Matéria da Folha.
16/11/2009 - 16h06
Após acidente, bancada do PT na Alesp tenta aprovar CPI do Rodoanel
da Folha Online
A bancada do PT na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) pretende coletar ainda nesta semana assinaturas de deputados para aprovar a criação de uma CPI sobre as obras do Rodoanel. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, três dias após o desabamento de vigas da obra na rodovia Régis Bittencourt, que deixou três pessoas feridas.
Além da abertura de uma CPI, a oposição irá protocolar, entre hoje e amanhã, representações no TCE (Tribunal de Contas do Estado), e nos ministérios públicos Federal e Estadual, pedindo que sejam investigados os contratos para as realizações nas obras, e os aspectos "físicos" da construção. O objetivo, segundo a assessoria do partido, é apontar os responsáveis pelo acidente.
O PT tenta emplacar desde 2001 a CPI do Rodoanel na assembleia paulista. Até esta segunda-feira, a bancada contava com 23 assinaturas de deputados da oposição, sendo que são necessárias 32.
De acordo com a assessoria do PT, além do acidente, a CPI pretende apurar também as irregularidades apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) --conforme publicado pela Folha no domingo (15).
Segundo a reportagem, a auditoria foi realizada em 2007 e 2008 e revelou que as construtoras optaram por utilizar outro material que o previsto em contrato. O TCU --que investiga os contratos desde 2003-- aponta ainda outras 13 irregularidades no percurso de 61 quilômetros.
O secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, afirmou à Folha que já está realizando os ajustes para corrigir as falhas apontadas pelo Tribunal.
Representantes do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo) visitaram na manhã desta segunda-feira o local onde três vigas caíram. O órgão apura se houve erro técnico de algum engenheiro no acidente. laudo da perícia do IC (Instituto de Criminalística) deverá ficar pronto em 30 dias.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Jose Dirceu no CREA-RJ
O ex-Ministro José Dirceu falará nesta segunda feira n CREA-RJ, rua Buenos Aires , 40, Rio de Janeiro, a partir das 18:30 h.
Considerado uma das maiores lideranças do PT, o Zé, como é carinhosamente chamado, estará colocando suas palavras para uma plateia de admiradores, que entre os quais me incluo. É pelo seu blog e nas centenas de palestras e entrevistas durante o ano inteiro, que José Dirceu continua exercendo o seu papel de bússola para uma grande parcela da esquerda no nosso país, mas com boa influência além das fronteiras nacionais. Seja bem vindo Zé !
Considerado uma das maiores lideranças do PT, o Zé, como é carinhosamente chamado, estará colocando suas palavras para uma plateia de admiradores, que entre os quais me incluo. É pelo seu blog e nas centenas de palestras e entrevistas durante o ano inteiro, que José Dirceu continua exercendo o seu papel de bússola para uma grande parcela da esquerda no nosso país, mas com boa influência além das fronteiras nacionais. Seja bem vindo Zé !
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CPI no dos outros é refresco
Dizia um deputado tucano : que barbeiragem do governo Lula este apagão, que causou milhões de reais em prejuízos e deixou a população em estado de alerta. Depois esta enchente na baixada fluminense e o lamentável acidente desta obra eleitoreira do PAC, que é a construção do Rodoanel em São Paulo - a queda de três vigas de um viaduto sobre veículos, com três feridos, um deles gravemente . só uma CPI para botar isto tudo em pratos limpos...
Ô tucano, a enchente aconteceu primeiro no Rio Grande do Sul , depois em São Paulo. As vigas são da obra do Serra, com a mesma eficiência do Metro paulista que desabou na marginal Pinheiros. Vai querer mesmo assim a CPI ?
Pensando bem é melhor deixar prá lá, já tem muita CPI por aí, não é ?
Ô tucano, a enchente aconteceu primeiro no Rio Grande do Sul , depois em São Paulo. As vigas são da obra do Serra, com a mesma eficiência do Metro paulista que desabou na marginal Pinheiros. Vai querer mesmo assim a CPI ?
Pensando bem é melhor deixar prá lá, já tem muita CPI por aí, não é ?
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Opinião
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O mito do muro
11/11/2009 Breno Altman São Paulo
O mito do muro
O noticiário internacional esteve marcado, nos últimos dias, pelas festividades comemorativas dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. A maioria da imprensa celebrou o evento com galhardia. Trata-se, afinal, do símbolo mais emblemático da derrocada do socialismo e da possibilidade histórica de qualquer sistema distinto do capitalismo triunfante. A conjugação de uma incrível máquina de propaganda com o complexo de vira-lata comum aos perdedores foi capaz de atrair para essa comemoração amplos setores progressistas e de esquerda, que simplesmente mandaram às favas qualquer espírito crítico. Alguns porque honestamente concordam com a retórica sobre o muro maligno. Outros porque temem ser apontados como antidemocráticos e fora de moda. A submissão intelectual chega ao ponto de não se questionar sequer a legitimidade dos grandes agitadores contra a obra do mal.
Onde está a autoridade dos Estados Unidos e seus meios de comunicação? No muro da morte que separa seu território dos aliados mexicanos, matando por ano os 80 caídos durante três décadas na Berlim dividida? Na base de Guantánamo, onde centenas de muçulmanos estão presos sem o devido processo legal e são sistematicamente torturados? Ou teria a Europa ocidental mais credibilidade, com sua política discriminatória contra os imigrantes? Ou ainda Israel e os grupos sionistas, pródigos em adotar práticas de “pogrom” contra os palestinos? A lista de participantes desse festim é bastante longa, vários com muitas contas a acertar, e de cada qual deveria ser solicitado o devido atestado de idoneidade. Não é o caso, obviamente, de se justificar um pecado com outro, mas evitar comportamentos desprovidos de análise histórica.
