do referendo, pois aqui , FHC conseguiu a reeleição sem referendo algum , via Congresso e dizem comprando votos de deputados , com parlamentares renunciando ao mandato e mais uma CPI abatida em pleno voo.

A rejeição a este golpe em todo mundo, é de tal magnitude, que o Companheiro Presidente ao discursar mais um vez na abertura da Conferência da ONU, e cobrar a volta de Zelaya, foi demoradamente aplaudido.

Atenção imprensa, hoje tem internet, tradutor automático para quem não domina os idiomas estrangeiros, tem as imagens, não dá para escamotear a verdade.

A verdade , a democracia são bens muito importantes para a humanidade. No nosso caso, tem a latinidade, valor que o Companheiro Lula , tem fortalecido durante o seu governo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Brasil é o 1º país a obter grau de investimento durante a crise global !!!!

ESTADÃO , Quarta-Feira, 23 de Setembro de 2009 Versão Impressa

Brasil é o 1º país a obter grau de investimento durante a crise global
Depois da S&P e da Fitch, Moody's melhora nota do País; governo comemora e mercado só vê efeito psicológico
Leandro Modé

Um ano e meio depois de suas principais concorrentes, a agência de classificação de risco de crédito Moody"s concedeu ontem ao Brasil o grau de investimento. Trata-se de um selo de qualidade que indica que a probabilidade de um emissor de dívida dar calote é baixa.


Profissionais do mercado financeiro avaliam que, por vir tarde, o rating (nota) não terá implicações práticas relevantes para o País. Mas destacaram o efeito simbólico da medida, uma vez que o Brasil foi a primeira nação a ganhar esse status no meio da crise global. "A nota da Moody"s é a cereja de um bolo que já estava pronto", afirmou o vice-presidente do Bradesco, Norberto Barbedo. "A importância desse grau de investimento é o momento em que ocorre: todos perceberam que o Brasil teve desempenho diferenciado durante a crise", disse o estrategista do Banco WestLB, Roberto Padovani.

A reação dos investidores ontem mesmo confirma essa expectativa. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) diminuiu o ritmo de alta que registrava até o momento em que a informação foi divulgada. No fim dos negócios, subiu 0,93%, para 61.494 pontos. No mercado de câmbio, que já estava fechado quando houve o anúncio, o dólar caiu 1% e fechou cotado a R$ 1,798, menor valor em exatamente um ano. O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, destacou que a Moody"s classificou o Brasil como vencedor. "Se uma agência como essa, conservadora, considera o País vencedor, é o selo que confirma o que temos dito, que o País entrou forte na crise, tomou medidas e está saindo mais forte e mais rápido da crise." A Moody"s vinha sendo cobrada pelo governo e por integrantes do próprio mercado financeiro pelo atraso em relação ao Brasil. A primeira elevação do rating brasileiro para grau de investimento foi anunciada pela Standard & Poor"s, em abril do ano passado. Exatamente um mês mais tarde, no fim de maio, foi a vez da Fitch.

O analista da Moody"s responsável pela nota brasileira, Mauro Leos, negou que tenha havido "atraso". Segundo ele, a agência queria avaliar como o Brasil se sairia diante da crise global. Sobre isso, disse não ter mais dúvidas. "O que vimos é que, com o choque global, o Brasil não só teve desempenho melhor do que as pessoas pensavam, como parece estar mais forte ou equivalente a países que já são grau de investimento." Além de promover a nota brasileira (para Baa3), a Moody"s deixou o caminho aberto para mais uma elevação, ao definir a perspectiva para o País como "positiva". "Muitos indicadores econômicos apontam para uma forte recuperação (do Brasil), uma retomada em (formato de) "V". Se você olhar para diferentes países, em desenvolvimento e desenvolvidos, há poucos que não foram tão afetados pela crise e possuem fortes sinais de recuperação", observou Leos. Para Leos, "o maior risco para o Brasil, e isso pode parecer estranho, é que haja otimismo exagerado". "Se o governo não continuar agindo ou se houver muita entrada de capital, isso pode trazer problemas." Segundo o analista a preocupação da agência com a situação fiscal brasileira diminuiu. "O desafio fiscal do Brasil é menor que o de países com a mesma nota."