Olhar ao lado de quem se está marchando já é um bom começo de reflexão. O Muro de Berlim costuma ser apresentado, pelos campeões da liberdade, como produto de um sistema político tirânico, cuja natureza seria a divisão dos povos e sua subordinação ao tacape de uma ideologia totalitária. Os fatos que lhe deram origem há muito foram subtraídos da informação cotidiana. Quando terminou a 2ª Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em quatro zonas de influência, entre norte-americanos, ingleses, franceses e soviéticos. A capital histórica, Berlim, pertencente ao território controlado pelo Exército Vermelho, acabou igualmente repartida em áreas controladas pelos países vitoriosos.
Wolfgang Rattay/EFE/Pool Líderes reunidos: evento foi comemorado com galhardia, sem a devida análise histórica Reconstrução europeia Quem se der ao trabalho de ler as atas das conferências de Ialta, Potsdam e Teerã, se dará conta que Moscou era contrário a essa divisão. Sua proposta era dotar a Alemanha de um governo provisório, sem divisão do território, que organizasse em dois anos um processo eleitoral nacional. Os demais aliados, temerosos que o país caísse nas mãos dos comunistas, exigiram o modelo adotado. A União Soviética acatou, depois que viu garantido seu direito de hegemonia sobre os demais países fronteiriços, além de preservado seu controle militar sobre a antiga Prússia Oriental.
Em nome de sua política de segurança e da manutenção da aliança que derrotou o nazismo, abdicou de parte da sua influência na porção ocidental da Alemanha e do antigo Império Austro-Húngaro, apesar de os comunistas já serem maioria na Áustria. Outro compromisso que constava da agenda pós-guerra era a constituição de um fundo mundial para a reconstrução europeia. O papel principal, nesse trâmite, cabia aos Estados Unidos, a potência que menos havia sofrido com o esforço de combate, cuja economia havia sido vitaminada pelo conflito e dispunha de imensos recursos financeiros. Mas a vitória eleitoral dos comunistas na então Tchecoslováquia, seguida de resultados espetaculares na Itália e França, em 1946, provocou uma reviravolta. A Casa Branca decidiu-se por quebrar o pacto da reconstrução e inundar de financiamento apenas sua área de influência, dando origem ao Plano Marshall em 1947. Cerca de 140 bilhões de dólares, em valores atualizados, foram injetados no ocidente europeu.
Tinha início a chamada Guerra Fria, antecipada, em março de 1946, pelo famoso discurso de Winston Churchill em Fulton. A União Soviética, que havia arcado com um incalculável custo humano e material ao ser o grande vetor da vitória contra Hitler, passou a enfrentar uma outra guerra, financeira e de sabotagem, contra suas posições. Especialmente na Alemanha Oriental, constituída em 1949 como República Democrática da Alemanha. A estratégia norte-americana era roubar os melhores profissionais alemães, atrai-los a peso de ouro a partir de sua cabeça-de-ponte em Berlim Ocidental, que recebia aportes formidáveis para ser exibida como vitrine esplendorosa da pujança capitalista. A fuga de cérebros e braços asfixiava a jovem RDA, que pouco podia contar com a ajuda material soviética, pois estava o Kremlin às voltas com o dificílimo reerguimento do próprio país. Foram mais de 12 anos em uma batalha árdua e desigual.
A URSS tinha quebrado a máquina de guerra do nazismo, retesando cada músculo e cada nervo da nação, e se via diante de uma situação que poderia levar à desestabilização de suas fronteiras, exatamente a aposta maior da Casa Branca. Essa escalada teve seu desfecho no dia 13 de agosto de 1961, data inaugural do Muro de Berlim. Economia ferida O fluxo entre os dois países e as duas áreas da antiga capital foi militarmente interrompido e obstaculizado por uma construção que chegou a ter 66,5 km de redeamento metálico e murado. Famílias e amigos foram separados por quase 30 anos. Aprofundou-se a fratura entre ocidente e oriente na Europa.
Uma nação histórica foi dividida. Oitenta pessoas morreram e 142 ficaram feridas ao tentar ultrapassar o muro, finalmente derrubado em 1989. Sua construção foi um ato de guerra, mas de caráter defensivo. As hostilidades e operações de sabotagem, que impediram a permanência de uma Alemanha unida e a coexistência pacífica de dois sistemas, foram iniciadas pelas potências que romperam o acordo de paz, impondo ao leste europeu e socialista, com sua economia ferida pela guerra, um longo estado de exceção. Claro, havia outras alternativas.
A URSS e seus aliados poderiam, por exemplo, ter capitulado de antemão à ideia de desenvolver outro sistema de produção e poder, pois era essa tentativa dissidente o motivo da Guerra Fria. Afinal, não foi assim que tudo terminou, lá se vão 20 anos? Mas com seus erros e seus acertos, suas glórias e seus desastres, seus feitos e até seus crimes, o socialismo foi, durante gerações, a bandeira e o sonho de povos que aceitaram pagar com sacrifício, dor e sangue por um outro mundo possível. Teria sido impensável, se assim não fosse, a extraordinária vitória na guerra de trinta anos que vai da Revolução Russa à caída de Berlim nas mãos do Exército Vermelho, em 1945.
O muro de Berlim talvez tenha sido apenas a criatura disforme de um processo no qual seus protagonistas tiveram que enfrentar circunstâncias e teatros de batalha escolhidos, no fundamental, por inimigos poderosos. De certo modo foi, durante décadas, marco de resistência e de equilíbrio entre dois sistemas. Caiu quando a força propulsora de um dos lados já tinha se esgotado. O resto é a mitologia dos vencedores.
Breno Altman é jornalista e diretor de redação do Opera Mundi.
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Internacional/ Opinião
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Os companheiros Vira, Vira.
Muitos companheiros e companheiras que defendem a candidatura do própria do PT para Governador do Estado do Rio em 2010, não pensavam assim em 2004. Para eleger por exemplo os Prefeitos de Nova Iguaçú e Niterói, defenderam e fizeram a aliança 180º, a Arca de Noé, que ia do antigo PDS, atual Demo (Democrata) ao PC do B, com direito ao PPS e PSDB. No mesmo palanque, os “companheiros Marcelo Alencar e Cezar Maia”.