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, viu uma "ironia" nessa posição da Moody"s. "Eles promovem o Brasil justamente quando o governo anuncia que o superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) deste ano será inferior à meta." Como avaliam a capacidade de solvência de um emissor de dívida, as agências de risco costumam ser bastante rígidas na análise das contas públicas. COLABORARAM LUCIANA XAVIER e LUCINDA PINTO

Que Coincidência , hem ?

É muita coincidência que a chegada de Manoel Zelaya na Embaixada do Brasil em Honduras, tenha acontecido exatamente no momento que o Companheiro Presidente está em Nova York. Conseguiu dar um novo gás para as ações contra os golpistas hondurenhos. Ponto Presidente !

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mea culpa

Leiam o mea culpa da FSP, no artigo do Kennedy Alencar de 22/9

Marolinha, Serra e 2010


Aos olhos de hoje, é correto dar o braço a torcer, inclusive este jornalista, e dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou quando disse no ano passado que a crise econômica mundial chegaria ao Brasil como uma marolinha. Diante das expectativas da época de governos, empresas e veículos de comunicação do mundo todo, o que bateu no país foi mesmo uma marolinha.

Na virada de 2008 para 2009, parecia que o planeta iria quase acabar. E Lula foi duramente atacado por seu otimismo. Ele cumpria o fundamental papel de animador do auditório na hora da crise, mas também a subestimava um pouco.

Nesse sentido, o pessimismo da mídia teve papel importante para acordar Lula e o governo. O presidente vive reclamando da imprensa, mas os alertas que hoje soam exagerados fizeram o governo levantar da cadeira e arregaçar as mangas. O Brasil ganhou com esse choque de opiniões, apesar da azia do presidente e de críticas de parte da imprensa que pareciam chiliques e torcida política.

Também não dá para dizer a quem perdeu o emprego, sobretudo em setores mais afetados pela queda do comércio mundial, que passou uma marolinha pelo Brasil. A crise trouxe dramas pessoais para muitas famílias. Os dados mostram que os mais pobres sofreram menos, comparados aos abastados. Mas há uma diferença tremenda de grau de sofrimento entre quem tem menos renda e quem tem mais.

Cem reais fazem uma diferença na vida dos mais pobres. E não pesam nada para os mais ricos.
Registro: a ficha de Lula caiu mesmo quando ele voltou de uma viagem ao exterior em outubro de 2008. Ele passou por cinco países em três continentes.

A crise havia atravessado não só o Atlântico, mas também o Índico e o Pacífico. Era global.
No Brasil, ele recebeu relatos de inconsistência do aparente forte sistema bancário. Bancos pequenos e médios correram riscos reais. Uma instituição de grande porte fraquejava. Poderia ter havido um efeito dominó não fossem as ações do Banco Central e a edição da medida provisória que permitiu ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal comprar outros bancos e empresas fora do setor financeiro.

Para chacoalhar Lula, pesou ainda o temor de queda na alta popularidade. Empresas da chamada economia real fizeram chegar ao governo que poderiam viver fortes problemas no segundo semestre de 2009. A Vale demitiria e cortaria investimentos rapidamente, sem falar com Lula.
Uma conjunção de fatos, críticas e conselhos fez Lula agir e passar no teste de gestão da crise. Mais uma prova de que a democracia é mesmo o pior sistema político, com exceção de todos os outros.

*Sucessão presidencial
As previsões do governador José Serra, potencial candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, não aconteceram. Na virada de 2008 para 2009, o tucano achava que a queda do PIB (Produto Interno Bruto) seria bem maior. Também previu um forte aumento do desemprego. Esse cenário, se confirmado, favoreceria seus planos para conquistar a Presidência.

Num país como o Brasil, que vem melhorando, mas ainda é bastante desigual, o bom desempenho da economia será um ativo político importante nas eleições de 2010. No mínimo, dificultará o que já anda difícil para a oposição: encontrar um discurso que convença o eleitor a votar no candidato dela e não no representante do atual governo.