O que nos surpreende agora é que, passado apenas cinco anos , nesta escalada do partido e do Presidente Lula, para eleger Dilma, estas mesmas lideranças petistas estão encontrando nos nossos atuais aliados do Governo Federal um defeito aqui, uma contradição ali, está torto, não sei.
Desconhecem o fato que há exatos 15 anos o PT/ RJ, não vence uma eleição majoritária neste estado, seja para governador, senador ou prefeito da capital.
Nossa única vitória, foi a espetacular eleição de Benedita da Silva em 1994, sobre os já falecidos Nelson Carneiro e Arthur da Távola, com mais de um milhão de votos de frente em cada um.
Resultado que não foi suficiente, para os outrora contrários a candidatura própria para o Senado, derrotarem por apenas 9 votos , a possibilidade de uma candidata genuinamente petista, que detinha na época, o 1º lugar em todas as pesquisas, com 32% nas intenções de voto realizar a dobradinha com LULA aqui no Rio.
Fomos derrotados, tendo ainda o ridículo episódio da busca de cédulas no palácio episcopal, com a então candidata obtendo, 29% dos votos. Logo depois, o segmento sindical, deste partido, deixa a CUT.
Num recente debate de candidatos a presidente do Diretório Regional, nenhum fez o "mea culpa" sobre este episódio, lembrando que tanto naquela época, como agora, LUIS SERGIO , apoiava BENETITA DA SILVA.
Agora com Dilma mas sem Lula, os "profetas do otimismo" mudaram de novo, dizem que vamos disputar de "igual para igual", vamos vencer com a candidatura própria, embora o retrospecto em eleição majoritária seja o pior possível, sobre qualquer ângulo de observação.
Uma pergunta ainda está sem resposta. No caso de uma vitória aqui no Rio, governaríamos com quem ? Ou os otimistas estão prevendo também esmagadora vitória na Alerj ?
Estas bravatas, são bem conhecidas dos velhos petistas. Em 2006, mesmo sabendo que o ocupante do cargo tem preferência na indicação, realizaram uma prévia para presidente, dentro do argumento que era mais democrático.
Sem querer desqualificar, mas contra Lula, estiveram Edmilson Rodrigues, Cristovão Buarque e Suplicy, entre outros. Deu a lógica. Mas no Rio Grande do Sul, este mesmo processo, derrotou Olívio que perdeu a prévia para Tasso , que perdeu a eleição e a Prefeitura. E o PT virou legenda, 4ª força no estado e na capital.
Como diria Nelson Rodrigues (depois daquela vitória espetacular do Fluminense contra o Palmeiras, este flamenguista cita o ilustre tricolor)como diria Nelson Rodrigues, “os idiotas da objetividade” dirão que o tempo é outro, a eleição é outra, a situação é outra e não dá para comparar. Mas o resultado pode ser o mesmo.
Mas num terreno tão incerto, um pouco de bom senso, com umas pitadas de humildade, regado largamente a despreendimento pessoal até que cairia muito bem.
O que nos surpreende agora é que, passado apenas cinco anos , nesta escalada do partido e do Presidente Lula, para eleger Dilma, estas mesmas lideranças petistas estão encontrando nos nossos atuais aliados do Governo Federal um defeito aqui, uma contradição ali, está torto, não sei.
Desconhecem o fato que há exatos 15 anos o PT/ RJ, não vence uma eleição majoritária neste estado, seja para governador, senador ou prefeito da capital.
Nossa única vitória, foi a espetacular eleição de Benedita da Silva em 1994, sobre os já falecidos Nelson Carneiro e Arthur da Távola, com mais de um milhão de votos de frente em cada um.
Resultado que não foi suficiente, para os outrora contrários a candidatura própria para o Senado, derrotarem por apenas 9 votos , a possibilidade de uma candidata genuinamente petista, que detinha na época, o 1º lugar em todas as pesquisas, com 32% nas intenções de voto realizar a dobradinha com LULA aqui no Rio.
Fomos derrotados, tendo ainda o ridículo episódio da busca de cédulas no palácio episcopal, com a então candidata obtendo, 29% dos votos. Logo depois, o segmento sindical, deste partido, deixa a CUT.
Num recente debate de candidatos a presidente do Diretório Regional, nenhum fez o "mea culpa" sobre este episódio, lembrando que tanto naquela época, como agora, LUIS SERGIO , apoiava BENETITA DA SILVA.
Agora com Dilma mas sem Lula, os "profetas do otimismo" mudaram de novo, dizem que vamos disputar de "igual para igual", vamos vencer com a candidatura própria, embora o retrospecto em eleição majoritária seja o pior possível, sobre qualquer ângulo de observação.
Uma pergunta ainda está sem resposta. No caso de uma vitória aqui no Rio, governaríamos com quem ? Ou os otimistas estão prevendo também esmagadora vitória na Alerj ?
Estas bravatas, são bem conhecidas dos velhos petistas. Em 2006, mesmo sabendo que o ocupante do cargo tem preferência na indicação, realizaram uma prévia para presidente, dentro do argumento que era mais democrático.
Sem querer desqualificar, mas contra Lula, estiveram Edmilson Rodrigues, Cristovão Buarque e Suplicy, entre outros. Deu a lógica. Mas no Rio Grande do Sul, este mesmo processo, derrotou Olívio que perdeu a prévia para Tasso , que perdeu a eleição e a Prefeitura. E o PT virou legenda, 4ª força no estado e na capital.
Como diria Nelson Rodrigues (depois daquela vitória espetacular do Fluminense contra o Palmeiras, este flamenguista cita o ilustre tricolor)como diria Nelson Rodrigues, “os idiotas da objetividade” dirão que o tempo é outro, a eleição é outra, a situação é outra e não dá para comparar. Mas o resultado pode ser o mesmo.
Mas num terreno tão incerto, um pouco de bom senso, com umas pitadas de humildade, regado largamente a despreendimento pessoal até que cairia muito bem.
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Opinião
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Caíitano
celso para mim mostrar detalhes 6 nov (3 dias atrás)
Peguntado sobre aspectos da lei de incentivo à cultura, conhecida como Lei Rouanet, que promove o patrocínio de produções artísticas através de renúncia fiscal, Caetano tentou se esquivar ao declarar que se sentia inábil para analisá-la. "Não sou muito bom nesse negócio. Sou como umas moças que eram bonitas, apareciam nuas nos filmes e tinham de ter uma opinião política. Eu sou assim. Não sei se tem que mudar (as regras da lei). Mas repito: sou como aquelas moças. Não estudei direito."
Entendendo ou não sobre o assunto, em junho a empresária e ex-mulher do músico Paula Lavigne teria ligado para o também baiano e ministro da Cultura, Juca Ferreira, para pedir que o comitê responsável pela aprovação de incentivos da Lei Rouanet revogasse a decisão que negou ao projeto da turnê de Caetano Zii e Zie, que previa renúncias no valor de R$ 2 milhões, o direito de captar verbas com a iniciativa privada. Em 22 de junho, foi autorizado aos produtores de Caetano Veloso usarem os benefícios fiscais previstos na Lei Rouanet para bancar os shows. A informação foi publicada no Diário Oficial da União.
As informações são do Terra
Peguntado sobre aspectos da lei de incentivo à cultura, conhecida como Lei Rouanet, que promove o patrocínio de produções artísticas através de renúncia fiscal, Caetano tentou se esquivar ao declarar que se sentia inábil para analisá-la. "Não sou muito bom nesse negócio. Sou como umas moças que eram bonitas, apareciam nuas nos filmes e tinham de ter uma opinião política. Eu sou assim. Não sei se tem que mudar (as regras da lei). Mas repito: sou como aquelas moças. Não estudei direito."
Entendendo ou não sobre o assunto, em junho a empresária e ex-mulher do músico Paula Lavigne teria ligado para o também baiano e ministro da Cultura, Juca Ferreira, para pedir que o comitê responsável pela aprovação de incentivos da Lei Rouanet revogasse a decisão que negou ao projeto da turnê de Caetano Zii e Zie, que previa renúncias no valor de R$ 2 milhões, o direito de captar verbas com a iniciativa privada. Em 22 de junho, foi autorizado aos produtores de Caetano Veloso usarem os benefícios fiscais previstos na Lei Rouanet para bancar os shows. A informação foi publicada no Diário Oficial da União.
As informações são do Terra
domingo, 8 de novembro de 2009
A defesa da candidatura própria do PT
Em 2004, para eleger os Prefeitos de Nova Iguaçú e Niterói, fizemos a aliança 180º, que ia do atual Demo ao PC do B, com direito ao PPS e PSDB. Agora para eleger a Dilma, algumas lideranças petistas do nosso estado estão encontrando nos atuais aliados do Governo Federal um defeito aqui, uma contradição ali, está torto, não sei.
Há exatos 15 anos o PT/ RJ, não vence uma eleição majoritária neste estado.A última, foi a espetacular vitória de Benedita da Silva sobre os já falecidos Nelson Carneiro e Arthur da Távola.
Agora com Dilma mas sem Lula, vamos disputar de "igual para igual", vamos vencer , dizem os otimistas dos otimistas.
Uma pergunta ainda está sem resposta. No caso de uma vitória aqui no Rio, governaríamos com quem ? Ou os otimistas estão prevendo também uma maioria na Alerj ?
Uma aliança política pode ser celebrada no plano internacional ou no plano nacional. Em ambos os casos, podem-se encontrar componentes ideológicos, assim como meros interesses de conquistar mais poder ou dinheiro.
Nas democracias ocidentais modernas, os partidos políticos são o canal por excelência para a celebração de alianças. Todavia, outras organizações da sociedade também são partes ativas no jogo político.
Exemplo arquetípico de aliança política foi a realizada pela burguesia, pela plebe e pelo baixo clero, no curso da Revolução Francesa.
Na história contemporânea, pode ser registrado, dentre tantos outros exemplos, o movimento brasileiro Diretas já, que reuniu diversos segmentos da sociedade na luta pela eleição direta para presidente.
Outra forma bastante comum de aliança política é a coligação eleitoral, em que dois ou mais partidos se unem para disputar eleições. Entretanto, é comum que se efetuem alianças políticas mesmo após as eleições, a fim de assegurar a governabilidade, sobretudo nos sistemas parlamentaristas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Poder
Revista Veja
Capa - Personalidade do ano 2004
Lindberg Farias Ex-presidente da UNE, que liderou os estudantes contra Collor, ele venceu as eleições em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após iniciar a campanha em 3º lugar e virou uma das promessas políticas do PT
texto: Luís Edmundo Araújofotos: Leandro Pimentel
A poesia O Jovem e a Paz Caminham Juntos, escrita por Lindberg Farias aos 14 anos, era inspirada nas primeiras leituras do adolescente. Um dos versos mencionava “pombas brancas sobre o Kremlin e a Casa Branca” e o último afirmava que se Karl Marx fosse vivo diria: “Jovens de todo mundo, uni-vos”. “É das coisas mais ridículas da minha vida”, reconhece, entre risos, o prefeito eleito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Aos 34 anos, o deputado federal do PT se aliou a partidos como o PFL e o PP para vencer Mário Marques, do PMDB de Anthony Garotinho, com 57,74% dos votosno segundo turno. Seu futuro político pode ser medido pelas pala-vras do aliado César Maia. “Se passar pelo teste nessa prefeitura, Lindberg tem tudo para ser uma forte liderança estadual e até nacional”, diz o prefeito carioca.
Na sala do apartamento para onde se mudou há um ano e meio, com o intuito de disputar a eleição, o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) não exibe biografias da revolucionária Rosa Luxemburgo ou de Che Guevara. Os textos da adolescência foram substituídos por um relato da trajetória de Manoel Ferreira (PP), pas-tor da Assembléia de Deus, e obras de Eça de Queiroz e Marcel Proust. O socialismo sobrevive de maneira mais suave, num livro do fotógrafo cubano Alberto Korda. “O cara que queria a insurreição deu lugar a alguém que sabe que tem que dar um passo de cada vez”, explica o prefeito eleito.
Filho do médico Luiz Lindbergh Farias, vice-presidente da UNE em 1961, paraibano de João Pessoa, ele cresceu num ambiente de discussão política. O pai lhe contava suas experiências, mas não aprovou quando o filho se mudou para São Paulo, em 1991, ao ser eleito secretário-geral da entidade. “Ele disse que eu ia prejudicar os estudos, que o movimento estudantil não tinha mais força”, lembra Lindberg, que tirou o h do nome em 2000, aconselhado por uma numeróloga. Um ano depois, já presidente da UNE, o filho de Luiz Lindbergh liderou os estudantes no movimento dos cara-pintadas, que reuniu centenas de milhares de pessoas em manifestações pelo Brasil e ajudou a derrubar o presidente Fernando Collor.
Vieram, então, as primeiras gafes do líder estudantil ainda verde na política. Ao se reunir com o então presidente do Congresso, Mauro Benevides, em Brasília, Lindberg não sabia do costume da foto protocolar, tirada antes de encontros solenes. Na frente de dezenas de fotógrafos, o presidente da UNE apertou a mão do senador e, enquanto piscavam os flashes, tentou, sem sucesso, iniciar a conversa. “Fui falando, mas o senador ficava sorrindo e dizendo ‘muito bem, muito bem’”, lembra Lindberg.
O desconforto com as práticas políticas continuou durante o primeiro mandato como deputado federal, pelo PC do B, entre 1995 e 1998. O defensor do povo nas ruas como única solução chamava o Congresso de casa das elites e não perdia uma manifestação contra as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Na venda da Vale do Rio Doce, entrincheirou-se com 100 estudantes na Bolsa de Valores do Rio. No leilão das Teles, jogou pedra na polícia. Achava o máximo. “Me sentia o próprio Guevara”, afirma.Mas o momento era de tristeza. Em janeiro de 1995, Lindberg soube que o pai tinha câncer terminal. Até fevereiro de 1996, quando Luiz Lindbergh faleceu, trocou os fins de semana no Rio por idas a João Pessoa. Ficou deprimido e chegou a 100kg. “Achava que a vida tinha perdido o sentido”, conta. Um alento foi a notícia que recebeu no mesmo dia em que foi informado da doença do pai. Maria Antônia Goulart, 29, sua mulher, estava grávida de Luiz, 9.
Com a mulher, Maria Antônia, e o filho Luiz, de 9 anos. Ele soube da gravidez dela no mesmo dia em que foi informado do câncer de seu pai: “Achava que a vida tinha perdido o sentido”O casal se separou em 1999, mas se reconciliou em fevereiro deste ano. Maria Antônia levou Luiz para Belo Horizonte, mas Lindberg via o filho único todo fim de semana. Ou ia para Minas, ou Luiz viajava para o Rio. “O Lindberg não pára de beijar e abraçar o Luiz. Eu é que dou bronca, ele fica com a parte boa”, entrega Maria Antônia.
Derrotado na eleição de 1998, Lindberg ganhou tempo para recuperar a forma e os estudos. Pegava ônibus para o curso de Direito na PUC carioca (ele está a um ano de se formar), corria na Praia de Copacabana, fazia musculação e nadava. Em um ano, voltou aos atuais 87 kg e retomou a aparência que lhe rendeu o apelido de Lindinho e o assédio de boa parte do eleitorado feminino.
A maneira de ver a política também mudou. Filiado ao PSTU, dissidência do PT de extrema esquerda, Lindberg não aceitou coligações em 1998. Foi o sexto entre os candidatos do Rio para a Câmara Federal, com 73 mil votos, mas perdeu a vaga porque sua legenda não conseguiu o mínimo necessário de eleitores. Aproveitou a ocasião para reforçar o discurso radical. “Dizia: de que serve o Parlamento? O que vale é a luta nas ruas”, lembra.
Na eleição para vereador em 2000, ficou em 4o lugar, com 47 mil votos, e novamente de fora, mas dessa vez a reação foi diferente. “Não queria chegar aos 40 anos fazendo agitação em carro de som, fora do debate político.” Favorável ao apoio a Lula em 2002, Lindberg se transferiu para o PT quando os antigos correligionários lançaram candidatura própria a presidente. “No PSTU, estava abrindo mão de um papel que podia jogar”, afirma.
Voltou à Câmara em 2002 como vice-líder da bancada. Numa conversa com Lula e José Genoino, presidente da legenda, surgiu a idéia da candidatura em Nova Iguaçu, onde o PT nunca tinha sido forte. Eleito, após começar em 3º lugar, com 12% dos votos, surpreendeu o presi-dente. “O Lula me disse que vencer lá era projeto para 20 anos”, diz.
Ameaçado de morte algumas vezes na Baixada, tem andado com seguranças, o que não tira sua animação com futuros projetos. Quer explorar áreas verdes como o parque municipal, onde se exercita. Também pensa numa empresa de saneamento em parceria com a iniciativa privada, para se ver livre da Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgotos), que, no passado, defendeu contra os planos de privatização do ex-governador Marcello Alencar (1995-1998).
Aliado de Lindberg na última campanha, Marcello ouviu dele um mea culpa. “Ele me confessou que hoje pensa como eu. Ele está mudado. É talentoso e carismático pra burro”, diz o ex-governador. As mudanças, segundo o prefeito eleito, não são tão gritantes. Se houvesse a chance de uma revolução no Brasil, ele garante, largava tudo e entrava. “Mas essa bandeira não é real. Dizem que de revolucionário passei a reformista. É isso mesmo. É com reformas que conseguiremos avançar.”
Parece que as duas vitórias de Lula, refinaram o paladar de alguns petistas. No passado engolíamos qualquer sapo, hoje estão mais apurados e seletivos. Não sentam em qualquer mesa e não vão a qualquer lugar. Novos velhos tempos. Novas velhas lideranças
Há exatos 15 anos o PT/ RJ, não vence uma eleição majoritária neste estado.A última, foi a espetacular vitória de Benedita da Silva sobre os já falecidos Nelson Carneiro e Arthur da Távola.
Agora com Dilma mas sem Lula, vamos disputar de "igual para igual", vamos vencer , dizem os otimistas dos otimistas.
Uma pergunta ainda está sem resposta. No caso de uma vitória aqui no Rio, governaríamos com quem ? Ou os otimistas estão prevendo também uma maioria na Alerj ?
Uma aliança política pode ser celebrada no plano internacional ou no plano nacional. Em ambos os casos, podem-se encontrar componentes ideológicos, assim como meros interesses de conquistar mais poder ou dinheiro.
Nas democracias ocidentais modernas, os partidos políticos são o canal por excelência para a celebração de alianças. Todavia, outras organizações da sociedade também são partes ativas no jogo político.
Exemplo arquetípico de aliança política foi a realizada pela burguesia, pela plebe e pelo baixo clero, no curso da Revolução Francesa.
Na história contemporânea, pode ser registrado, dentre tantos outros exemplos, o movimento brasileiro Diretas já, que reuniu diversos segmentos da sociedade na luta pela eleição direta para presidente.
Outra forma bastante comum de aliança política é a coligação eleitoral, em que dois ou mais partidos se unem para disputar eleições. Entretanto, é comum que se efetuem alianças políticas mesmo após as eleições, a fim de assegurar a governabilidade, sobretudo nos sistemas parlamentaristas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Poder
Revista Veja
Capa - Personalidade do ano 2004
Lindberg Farias Ex-presidente da UNE, que liderou os estudantes contra Collor, ele venceu as eleições em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após iniciar a campanha em 3º lugar e virou uma das promessas políticas do PT
texto: Luís Edmundo Araújofotos: Leandro Pimentel
A poesia O Jovem e a Paz Caminham Juntos, escrita por Lindberg Farias aos 14 anos, era inspirada nas primeiras leituras do adolescente. Um dos versos mencionava “pombas brancas sobre o Kremlin e a Casa Branca” e o último afirmava que se Karl Marx fosse vivo diria: “Jovens de todo mundo, uni-vos”. “É das coisas mais ridículas da minha vida”, reconhece, entre risos, o prefeito eleito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Aos 34 anos, o deputado federal do PT se aliou a partidos como o PFL e o PP para vencer Mário Marques, do PMDB de Anthony Garotinho, com 57,74% dos votosno segundo turno. Seu futuro político pode ser medido pelas pala-vras do aliado César Maia. “Se passar pelo teste nessa prefeitura, Lindberg tem tudo para ser uma forte liderança estadual e até nacional”, diz o prefeito carioca.
Na sala do apartamento para onde se mudou há um ano e meio, com o intuito de disputar a eleição, o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) não exibe biografias da revolucionária Rosa Luxemburgo ou de Che Guevara. Os textos da adolescência foram substituídos por um relato da trajetória de Manoel Ferreira (PP), pas-tor da Assembléia de Deus, e obras de Eça de Queiroz e Marcel Proust. O socialismo sobrevive de maneira mais suave, num livro do fotógrafo cubano Alberto Korda. “O cara que queria a insurreição deu lugar a alguém que sabe que tem que dar um passo de cada vez”, explica o prefeito eleito.
Filho do médico Luiz Lindbergh Farias, vice-presidente da UNE em 1961, paraibano de João Pessoa, ele cresceu num ambiente de discussão política. O pai lhe contava suas experiências, mas não aprovou quando o filho se mudou para São Paulo, em 1991, ao ser eleito secretário-geral da entidade. “Ele disse que eu ia prejudicar os estudos, que o movimento estudantil não tinha mais força”, lembra Lindberg, que tirou o h do nome em 2000, aconselhado por uma numeróloga. Um ano depois, já presidente da UNE, o filho de Luiz Lindbergh liderou os estudantes no movimento dos cara-pintadas, que reuniu centenas de milhares de pessoas em manifestações pelo Brasil e ajudou a derrubar o presidente Fernando Collor.
Vieram, então, as primeiras gafes do líder estudantil ainda verde na política. Ao se reunir com o então presidente do Congresso, Mauro Benevides, em Brasília, Lindberg não sabia do costume da foto protocolar, tirada antes de encontros solenes. Na frente de dezenas de fotógrafos, o presidente da UNE apertou a mão do senador e, enquanto piscavam os flashes, tentou, sem sucesso, iniciar a conversa. “Fui falando, mas o senador ficava sorrindo e dizendo ‘muito bem, muito bem’”, lembra Lindberg.
O desconforto com as práticas políticas continuou durante o primeiro mandato como deputado federal, pelo PC do B, entre 1995 e 1998. O defensor do povo nas ruas como única solução chamava o Congresso de casa das elites e não perdia uma manifestação contra as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Na venda da Vale do Rio Doce, entrincheirou-se com 100 estudantes na Bolsa de Valores do Rio. No leilão das Teles, jogou pedra na polícia. Achava o máximo. “Me sentia o próprio Guevara”, afirma.Mas o momento era de tristeza. Em janeiro de 1995, Lindberg soube que o pai tinha câncer terminal. Até fevereiro de 1996, quando Luiz Lindbergh faleceu, trocou os fins de semana no Rio por idas a João Pessoa. Ficou deprimido e chegou a 100kg. “Achava que a vida tinha perdido o sentido”, conta. Um alento foi a notícia que recebeu no mesmo dia em que foi informado da doença do pai. Maria Antônia Goulart, 29, sua mulher, estava grávida de Luiz, 9.
Com a mulher, Maria Antônia, e o filho Luiz, de 9 anos. Ele soube da gravidez dela no mesmo dia em que foi informado do câncer de seu pai: “Achava que a vida tinha perdido o sentido”O casal se separou em 1999, mas se reconciliou em fevereiro deste ano. Maria Antônia levou Luiz para Belo Horizonte, mas Lindberg via o filho único todo fim de semana. Ou ia para Minas, ou Luiz viajava para o Rio. “O Lindberg não pára de beijar e abraçar o Luiz. Eu é que dou bronca, ele fica com a parte boa”, entrega Maria Antônia.
Derrotado na eleição de 1998, Lindberg ganhou tempo para recuperar a forma e os estudos. Pegava ônibus para o curso de Direito na PUC carioca (ele está a um ano de se formar), corria na Praia de Copacabana, fazia musculação e nadava. Em um ano, voltou aos atuais 87 kg e retomou a aparência que lhe rendeu o apelido de Lindinho e o assédio de boa parte do eleitorado feminino.
A maneira de ver a política também mudou. Filiado ao PSTU, dissidência do PT de extrema esquerda, Lindberg não aceitou coligações em 1998. Foi o sexto entre os candidatos do Rio para a Câmara Federal, com 73 mil votos, mas perdeu a vaga porque sua legenda não conseguiu o mínimo necessário de eleitores. Aproveitou a ocasião para reforçar o discurso radical. “Dizia: de que serve o Parlamento? O que vale é a luta nas ruas”, lembra.
Na eleição para vereador em 2000, ficou em 4o lugar, com 47 mil votos, e novamente de fora, mas dessa vez a reação foi diferente. “Não queria chegar aos 40 anos fazendo agitação em carro de som, fora do debate político.” Favorável ao apoio a Lula em 2002, Lindberg se transferiu para o PT quando os antigos correligionários lançaram candidatura própria a presidente. “No PSTU, estava abrindo mão de um papel que podia jogar”, afirma.
Voltou à Câmara em 2002 como vice-líder da bancada. Numa conversa com Lula e José Genoino, presidente da legenda, surgiu a idéia da candidatura em Nova Iguaçu, onde o PT nunca tinha sido forte. Eleito, após começar em 3º lugar, com 12% dos votos, surpreendeu o presi-dente. “O Lula me disse que vencer lá era projeto para 20 anos”, diz.
Ameaçado de morte algumas vezes na Baixada, tem andado com seguranças, o que não tira sua animação com futuros projetos. Quer explorar áreas verdes como o parque municipal, onde se exercita. Também pensa numa empresa de saneamento em parceria com a iniciativa privada, para se ver livre da Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgotos), que, no passado, defendeu contra os planos de privatização do ex-governador Marcello Alencar (1995-1998).
Aliado de Lindberg na última campanha, Marcello ouviu dele um mea culpa. “Ele me confessou que hoje pensa como eu. Ele está mudado. É talentoso e carismático pra burro”, diz o ex-governador. As mudanças, segundo o prefeito eleito, não são tão gritantes. Se houvesse a chance de uma revolução no Brasil, ele garante, largava tudo e entrava. “Mas essa bandeira não é real. Dizem que de revolucionário passei a reformista. É isso mesmo. É com reformas que conseguiremos avançar.”
Parece que as duas vitórias de Lula, refinaram o paladar de alguns petistas. No passado engolíamos qualquer sapo, hoje estão mais apurados e seletivos. Não sentam em qualquer mesa e não vão a qualquer lugar. Novos velhos tempos. Novas velhas lideranças
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Intervalo
Este blog deu um tempo na semana passada devido aos compromissos do PED do PT, o feriado de dois de Novembro e claro a nossa viagem para Cabo Frio, que "acertamos na mosca", pois dizem que chove apenas dois dias por ano na cidade da costa azul. Choveu todos os dias da nossa estada. Mas o mar continua incomparável.
União deve comandar a luta contra o narcotráfico
União deve comandar a luta contra o narcotráfico
Era totalmente previsível a derrubada de um helicóptero da Policia Militar do Rio de Janeiro pelos traficantes e seus “soldados” com livre acesso a armamento pesado.
Aliás, o equipamento vinha sendo utilizado de forma irresponsável e puramente como ferramenta de marketing pelas autoridades, incentivadas pela mídia, a começar pela Rede Globo, que o apresentava em programas cantando as excelências do uso dos helicópteros para “perseguir e matar” (sic) suspeitos e não para transporte, observação e monitoramento.
Tudo era uma questão de tempo, decisão ou iniciativa própria de algum comando local. A derrubada do helicóptero aconteceu agora, mas poderia ter acontecido antes.
Fica a lição, mais uma, da inadequada estratégia ou falta dela para o enfrentamento da questão do narcotráfico e o combate ao crime organizado, no Rio e no resto do país.
As autoridades e o comando militar subestimaram a audácia e a capacidade dos chefes ou dos comandos locais.
Partiam do princípio que os traficantes não ousariam, pelo risco do nível de resposta da policia, derrubar um helicóptero da corporação.
O que revela que ainda existe, entre o crime e a polícia, um campo de convivência ou de suposta não beligerância, totalmente equivocado.
Para além das medidas sociais e econômicas necessárias, que estão sendo tomadas e que só terão efeitos em médio prazo, a questão do crime organizado e do narcotráfico não pode ficar na esfera do município, ainda que ele possa ter uma policia própria e deva ter.
Nem na esfera do Estado, responsável, segundo a Constituição de 1988, pela segurança publica, prevenção e repressão (funções da Polícia Militar) e pela investigação, inquérito e por ser policia judiciária (obrigações da Policia Civil).
É evidente que, mais de vinte anos depois, essa engenharia constitucional e esse desenho da organização policial não têm como enfrentar o crime e o narcotráfico.
Apesar do apoio político, financeiro, em inteligência e equipamentos, e mesmo militar, com a Forca Nacional ou mesmo com as Forças Armadas, o governo federal ainda não se convenceu plenamente de sua responsabilidade e, portanto, não tomou as medidas adequadas para cumprir com sua obrigação constitucional e administrativa de combater o narcotráfico.
Mais do que isso, não houve um convencimento da União de que, sem sua participação, não haverá um avanço nessa área.
Isso apesar do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), dos programas sociais, do aumento do emprego e da renda, dos avanços na educação.
São ações e medidas que teriam e mesmo que têm seu efeito em comunidades, cidades e bairros onde o crime organizado ainda de fato não substituiu o Estado.
O crime organizado envolve o contrabando de armas, o trafico de drogas, sua produção e refino, além da venda e do transporte em maior escala, sua importação e exportação, a lavagem do dinheiro, a corrupção e o trafico de influências, a captura e a cooptação, quando não mesmo a indicação e eleição de juízes, delegados, parlamentares e chefes de Executivo, bem como a montagem de empregas e o recrutamento de membros para as organizações criminosas.
É evidente que, sem um organismo nacional de direção e comando para a luta contra o crime organizado, não iremos a nenhum lugar.
Ou pior, vamos sacrificar vidas e recursos em vão. Lembrando ainda que falta também uma maior articulação e colaboração a nível internacional.
Precisamos nos convencer que o crime organizado e o narcotráfico são nacionais e que, portanto, só uma estratégia e um comando nacional podem combatê-los.
É necessário um organismo de inteligência e direção direta na luta contra o narcotráfico e o crime, ainda que tenhamos que mudar a Constituição.
É preciso uma autoridade nacional que coordene e supervisione esse enfrentamento. Devemos assumir que a questão é nacional e de responsabilidade do governo federal, em articulação com os Estados e Municípios, mas também no comando.
Caso contrário, não vamos, apesar de todo o apoio que o governo tem dado ao Rio de Janeiro e a outros Estados, avançar nesta luta, difícil e de longo prazo, contra o crime organizado.
José Dirceu, 63, é advogado e ex-ministro da Casa Civil
Era totalmente previsível a derrubada de um helicóptero da Policia Militar do Rio de Janeiro pelos traficantes e seus “soldados” com livre acesso a armamento pesado.
Aliás, o equipamento vinha sendo utilizado de forma irresponsável e puramente como ferramenta de marketing pelas autoridades, incentivadas pela mídia, a começar pela Rede Globo, que o apresentava em programas cantando as excelências do uso dos helicópteros para “perseguir e matar” (sic) suspeitos e não para transporte, observação e monitoramento.
Tudo era uma questão de tempo, decisão ou iniciativa própria de algum comando local. A derrubada do helicóptero aconteceu agora, mas poderia ter acontecido antes.
Fica a lição, mais uma, da inadequada estratégia ou falta dela para o enfrentamento da questão do narcotráfico e o combate ao crime organizado, no Rio e no resto do país.
As autoridades e o comando militar subestimaram a audácia e a capacidade dos chefes ou dos comandos locais.
Partiam do princípio que os traficantes não ousariam, pelo risco do nível de resposta da policia, derrubar um helicóptero da corporação.
O que revela que ainda existe, entre o crime e a polícia, um campo de convivência ou de suposta não beligerância, totalmente equivocado.
Para além das medidas sociais e econômicas necessárias, que estão sendo tomadas e que só terão efeitos em médio prazo, a questão do crime organizado e do narcotráfico não pode ficar na esfera do município, ainda que ele possa ter uma policia própria e deva ter.
Nem na esfera do Estado, responsável, segundo a Constituição de 1988, pela segurança publica, prevenção e repressão (funções da Polícia Militar) e pela investigação, inquérito e por ser policia judiciária (obrigações da Policia Civil).
É evidente que, mais de vinte anos depois, essa engenharia constitucional e esse desenho da organização policial não têm como enfrentar o crime e o narcotráfico.
Apesar do apoio político, financeiro, em inteligência e equipamentos, e mesmo militar, com a Forca Nacional ou mesmo com as Forças Armadas, o governo federal ainda não se convenceu plenamente de sua responsabilidade e, portanto, não tomou as medidas adequadas para cumprir com sua obrigação constitucional e administrativa de combater o narcotráfico.
Mais do que isso, não houve um convencimento da União de que, sem sua participação, não haverá um avanço nessa área.
Isso apesar do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), dos programas sociais, do aumento do emprego e da renda, dos avanços na educação.
São ações e medidas que teriam e mesmo que têm seu efeito em comunidades, cidades e bairros onde o crime organizado ainda de fato não substituiu o Estado.
O crime organizado envolve o contrabando de armas, o trafico de drogas, sua produção e refino, além da venda e do transporte em maior escala, sua importação e exportação, a lavagem do dinheiro, a corrupção e o trafico de influências, a captura e a cooptação, quando não mesmo a indicação e eleição de juízes, delegados, parlamentares e chefes de Executivo, bem como a montagem de empregas e o recrutamento de membros para as organizações criminosas.
É evidente que, sem um organismo nacional de direção e comando para a luta contra o crime organizado, não iremos a nenhum lugar.
Ou pior, vamos sacrificar vidas e recursos em vão. Lembrando ainda que falta também uma maior articulação e colaboração a nível internacional.
Precisamos nos convencer que o crime organizado e o narcotráfico são nacionais e que, portanto, só uma estratégia e um comando nacional podem combatê-los.
É necessário um organismo de inteligência e direção direta na luta contra o narcotráfico e o crime, ainda que tenhamos que mudar a Constituição.
É preciso uma autoridade nacional que coordene e supervisione esse enfrentamento. Devemos assumir que a questão é nacional e de responsabilidade do governo federal, em articulação com os Estados e Municípios, mas também no comando.
Caso contrário, não vamos, apesar de todo o apoio que o governo tem dado ao Rio de Janeiro e a outros Estados, avançar nesta luta, difícil e de longo prazo, contra o crime organizado.
José Dirceu, 63, é advogado e ex-ministro da Casa Civil
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